Páginas

Mostrando postagens com marcador Variedades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Variedades. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de julho de 2012

Chemcar - Que tal a ideia para sua Universidade?

Modelo de carro construído para a competição Chem-E Car
Você já ouviu falar na Fórmula SAEFórmula Baja ou na Competição Brasileira de Robótica? São competições nas quais alunos, em geral graduandos em engenharia mecânica e mecatrônica,  competem em equipes para projetar o melhor carro ou robô. Sempre me perguntei se existia algo do gênero para estudantes de engenharia química até encontrar o Chem-E Car.

Difundida nos EUA e em alguns países da Europa a Competição Chem-E Car desafia equipes de estudantes de engenharia química a projetarem um pequeno carro movido a reações químicas. O objetivo é usar a criatividade e aproveitar a energia das reações mais diversas para mover os carros. Os modelos são muito diferentes entre si e utilizam diversos conceitos diferentes para promover o movimento dos protótipos. A competição é promovida  nos EUA pela AIChE.

Que tal levar essa ideia para sua Universidade!? Para quem quiser saber mais sobre a competição, pode ver as regas aqui. Abaixo segue também um vídeo mostrando um pouco mais sobre a competição e os carros projetados.




Referências: AIChE

quarta-feira, 13 de junho de 2012

O engenheiro que curou seu próprio coração


O Entropia traz uma história interessante envolvendo um engenheiro de processos especializado em caldeiras, que soube valorizar a multidisciplinaridade para propor uma solução inovadora para curar um sério problema de saúde que ele tinha no coração.

As vezes os estudiosos focam na especialização de um tema e esquecem que a natureza é uma só. As vezes a resposta para um problema de uma área de conhecimento pode estar em outra área. Neste caso a solução de um caso médico encontrou na engenharia suas respostas, tratando de veias e coração como dutos e bombas. 

O problema de Tal Golesworthy, fazia com que sua artéria aorta tivesse um diâmetro cada vez mais elevado. Tradicionalmente o procedimento era resolvido através de um cirurgia muito invasiva e perigosa, na qual a aorta seria retirada e substituída por uma prótese plástica e uma válvula artificial, sendo necessário o tratamento com uma agressiva droga para o resto da vida. 

O engenheiro, não contente com a solução, montou uma equipe multidisciplinar e procurou investimentos para obter outra solução. A equipe utilizando conhecimentos de diversas áreas, principalmente de engenharia, desenvolveu uma "capa" no formato exato da artéria do paciente, a qual era utilizada para embrulhar a artéria da mesma forma que se envolve uma tubulação com fita quando esta necessita de reparo. De fato, a solução saiu da teoria e curou Tal Golesworth através de uma cirurgia mais simples e que não necessitava da prescrição de drogas para acompanhamento.

Este é um caso que mostra claramente a importância de estarmos atentos a todas áreas de conhecimento, buscando soluções para os problemas independentemente da nossa área de formação e do ego profissional. Multidisciplinaridade é um excelente caminho para propor soluções inovadoras e solucionar problemas.

O vídeo mostra uma palestra do engenheiro explicando com mais detalhes sobre o projeto e como uma equipe multidisciplinar deixou o ego profissional de lado para buscar a melhor solução. Vale a pena ser assistido!
 

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Inovação Aberta

Ser inovador é essencial para uma empresa se manter no mercado. A dificuldade de se manter competitivo frente aos concorrentes e fidelizar clientes é cada vez maior, necessitando de um ambiente dinâmico, criativo e com foco no mercado. Em busca disso, uma série de especialistas traçam métodos de criar um ambiente que valorize a inovação. Neste contexto surge a Inovação Aberta, um conceito que tem aumentado muito nos últimos anos e que muda a forma das empresas gerenciarem suas tecnologias proprietárias e interagirem com os consumidores

Primeiro vamos definir o que é Inovação. Trata-se da criação de algo novo ou da aplicação de uma tecnologia existente para uma finalidade ou de uma forma completamente nova, mas sempre de forma que exista uma aplicabilidade comercial. Embora algumas empresas não tenham esta preocupação, observa-se que as empresas mais sólidas, duradouras e rentáveis buscam inovar sempre.

É comum vermos o modelo de inovação fechada, no qual toda pesquisa ocorre em laboratórios sigilosos e é lançada ao mercado sob rígidas patentes. Porém, fatores como alta rotatividade de profissionais qualificados, busca de novas fontes de ideias focadas no mercado consumidor e maior eficiência dos processos de inovação, levaram a formulação de uma maneira diferente de buscar novas ideias, a qual chamou-se de inovação aberta, ou do termo comum em inglês Open Innovation.

