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sexta-feira, 6 de julho de 2012

ACHEMA mostra tendências da Engenharia Química

Em junho, simultaneamente ao RIO+20, aconteceu a 30ª edição do ACHEMA. Trata-se de um evento mundial da indústria de processos que ocorre de três em três anos na Alemanha. O evento é um importante congresso e exposição que serve como plataforma de lançamento de tendências e tecnologias do setor, com cerca de 4.000 expositores e 170.000 visitantes. 

Infelizmente não pude ir até a Alemanha participar do evento, porém, seguem algumas das tendências observados na feira este ano, as quais foram listadas pelo site Process-WorldWide:

Mega Plantas
Em países emergentes como Índia e China, assim como na Península Arábica, estão surgindo mega plantas  químicas com objetivo de fornecimento em escala mundial. Esta tendência ocorre principalmente com fabricantes de commodities, como fertilizantes ou plásticos primários, os quais estão buscando se estabelecer em locais com abundância de matérias-primas. Um exemplo disto é a mega planta química que está sendo construída pela join-venture da DOW com a Saudi-Aramco na Arábia Saudita

Construção de plantas químicas modulares
Em contrapartida às mega plantas, fabricantes da indústria de química fina e de especialidades estão buscando projetos mais rápidos, mais baratos e flexíveis. Dessa forma, temos as mais renomadas e importantes empresas buscando formas mais compactas e eficientes para a implementação de processos químicos. Outro termo comum  de se ouvir neste tipo de projeto é a intensificação de processos, buscando maior eficiência em um espaço ocupado cada vez menor menor. 

Intensificação de processos
Esta é uma tendência ainda muito discutida. Trata-se de projetos de integração de processos, visando uma melhora nas transferências de massa e energia, assim como um melhor aproveitamento dos recursos e a compactação de equipamentos e processos. Além disso, nota-se o surgimento de equipamentos inteligentes que combinam as operações básicas, diminuindo a quantidade de equipamentos e buscando uma maior eficiência do processo.


Processos energeticamente eficientes
Eficiência energética é um tema importantíssimo, já que muitos processos consomem grandes quantidades de energia. Empresas maiores e de renome já aplicam técnicas para integração e reaproveitamento energético, afim de obter a máxima eficiência no consumo de recursos. Para obter processos ainda mais eficientes, tem-se procurado melhorar a gestão entre os processos e a cadeia produtiva, buscando uma maior sinergia entre as unidades de produção situadas no mesmo local. Por exemplo, parques de produtos químicos, com suas infra-estruturas centralizadas.

Plantas químicas digitais
Outra tendência é a construção de plantas químicas digitais para cada planta real. Esta ideia, baseia-se em softwares de simulação, desenho 2D e 3D auxiliando a reduzir o tempo de desenvolvimento de projetos pela metade, assim como facilitando projetos de otimização. 

Controle de emissão de CO2
A determinação de emissões poluentes na fase de projeto de uma indústria é uma tarefa complicada e imprecisa, porém isto tem se tornado cada vez mais importante. Tem-se observado cada vez mais a emissão de CO2, não apenas no processo em si, mas na cadeia produtiva e de transporte como um todo. A análise do impacto climático da produção de produtos deve crescer para os próximos anos. Metas de redução  da emissão de gases do efeito estufa e projetos para a utilização de créditos de carbono tem pressionado e incentivado a indústria a reduzir as emissões e buscar alternativas energéticas.

Mudança de matérias-primas:
Algumas matérias-primas são essenciais para a indústria, porém tem crescido a consciência de que estes recursos são finitos. Dessa forma, uma outra tendência é a implementação e estudo de diferentes fontes de matérias primas. Óleo mineral e carvão, os quais ocupam a base da produção, devem  perder lugar para o gás natural. A utilização de biomassa deve aumentar, assim como estudos para aperfeiçoamento de sua utilização. Um exemplo disso são os plásticos verdes e a geração de energia por biomassa, os quais buscam uma alternativa renovável para produção de produtos e energia.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Ocupado X Produtivo: Aprendendo a gerir o tempo


"Mesmo apagar incêndios pode ser feito sem desespero". Essa frase é a legenda da imagem acima e foi retirada do site de empreendedorismo Saia do Lugar em uma matéria sobre as diferenças entre as pessoas ocupadas e as pessoas produtivas. Os autores acertaram na imagem e na frase para descrever estes dois tipos de comportamento.