O termo trata de gerar inovação de uma forma diferente da habitual, incorporando e desenvolvendo conhecimentos e ideias de origem externa à empresa. A troca de informações da empresa com os consumidores, além de ser uma valiosa fonte de ideias, gera uma maior aproximação com o público e auxilia em processos de fidelização e fortalecimento da marca. Algumas vezes esta prática ocorre inclusive entre empresas concorrentes, fortalecendo-as no mercado com a troca de ideias. Por exemplo, pequenas e médias empresas que ao se ajudarem podem se tornar mais competitivas no mercado dominado por companhias maiores e com mais recursos.

As formas de realizar Open Innovation são muitas, assim como suas vantagens. A melhor forma de mostrar como o conceito é aplicado na prática é mostrando alguns casos de sucesso.

Natura
A empresa conta atualmente com 50% do portfólio de projetos proveniente de inovação aberta. O modelo busca uma estreitamento da empresa com a pesquisa acadêmica através do Programa Natura Campus de Inovação Tecnológica. O programa estabelece uma rede de inovação tecnológica com universidades e centros de pesquisa através de parcerias e financiamentos de projetos.


Battle Of Concepts
Trata-se de um site com o intuito de estimular a prática do conceito de Open Innovation, formando um elo entre empresas e jovens talentos. Uma empresa lança no site uma questão ou desafio, a qual é explicitada na forma de uma pergunta básica sobre o problema que esteja enfrentando. A partir disto, qualquer estudante universitário ou jovem profissional com formação universitária com idade de até 30 anos, pode enviar uma ideia conceito para o desafio. Já anunciaram desafios empresas conceituadas (Ex: Ambev, Natura, Philips, Whirlpool, Promon, entre outras) com premiações de até R$ 15000,00 às principais soluções. Visite o site do Battle of Concepts

Fiat Mio
Trata-se de um carro conceito desenvolvido pela Fiat, porém este carro foi desenvolvido através das ideias de internautas. Basta se cadastrar e site do projeto e enviar as ideias de como seria o carro do futuro. O projeto foi para frente e o carro foi desenvolvido e exposto no salão do automóvel. O mais interessante é que o projeto inteiro foi registrado como Creative Commons, ou seja, o projeto é aberto e pode ser redistribuído. Este tipo de projeto ajuda a empresa a entender as expectativas dos consumidores e traçar as tendências do mercado, além de ser ótimo para o marketing.

Referências: UC Berkeley

terça-feira, 5 de junho de 2012

O Homem como Indústria

Man as a Industrial Palace, Fritz Kahn
A ilustração acima foi feita pelo médico Fritz Kahn e recebe o nome de Der Mensch Als Industriepalast, que significa "O Homem como um palácio industrial". Ela pertence a sua obra Das Leben des Menschen, que significa "A Vida dos Homens", que foi publicada na década de 20. A visualização moderna de Kahn mostra o sistema digestivo e respiratório humano como uma planta de processo químico industrial. A inspiração teve origem na Indústria Química alemã, a qual era na época uma das mais avançadas do mundo e muito importante para o país.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Rio+20: A prestação de contas após 20 anos

O Brasil em 2012 sediará uma importante reunião, o Rio+20. Trata-se de um encontro entre os principais chefes de Estado do planeta para discutir os rumos e as medidas que orientarão as estratégias de desenvolvimento dos países quanto às questões sócio-ambientais. A primeira vista, você deve pensar que será mais um evento onde discursos hipócritas e promessas que não serão cumpridas são feitas. Mas não se engane, o encontro é muito importante para o mundo e para o Brasil.

Ele marca os 20 anos da Conferência Rio+92, a qual culminou na criação de importantes documentos, como a Agenda 21, a Carta da Terra e as Convenções do Clima e da Diversidade Biológica. Foi uma série de compromissos que mostraram um olhar mais preocupado dos países para a exploração dos recursos naturais. De fato, muita coisa permaneceu igual de lá para cá, mas muita coisa mudou. A discussão sobre o meio ambiente se intensificou e muitos países e empresas vem investindo em tecnologias mais sustentáveis. O mundo está longe de estar a salvo, mas pelo menos, agora sabe-se que alternativas precisam surgir o quanto antes para garantir a prosperidade do planeta.

O evento irá trazer  novas discussões e deverá servir como um balanço dos progressos feitos nos últimos 20 anos. Acontecerá de 13 a 22 de junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro.Nos primeiros dias, de 13 a 15 de junho, está prevista a III Reunião do Comitê Preparatório, no qual se reunirão representantes governamentais para negociações dos documentos a serem adotados na Conferência. Em seguida, entre 16 e 19 de junho, estão programados eventos com a sociedade civil. De 20 a 22 de junho, ocorrerá o Segmento de Alto Nível da Conferência, para o qual é esperada a presença de diversos Chefes de Estado e de Governo dos países-membros das Nações Unidas.

O mundo já viu que os compromissos feitos pelas altos escalões dos governos não valem muito, por isso, para que a reunião surta efeitos reais e crie compromissos sérios entre os países é necessário participação popular, acompanhamento e cobrança de medidas sérias e efetivas. Devemos ficar atentos ao Rio+20, dar a devida importância e participar na medida do possível. 

A Universidade de São Paulo, USP, lançou um site com diversas contribuições ao evento, disponibilizando textos e pesquisas a respeito dos temas que serão tratados. Além disso, a organização da Conferência lançou um espaço de discussão on-line. No qual, qualquer pessoa pode se cadastrar para participar e acompanhar discussões que serão levadas à Conferência em Junho.

O site Planeta Sustentável lançou em seu portal o Blog Rio+20, que reuni diversas notícias relacionadas à Conferência da ONU, o qual é uma boa indicação para quem quiser acompanhar as notícias antes, durante e depois do evento.
Rio de Janeiro aguarda uma das Conferências mais importantes do ano: O Rio+20. Espera-se que os governates aproveitem está oportunidade  para que  a discussão  gere bons frutos após as reuniões.

Ref. Rio+20

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Belas imagens do mundo Microscópico

A busca pelo conhecimento é insaciável no seres humanos. Anos de desenvolvimento buscando entender como o mundo funciona, desde a menor partícula componente da matéria até a imensidão do universo. Na busca de nos contextualizarmos entre o mundo Micro e Macro, nada melhor de "enxergarmos" as coisas de uma forma diferente. 

O Entropia, traz uma seleção de belas imagens explorando o mundo Microscópico. As imagens foram feitas tanto por microscopia ótica quanto eletrônica, utilizando diversas técnicas.


 1º Lugar na competição de microfotografia Nikon Small World 2001,  Harold Taylor.  Trata-se um rotífero se alimentando, um microrganismo comum  em água fresca de rios, poças e lagoas. A fotografo utilizou a técnica de Darkfield.

 11º Lugar na competição de microfotografia Nikon Small World 2003,  Ron Oldfield.  Trata-se um microchip (switch controller) aumentado e fotografado na técnica de Brightfield.

Papel para cigarros. Os cristais (azuis) são os aditivos que impedem a queima do cigarro aceso pela produção de oxigênio. Retirado do livro intitulado "Microcosmos" de Brandon Broll .

10º Lugar na competição de microfotografia Nikon Small World 2011, Ms. Joan Röhl. Trata-se do crustáceo de água doce Daphnia Magna aumentado 100x.

Cristais de fosfato de cálcio. Retirado do livro intitulado "Microcosmos" de Brandon Broll.


3º Lugar na competição de microfotografia Nikon Small World 2011, Mr. Frank Fox. Trata-se do plâncton Melosira moniliformis com aproximação de 320 vezes. 


        Livro "Microcosmos" de Brandon Broll

quarta-feira, 21 de março de 2012

Maratona Chemtech de Engenharia

O Entropia traz uma excelente dica para quem quer se ir para o ramo de projetos, simulação e petróleo. A Chemtech, importante empresa do ramo de projetos e soluções de TI para indústrias lançou a 11ª edição de uma competição entre os estudantes de engenharia, a Maratona Nacional Chemtech de Engenharia. A competição inclui um módulo de treinamentos online sobre o software OGM (Oil and Gas Manager).“Serão cerca de três meses de treinamento online, ministrados por chemtecheanos, abordando o simulador OGM, desenvolvido pela Siemens, que é referência em grandes projetos de unidades onshore e offshore”, explica Renata Machado, líder de projetos e membro da equipe da Maratona.

O resultado da etapa de treinamento online levará dois maratonistas de cada uma das oito melhores universidades para a segunda etapa da competição, que será realizada no Rio de Janeiro, durante a Rio Oil&Gas, importante feira internacional do setor de O&G. Os primeiros colocados ganham Ipads, Netbooks e Ipods Touch, além de serem convidados a estagiar na empresa.