Ser ocupado ou ser produtivo. Este é o princípio básico de quem quer aprender a gerir melhor o tempo. Digo isso por experiência própria, porque eu já disse a mim mesmo várias vezes a famosa frase: "não tenho tempo para nada". O que é uma grande mentira que dizemos a nós mesmos para justificar que somos ocupados para fazer outra coisa. Calma, não estou dizendo que é possível fazer tudo em 24h, mas que se analisarmos a forma como ocupamos nosso tempo durante o dia veremos que poderíamos ter administrado estas 24 horas de forma mais eficiente.

Por exemplo, a clássica olhadinha nos emails ou no Facebook de 5 em 5 min. Isto é realmente necessário? Fora o tempo gasto visualizando os emails, você perde sua atenção no que estava fazendo, gastando mais tempo para retomar o rumo da atividade. Eu elencaria como a 1ª regra da gestão do tempo o foco no que propomos a fazer, atividade a atividade. Dessa forma será mais fácil predizer quanto tempo gasta-se com cada atividade e ela será feita bem mais rapidamente. Até para a olhadinha no e-mail devemos estabelecer a hora correta de fazer isto, um ou dois períodos no dia que você se dedique somente para olhar e responder os emails.

Outra dica essencial é o planejamento. Muitos pensam que planejar é uma perda de tempo, mas ele ajuda a ganhar tempo e ter noção do que você consegue fazer em um determinado tempo. Porém, é necessário ser realista nos prazos. O ideal é que faça uma lista de tudo o que precisa fazer e organize em prioridades e tempo de execução, assim fica mais fácil de alocar as atividades no nosso dia a dia.

Se você quer ser uma pessoa produtiva quando executar uma tarefa lembre-se de planejar, ter foco e não se distrair com eventos desnecessários que ocorrem a volta. Caso contrário há o risco de cair na Lei de Parkinson, a qual diz que temos a tendência de ocupar o tempo total designado para uma tarefa realizando-a, independente se este prazo for curto ou mais que suficiente, enquanto que o melhor seria ser produtivo e termina-la o quanto antes.

Se pudesse resumir algumas dicas seriam:

 1º     Tenha foco no que se propôs a fazer e não se distraia com emails e eventos desnecessários a sua volta.

 2ª    Planeje suas atividades priorizando-as e considerando o tempo de execução, inclua também o seu tempo de descanso. Afinal, estar bem para realizar a tarefa fará com que realize-a mais rápido e com melhor qualidade.

3ª    Pense sempre em uma forma de fazer diferente as atividades designadas, nem sempre o método empregado é o mais eficiente e você pode otimiza-lo.

Espero que as dicas tenham sido úteis! Se tiverem mais dicas, mandem comentários!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Combustíveis fósseis serão os mais consumidos até 2030, diz Ipea

Três formas de energias: Solar, eólica e Biomassa
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) diz que o Brasil precisa estabelecer uma meta para consolidar uma matriz de energia limpa usando os avanços em biocombustíveis e outras fontes alternativas. Mas sabe que isso precisa de mais financiamentos.

Isso está no relatório “Energia e Meio Ambiente no Brasil” que reconhece o potencial do nosso país, mas destaca a necessidade de mais investimentos em pesquisas e projetos que ainda são vistos como “sacrifício para a economia”, quando deveriam ser tidos como uma política de “responsabilidade social e ambiental”.

O estudo até sugere estímulos como subsídios e isenções fiscais para os biocombustíveis competirem com derivados de petróleo. Segundo o documento, o Brasil consome 25 bilhões de litros de etanol por ano (segundo dados de 2009) e que essa demanda deve chegar aos 60 bilhões em 2017. Mas ainda se espera que os combustíveis fósseis sejam mais consumidos até 2030 (com a ajuda do pré-sal, talvez).