Para quem se interessou, as inscrições devem ser feitas até o dia 8 de abril no site da maratona

FONTE: Chemtech

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Redes sociais profissionais

Este post é inspirado nessa época tão difícil de final de ano, os que estão se formando vão me entender, já que é tempo de definições e de indefinições sobre o futuro profissional que iremos tomar. Neste contexto, enquanto a luta pela vaga ideal não termina, comecei a perceber como o modelo de captação de profissionais tem mudado.


Os desafios não são só para os novos profissionais, mas também para as empresas que buscam talentos para seus quadros de funcionários. A quantidade de oportunidades não é baixa, o difícil é casar o perfil do candidato com a vaga e reter o talento na companhia. 

Para os candidatos, o desafio começa no rastreamento das oportunidades, feito geralmente nos sites das principais empresas de recrutamento. Após a inscrição e o preenchimento de diversas perguntas só resta esperar para passar nos filtros computacionais de  análise de currículo e conseguir chegar até as fases finais dos processos de admissão para mostrar o que tem de melhor. 

Mas acreditem, não é apenas deste modo que as empresas estão buscando seus profissionais. O famoso QI (quem indica) também já não é suficiente, para isto o uso da internet para este fim tem se intensificado com as redes sociais. Em particular, pode-se citar para este fim, a bem sucedida rede de relacionamento Linked'in, lançada em 2003, a qual alcança hoje algo em torno de 6 milhões de usuários. 

Realmente não acreditava no poder dessa rede social profissional, mas através do exemplo de uma amiga, comecei a perceber sua importância e o reflexo na visibilidade profissional. Ela colocou um currículo bem montado no perfil e adicionou pessoas chaves ligadas a oportunidades profissionais de seu interesse, como resultado teve um desempenho de visitação surpreendente, contando com  visitas de empresas recrutadoras e empresas buscando profissionais para vagas.

Esse pequeno exemplo mostra que as áreas de recursos humanos de diversas empresas, publicam vagas e buscam profissionais na rede. A busca se dá principalmente em perfis completos, que permitam ao recrutador conhecer seu currículo. Um fator importante é a sua rede de contatos, que são a base para o ranking de busca, importando muito mais a qualidade e não a quantidade de contatos. 

O Linked'in não só ajuda os profissionais a se encontrarem disponibilizando espaço para oportunidades, ele vai além, oferecendo um excelente agregador de textos e excelentes conteúdos postados pelos usuários, instituições e empresas presentes na rede.

Outras redes de relacionamento profissional tem surgido como o Via6 e alguns aplicativos, como o BeKnown e o BranchOut presentes no Facebook 

O desafio agora está maior. Além de ter boas experiências e conhecimentos para expor aos entrevistadores, a presença nas redes sociais também é monitorada e avaliada. Hoje, exige-se profissionais que busquem aprimoramento pessoal, estudem e que saibam se relacionar pessoalmente e na internet.

Veja algumas dicas de como manter seu rede profissional aqui.


terça-feira, 15 de novembro de 2011

Como funciona o Bafômetro




Algumas invenções surgem e acham uma utilidade, outras nascem de uma necessidade. No caso do Bafômetro, ou Etilômetro, surgiu através da necessidade da polícia de identificar de forma fácil e não invasiva a presença de álcool em suspeitos. Em 1954, o Dr. Robert Borkenstein, desenvolveu um dispositivo para a polícia de Indiana, EUA, através do qual era possível testar a presença de álcool.[2]

Primeiramente, observou-se que o etanol não se alterava quimicamente na corrente sanguínea, sendo parcialmente evaporado na passagem do sangue pelos alvéolos dos pulmões, dessa forma, o etanol fica presente no ar expirado pelo indivíduo suspeito de embriaguez. [1]

Os bafômetros desenvolvidos, geralmente se baseiam em reações químicas, nas quais utiliza-se o ar expelido da pessoa juntamente com outras substâncias presentes no aparelho.  Independentemente do tipo, cada dispositivo tem um bocal, um tubo por onde o suspeito assopra e uma câmera de amostra para onde vai o ar. O resto do dispositivo varia em cada tipo.[2]

Bafômetro com Dicromato de Potássio

Baseia-se na alteração da cor de uma mistura, na qual o íon cromato,de cor vermelho-alaranjada, é transformado em Cr III, de coloração verde ou Cr II, de coloração azulada.  



O grau de mudança de cor está diretamente relacionado com o nível de álcool no ar exalado. Através da comparação da cor com uma mistura que não sofreu reação é possível determinar a quantidade de álcool presente na amostra. Esta comparação pode ser feita visualmente ou através de um sistema de fotocélulas que produzem uma certa corrente elétrica, a qual movimenta-se um medidor. [2]

Bafômetro com Célula a Combustível

Este aparelho faz uso da promissora tecnologia de células a combustível, sendo capaz de gerar corrente elétrica através da oxidação do álcool em uma pilha eletro-química. O equipamento é constituído de 2 eletrodos, geralmente de platina, e de um eletrólito poroso entre os eletrodos. À medida que o ar exalado pelo suspeito flui de um lado para outro na célula, o etanol se oxida formando etanal, íons H+ e elétrons, estes por sua vez são conduzidos gerando corrente.



A corrente elétrica é processada e é avaliada a concentração de álcool exalada, assim como a concentração no sangue do indivíduo. A relação entre o álcool presente no ar e no sangue apresenta um um erro estimado de 2 a 5%, validando o resultado. [1]

Bafômetro de Taguchi ( utilizando semi-condutor)


Por último temos o modelo desenvolvido no japão, que faz uso de um sensor semicondutor. O material, constituído basicamente de óxido de estanho (SnO2), nas condições adequadas e na presença de etanol, oxida esta molécula orgânica alterando a resistência/condutância do sensor, esta alteração altera a corrente elétrica do aparelho, podendo-se relacionar com a quantidade de álcool da amostra.

Esperam que tenham gostado dessa curiosidade, e que sirva como insumo para novas soluções criativas de problemas. E o mais importante, não bebam se forem dirigir, os bafômetros realmente conseguem descobrir quanto você bebeu.

            [2] How Stuff Works?


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Arte e Ciência: dois lados da mesma moeda

As vezes, uma série de acontecimentos nos levam a pensar sobre o mundo como ele realmente é, esta semana por exemplo, terminei a leitura de uma biografia do Steve Jobs, e dentre muitas outras passagens, uma em particular me fez refletir sobre a interseção da arte e da ciência. Não bastando este tópico do livro, encontrei uma reportagem do G1 mostrando as fotografias de um concurso promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que visava premiar as melhores fotos ciêntificas do Brasil, o que retomou a questão de arte e ciência. 

Mas do que afinal estou falando? Arte e Ciência podem parecer assuntos distantes e desconexos, porém se analisarmos historicamente, no início do pensamento cientifico não existia divisão clara entre ciência, arte e religião. Nos primórdios havia apenas a dúvida do Homem frente aos fenômenos da natureza, permitindo que se explorasse diversas formas de entender e retratar o mundo. Grandes personagens históricos da ciência tinham fortes características científicas e artísticas, como por exemplo Leonardo da Vinci, que entregou a humanidade importantes estudos científicos e íncriveis obras de artes.

O Homem, porém, resolveu segmentar o conhecimento e engessar o pensamento criativo, moldando nosso pensamento de forma particionada em áreas de conhecimento e criando os esteriótipos de pesquisador e de artista, como água e óleo. No entanto, ambas profissões provém da necessidade humana de conhecer a verdadeira realidade do universo e de nossa existência. O que fazia de Leonardo da Vinci um grande cientista, engenheiro e artista era sua capacidade de observar o mundo e conectar informações e experiências de forma criativa,  produzindo grandes ideias e importantes obras de arte.


Conectando e juntando as coisas, buscando a arte na ciência e a ciência na arte, pessoas extremamente criativas conseguiram propor as mais simples e geniais ideias para os grandes problemas. A interdisciplinaridade dos conhecimentos é clara quando analisamos diversos casos de sucesso na ciência e na tecnologia. No caso do Steve Jobs, ele conseguiu juntar design artístico, tecnologia e a necessidade da sociedade de se comunicar, produzir e transmitir conhecimento.Usou a ciência e a tecnologia de forma prática, utilitária e criativa.

Escrevendo este post lembrei de uma palestra que assisti na Unicamp, oferecida pelo famoso químico Peter Atkins. Nessa ocasião, quando um dos ouvintes pediu um conselho para os novos pesquisadores, o químico aconselhou a sempre procurar olhar, sentir e ouvir o mundo admirando-o, se perguntando o porque do mundo ser como é. Observar o mundo não apenas pela ótica de uma determinda área de ciência, mas sim de modo generalista, pensando em conexão de todas as ciências, incluindo inclusive a arte. Nos dias atuais, as vezes nos esquecemos de olhar para o mundo com este olhar generalista, e esquecemos de admirar como o Universo é uma grande obra de arte que junta e unifica tudo.