As projeções, felizmente, apontam que a energia eólica e a gerada por resíduos sólidos também devem crescer. Esperamos que os estudos com algas e os leilões do governo possam dar resultados satisfatórios nessa procura da matriz “verde” perfeita.
 FONTE: Eco Planet

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A energia que move o Brasil


Itaipu

O Brasil consumiu em 2010 cerca de 419.016,0 GWh (gigawatt-hora) de energia elétrica. Energia que foi fator essencial para o crescimento econômico de cidades, indústrias, comércio e do país como um todo. Além disso, foram utilizados cerca de 118 bilhões de litros de derivados de petróleo que moveram motores e caldeiras, possibilitando maior desenvolvimento do nosso parque industrial e a locomoção de milhões de pessoas.

Consumo final por fonte no Brasil 2009 - BEN2010
Nós, brasileiros, consumimos muita energia no ano passado. Ainda assim, o país se destacou por possuir uma matriz de energia elétrica predominantemente renovável. Em contrapartida nossa frota de veículos tem crescido muito nos últimos anos, aumentando o consumo de combustíveis fósseis.
A matriz energética do Brasil com relação à eletricidade tem tomado um rumo controverso ao aumentar a oferta de energia não-renovável por meio das termoelétricas. Devemos ficar atentos às políticas de infra-estrutura nacional tomadas pelo governo, já que ações atuais irão impactar o país a longo prazo. Em relação ao rumo que o país está seguindo, revisões dos planos energéticos para as próximas décadas têm sido consideradas, retomando o estabelecimento de fontes renováveis de energia. Nesses planos existem a previsão da instauração de mais 4 usinas nucleares nos próximos 20 anos, além de usinas hidrelétricas em construção e planejadas.
Matriz de fontes de produtora de energia elétrica no Brasil 2009 - BEN2010

Quanto ao aumento da frota de veículos e do consumo de combustíveis fósseis, percebe-se que ao invés diminuir a frota ela só tem aumentado nos últimos anos, ainda faltam investimentos nos transportes públicos, uma política de tarifação abusiva e facilitações na compra de automóveis têm levado muitas pessoas a optarem pelo transporte individual.
Para as próximas décadas a matriz energética brasileira precisará mudar, aumentando a participação da energia nuclear e das energias renováveis. Para os combustíveis, alternativas como o biodiesel e o crescimento da utilização do álcool, assim como a possibilidade do carro elétrico e aumento das malhas ferroviárias e do sistema público de transporte.
No entanto, vê-se que apenas as vagarosas ações do governo não serão suficientes para deter o colapso energético e os impactos ambientais. Cabe uma reflexão a todos sobre o bom uso da energia e atitudes visando à redução de emissões de CO2, já que o desperdício chega a patamares assustadores. Cada um pode fazer a diferença.
Por Bruno Firmino

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Balanço da Insdústria Química - Março/2010

O site da ABIQUIM - Associação Brasileira da Indústria Química, fornece balanços mensais e anuais sobre o mercado de produtos Químicos e relacinados a EQ. para quem quer conhecer as Cifras que giram em torno dessa poderosa indústria, fica a dica.

Em março, Brasil importou mais de US$ 3 bilhões em produtos químicos
 
As importações brasileiras de produtos químicos atingiram o recorde de US$ 3 bilhões em março, o que representa crescimento de 44,5% em relação a fevereiro e de 67% ante o mesmo mês de 2009. As compras de vacinas contra a gripe H1N1 explicam boa parte desse aumento. As importações de medicamentos para uso humano em março deram um salto de 130,6%, chegando a US$ 827,5 milhões (as vacinas contra a gripe responderam por 44,5% desse valor). De janeiro a março, as compras externas de produtos químicos somaram cerca de US$ 7,3 bilhões, valor 37,5% superior ao do primeiro trimestre do ano passado.
 
Em março, as exportações de produtos químicos, de US$ 1,1 bilhão, cresceram 24,7% ante fevereiro e 35,1% em relação ao mesmo mês de 2009. No acumulado de janeiro a março, as vendas externas alcançaram US$ 3 bilhões, com aumento de 43% na comparação com igual período do ano passado. O déficit na balança comercial de produtos químicos ficou próximo a US$ 4,3 bilhões no primeiro trimestre.
  