Um post bem filosófico que espero que tenham gostado! Gostaria de deixar um video muito legal que mostra de forma criativa a conectividade que gera grandes ideias. Até a próxima!


Por Bruno Firmino

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Revolução Francesa - A Face Científica

França, 1789. Os ares do país estavam saturados de idéias revolucionárias de ordem política, moral e humanística que resultariam, após um período tempestuoso, na modificação da ordem social do país e cristalização de um pensamento global de “igualdade, fraternidade e liberdade”, que até hoje vigora em todo o mundo na forma da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Essa revolução, entretanto, ocorreu também no âmbito científico e, no que tange a química, foi protagonizada por Antoine-Laurent Lavoisier, e outros estudiosos da época. Dentre seus principais trabalhos, destaca-se a padronização de nomenclaturas, antes utilizadas sem critério por alquimistas, e reunião de teorias e leis postuladas até então, que o permitiu escrever o “Tratado Elementar da Química”. Apesar do grandioso trabalho realizado, que facilitou posteriores estudos na área da química, foram publicadas hipóteses e explicações para fenômenos científicos que, apesar de sua lógica convincente, atualmente tem-se conhecimento que são falaciosos.


Exemplificando, Lavoisier estudou a mudança do estado de agregação de substâncias. Em seus experimentos, constatou que quanto menor era a temperatura que um sólido era submetido, maior era a proximidade entre suas moléculas e, inversamente, quando aquecidas, aumentava-se o espaço intermolecular. Este estudo o levou a concluir que quanto maior a temperatura, maior era a força de repulsão e que, caso fosse atingida a menor temperatura possível (ainda se desconhecia o Zero Absoluto) não haveria mais forças de repulsão. Consequentemente, as moléculas se tocariam.
Desta forma, segundo Lavoisier, as moléculas possuem uma força natural de atração e, conforme se aumenta a temperatura, surge uma força de repulsão, que as afastam até que, a uma dada temperatura, as forças de repulsão superam as de atração, transformando o sólido em líquido ou gás. E essa força de repulsão pode ser hipotetisada pela existência de uma “substância real e material, de um fluido muito sutil que se insinua entre as moléculas de todos os corpos e que os separa” [1], chamado “calórico”, também responsável pela sensação de calor (acúmulo) ou frio (“des-acúmulo” deste).
Vale ressaltar que Lavoisier e os outros cientistas diziam que “ninguém era obrigado a adotar o calórico como uma substância real” e já propunham discussões entre a relação “calórico – Luz”, hoje sabidamente duas formas de energia. Sendo assim, a hipótese da existência de uma substância que governa as forças de interação molecular foi apresentada de maneira lógica e convincente, aceita por químicos de maneira geral, até que esta teoria fosse derrubada, com o desenvolvimento de tecnologia e fundamentos físicos suficientes para provar a existência de calor como forma de energia.
Esta limitação tecnológica e conceitual que nos leva a inconscientes raciocínios errôneos, no entanto, esteve presente na existência do ser humano desde as antigas civilizações. Os gregos acreditavam que todas as substâncias eram formadas pelos quatro elementos e o éter; os axiomas da igreja católica fizeram com que a crença do geocentrismo perdurasse por até 500 anos atrás; até mesmo a teoria da força vital que, ao ser derrubada, abriu o ramo de estudos da microbiologia; e mais inúmeras hipóteses e teorias que deixaram de ser verdades são exemplos e a prova de que as tais limitações técnico-teóricas não só estiveram como estão e sempre estarão presentes na vida filosófica e científica.

Este texto, no entanto, não é, sob nenhum aspecto, uma crítica a teorias que antes eram tomadas como verdades e hoje foram refutadas. Bem pelo contrário, graças à existência de trabalhos como o desenvolvido por Lavoisier em seu “Tratado Elementar da Química” – e a nossa possibilidade de provar suas incoerências – é que os avanços tecnológicos, teóricos e filosóficos acontecem. Este texto é apenas uma nota de que não devemos nos ater, crer e, sobretudo, reproduzir o que nos é passado em nossos centros de estudos (Universidades, Indústrias, Centros de Pesquisa, etc.) sem antes contestar e olhar criticamente as informações que nos são passadas.

Pensar e analisar, desde conceitos simples à grandes teorias, como o evolucionismo ou as teorias que prevêem o destino da terra diante do aquecimento global (Teoria de Gaia, Teoria da Variação Solar), teorias sociológicas, procedimentos médicos, etc., podem e certamente nos levarão à uma sociedade melhor, sobre vários aspectos. Temos de ser cautelosos e analíticos para poder firmar bases sólidas para um progresso humano. E tomar cuidado, pois, “quem sabe, as universidades de hoje não são as igrejas de ontem”.

[1]Lavoisier, A. “Tratado Elementar da Química”, Paris, França, 1789. Tradução: Editora Madras, São Paulo SP.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Até onde o Google irá?

Como é possível uma empresa que começou do trabalho de 2 alunos de doutorado em um garagem se tornar uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. Além de conquistar em pouquíssimo tempo o inconsciente das pessoas, sendo sinônimo de busca de informação e uma marca extremamente poderosa.

Chega a assustar a influência que o Google adquiriu no cotidiano das pessoas. Inicialmente começou com um poderoso motor de busca que botou os concorrentes em segundo plano, passando a ser a principal fonte de informação, já que toda busca por informação começa em um buscador quando não se sabe aonde a informação está. Depois surgiu o serviço de email Gmail, os aplicativos, o google maps, o tradutor e toda uma cadeia de serviços de internet que fazem parte do dia a dia das pessoas. 

A empresa seguiu a tendência de realizar diversas aquisições. Na internet se tornou dona da rede social Orkut, a rede de blogs do Blogger, o famoso site de vídeos Youtube, dentre outros. Mas o Google não ficou só na internet, entrando de cabeça no mercado de telefones portáteis, softwares, mapeamento via satélite e terrestre e etc.

Mas até onde o Google irá em sua saga pelo domínio da tecnologia e presença em toda cadeia de informação e comunicação? 

Soube recentemente que a empresa está ampliando ainda mais seus ramos de atuação. Em outubro de 2010 começou a desenvolver uma tecnologia que permite veículos terem autonomia, de forma que consigam dirigir por si sós, sem a interferência do condutor.

“Nossos carros automatizados usam câmeras de vídeo, sensores por radar e um telêmetro por laser para ‘ver’ o tráfego, assim como mapas detalhados para navegar pelas estradas”, escreveu o engenheiro de software Sebastian Thrun.

Claro que a tecnologia é nova e ainda precisa de ajustes. Mas nos leva a questão da onde o Google quer chegar..Será que eles querem dominar o mundo e se tornarem o Big Brother que vê tudo? Só o futuro dirá!

Segue um video da vista interna do carro em operação!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Um deslize, uma vida

Um minuto de atenção, por favor! Peço que não deixem de ler este post, faço este pedido em nome de colegas que não estão mais entre nós devido ao descuido de alguém. Este post é de suma importância para quem é engenheiro, ou mesmo, trabalha em áreas que envolvam algum risco, mesmo que pequeno.

Resolvi escrever um post falando sobre Segurança, inspirado em um triste acontecimento que aconteceu ano passado, quando um colega engenheiro químico nos deixou por um deslize de alguém. Em conversas com várias pessoas percebi que descuidos são comuns em muitas empresas grandes e pequenas. Suas causas na maioria dos casos é a indiferença ou a desinformação de alguma norma, especifícação ou cuidado necessário para efetuar certa atividade. Acontecem ainda casos de plantas mal projetadas, falha na manutenção e casos adversos que o bom senso e o zelo pela vida podem fazer a diferença.

Ao entrar em uma empresa, pensem em primeiro lugar na Segurança, independente se é uma indústria com normas rígidas ou sem normas, começe dando o exemplo, utilizando os EPI's ( proteções individuais) necessários e realizando apenas atividades que você se sinta seguro em realizar. Não hesite em dizer que não se sente seguro porque você acabou de entrar na empresa, você pode estar contribuindo para uma melhoria do processo e para melhores condições de trabalho, você pode estar salvando uma vida com sua atitude. 

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Você sabe o que é RSS e o que faz o Google Reader?

O RSS (Really Simple Syndication) é uma teconologia da web que permite ao usuário cadastrar um site, blog ou fonte de notícias (feed) para receber as atualizações a cada vez que uma nova postagem ou novo conteúdo é adicionado.
Um exemplo de serviço da web que permite ao internauta ler todas as atualizações de sites ou blogs de interesse no mesmo lugar de uma única vez é o Google Reader. Basta ter uma conta no Google, entrar no google reader e cadastrar os "feeds" de interesse.