Os produtos mais importados no trimestre foram os medicamentos para uso humano (US$ 1,5 bilhão), os intermediários para fertilizantes (US$ 783,9 milhões) e as resinas termoplásticas (US$ 691,5 milhões). As resinas termoplásticas, com vendas de US$ 409 milhões no trimestre, 15,4% mais do que em igual período do ano passado, mantiveram-se como o principal item da pauta de exportações químicas do País. As vendas externas de petroquímicos básicos somaram US$ 212,4 milhões, com crescimento de 217,7%, e as de aditivos de uso industrial alcançaram US$ 201,2 milhões, com aumento de 21,6%, na mesma comparação.
 
FONTE:
SP, 15/04/10
Luiz Carlos de Medeiros (MTb 12.293)
Comunicação Abiquim

domingo, 18 de abril de 2010

Fusão Shell-Cosan muda estratégia da Petrobras.


Notícia postada no Blog Ethanol Brasil
      
Diante da ofensiva de empresas estrangeiras como a anglo-holandesa Shell no mercado brasileiro de etanol, a Petrobras Biocombustível (PBio) vai dar uma guinada na estratégia de negócios a partir deste ano, com maior agressividade na política de aquisições.

Uma fonte da companhia, subsidiária da Petrobras para etanol e biodiesel, afirma que a estratégia de crescer por meio da construção de novas usinas foi deixada em segundo plano.

"A chegada de uma grande concorrente, e já na liderança, está nos levando a focar as aquisições", diz a fonte, um alto executivo da PBio que prefere não se identificar.

A Shell e a Cosan fecharam em janeiro parceria por meio da qual vão transferir para uma nova companhia seus ativos de produção de etanol e açúcar e de distribuição de combustíveis no país.

O negócio incomodou a Petrobras. Na semana passada em São Paulo, o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli deixou claro que vai disputar espaço no setor com a construção e a aquisição de empresas.

Guinada

O anúncio fez a PBio mudar de estratégia por vários motivos. Basicamente, a empresa entende que precisa crescer rápido e tomando oportunidades de grandes concorrentes do setor de petróleo, que começam a entrar no etanol.

Além da Shell e da Petrobras, a British Petroleum (BP) também está presente na produção de álcool no Brasil, com 50% da Tropical Bioenergia.

Era das petroleiras

No mercado de açúcar e álcool, fala-se na "era das petroleiras", com a expectativa de que novos investimentos cheguem ao setor. "Os biocombustíveis estão para as petroleiras como a ala das baianas está para as escolas de samba: não tem nada a ver com o enredo, mas quem não investir perde pontos", compara o diretor do Itaú BBA, Alexandre Figliolino. O executivo trabalha com fusões e aquisições de usinas.

Diante dessas perspectivas, as aquisições permitirão à PBio um crescimento mais rápido do que a construção de novas usinas, que leva no mínimo dois anos. É muito tempo, considerando a diferença entre as participações que Petrobras e Shell detêm no setor.

O único ativo da Petrobras em etanol é 40% na usina Total, de Bambuí (MG), pelo qual a estatal pagou R$ 150 milhões em dezembro de 2009. A Total tem capacidade de produzir 100 milhões de litros de álcool por ano, e crescerá para 200 milhões com os recursos da PBio.

Já a Shell ficará com uma participação de 50% das usinas da Cosan, que produzem 2 bilhões de litros de etanol por ano.

Mercado externo

Além disso, a fusão Cosan-Shell também afeta diretamente a estratégia de crescimento orgânico da Petrobras Biocombustível. Isso porque o plano de negócios prevê que o foco da estatal nas aquisições de usinas é o mercado interno.

Já a construção de novos projetos estaria voltada ao mercado externo, em sociedade com tradings e compradores internacionais.

Mas a força da rede de distribuição de combustíveis da Shell no mundo dá à joint venture com a Cosan uma capacidade imbatível de desenvolver mercados mundiais de etanol. Ficar esperando por parceiros para construir usinas perdeu o sentido, segundo a fonte da PBio.

FONTE: Brasil Econômico
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