Por exemplo, o blog Entropia Livre possui uma fonte RSS que pode ser cadastrada no Google Reader. Basta clicar no simbolo do box "Receba o RSS" no lado esquerdo desta página, pegar o link fonte de RSS (http://feeds.feedburner.com/EntropiaLivre) e inscreve-lo em "adicionar inscrição" na página do Google Reader.

Assim, basta navegar, selecionar os  melhores blogs e sites e sempre acompanhar suas atualizações pelo Google! Acompanhe o Entropia Livre e receba todas as novidades e dicas para estudantes e profissionais de Engenharia Química!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Inglês: uma exigência da vida profissional

Quando chegamos ao final do curso de Engenharia, a maioria, para não dizer todos, sai em busca de estágios para poder finalmente ingressar na carreira profissional. Alguns irão para a área na qual vão se formar, exercendo cargos de Engenharia, outros seguirão caminhos mais administrativos ou gerenciais. 

Começa, então, a incansável busca de um estágio. Em meio a envios de currículo, provas on-line, dinâmicas e entrevistas, surge para muitos uma imensa barreira: O Inglês.  Esta importante língua, negligenciada por alguns durante anos se torna o maior obstáculo para a vaga desejada, se tornando questão de honra aprende-la do dia para noite para conseguir entrar na empresa que mais agrada.

Lamento dizer, mas não irá aprender a língua do dia para noite. Na realidade só conseguirá aprender de verdade através de uma experiência no exterior, praticando a língua no dia a dia. Mas antes que se desespere, ainda há uma solução: estudar, estudar muito!

Existem boas escolas e material disponivel na internet, podendo ainda conversar com outras pessoas em inglês. Deixo como dica dois sites muito interessantes. Um é o Livemocha, um rede social da web, no qual o usuário atua como professor da língua que é nativa e aprende os idiomas que estiver interessado através de cursos gratuitos ou pagos, ou ainda interagindo com outros usuários cujo idioma nativo seja inglês. Para iniciar um perfil no Livemocha basta entrar no site e se cadastrar gratuitamente.

Outro link muito interessante é uma área do site da BBC do Brasil, focada para o ensino de inglês, lá estão disponíveis cursos on-line e gratuitos para aprender inglês voltado a viagens, entrevistas de empregos e negócios, assim como diversos textos para leitura.

Então, corra atrás! E não deixe a barreira do inglês impedir você de realizar seu sonho.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Variedades - Video clip em Excel

Fuçando em antigos posts em outros blogs me deparei com algo incrivel, pelo menos achei muito interessante e criativa essa idéia. Sei que o objetivo desse blog é falar sobre engenharia química, estou devendo post de EQ, mas como esse assunto esta relacionado com tecnologia e com um programa que todo engenheir químico conhece bem , o Excel, vai a dica.
O AC/DC lançou em 2008, pelo menos era essa a data do post que eu encontrei, um video clip pra ser visualizado em Excel. Não sabia desta capacidade do excel, realmente impressionante . A idéia era para os fans que estivessem entediados no trabalho assistirem o videoclip! Realmente Genial!

Para ver o clipe direto no Excel é preciso baixar o arquivo no site da banda.


CQC - Proteste Já! - TV desviada em Barueri

Este é um blog de Engenharia Química! Mas vou começar o mês de Abril postando sobre esta reportagem do CQC, que mostra o absurdo que ocorre todos os dias, pessoas que corrompem e degrinem a imagem do Brasil. Acredito que como blog de engenharia tenha o papel de mostrar vários aspectos da profissão e do profissional como membro da sociedade, assim, como sociedade não podemos permitir coisas desse tipo e devemos estar sempre vigilantes!!!!

Parabéns CQC pela reportagem! Com certeza o melhor "Proteste Já". Parabéns Rafinha Bastos e Danilo Gentilli, sem medo de mostrar as maças podres desse país, só desse jeito vamos muda-lo!

                                    

Esta é a primeria parte da reportagem que está disponível no youtube,  os links das próximas partes estão logo abaixo.
Parte1
http://www.youtube.com/watch?v=7kpHMPGGnH0
Parte 2
http://www.youtube.com/watch?v=Iapmy1sBm8I&NR=1
Parte 3
http://www.youtube.com/watch?v=TcQBCO2QMkE
Parte 4
http://www.youtube.com/watch?v=DpQmYj3CLKE
Parte 5
http://www.youtube.com/watch?v=4RN8aBHeHvg

Vejam os videos! Vale a pena!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...