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sábado, 7 de abril de 2012

Ter ou não ter sacolas plásticas...


...Eis a questão!
Hábitos enraizados no nosso dia a dia são difíceis de mudar. Um grande exemplo foi dado na épica saga da retirada das sacolas plásticas dos supermercados de São Paulo.  Tudo começou com uma iniciativa da Associação Paulista de Supermercados (APAS) que lançou uma campanha em Janeiro de 2011 na qual os  associados deveriam acabar com a distribuição de sacolinhas. Não demorou para  perceber que a medida não foi bem aceita pela maioria dos consumidores. Desta forma, o Ministério Público suspendeu a medida e estabeleceu um acordo de regulamentação da distribuição das sacolinhas, no qual estabeleceu um período de adequação para os consumidores e supermercados. Chegamos ao mês de abril e esse período  acabou. Assim, ficou convencionado que não haverá mais sacolinhas plásticas nos mercados.

Não acredito que a saga tenha chegado ao fim. Afinal, hábitos são difíceis de mudar. A campanha lançada pela APAS possuí muitos pontos falhos, principalmente no que diz respeito a comunicação com os clientes e um modelo claro que os ajude na mudança de hábito e proponha alternativas viáveis aos usos da sacolinhas, que vão além de transportar produtos e cumprem um ciclo caseiro de armazenagem de lixo e descarte ao aterro.

Impactos decorrentes do excesso de sacolas plásticas no ambiente
Apesar dos problemas e falhas de implementação do projeto, a iniciativa é louvável no que tange a repensar os hábitos e propor a sociedade um modelo mais sustentável gerando um impacto menor. Embora haja muitas críticas a respeito da medida, na prática as pessoas irão conseguir realizar suas atividades normalmente com algumas pequenas adaptações, que com o passar do tempo se incorporarão aos hábitos de todos. Além de reduzir o volume de material polimérico no lixo, a principal contribuição é no repensar do consumo e no incentivo de novos comportamentos. Outras medidas precisam vir em conjunto para que haja uma efetividade na ação, como campanhas de coleta seletiva e apoio à cooperativas de reciclagem.

Muito se fala de quem ganha com o acordo dos supermercados. Realmente o varejista irá ganhar tirando a sacolinha. Mas o maior ganho é social, gerando uma situação que o consumidor se vê obrigado a repensar, reduzir e olhar o problema do lixo como seu, além da redução propriamente dita. Independente do jogo de interesses, deve prevalecer a busca por soluções melhores e mais sustentáveis.

O instituto Akatu, disponibilizou algumas dicas e soluções para o dia a dia sem sacolas plásticas, além de esclarecer alguns pontos controversos sobre a campanha. Para quem se interessar segue o link para conhecer mais.


 Referência: Instituto Akatu


domingo, 26 de junho de 2011

Conselhos e Associações de Engenharia Química

Ao fim do curso de Engenharia, muitos estudantes se deparam com uma nova necessidade profissional para algumas funções que irão exercer, trata-se do Nº do CREA. Mas o que vem a ser CREA e pra que serve esta certificação? 

Primeiramente, vamos entender do que se trata esta necessidade. Este número de registro profissional, nada mais é que uma certificação que você está cadastrado e regulamentado segundo o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA). Está regulamentação é obrigatória para que o Engenheiro possa "assinar" projetos, da mesma forma que os médicos tem o N° do CRM que os regulamenta a receitar e diagnosticar um paciente. 

A fiscalização do profissional de Engenharia, assim como sua regulamentação se dá em uma hierarquia, existindo a nível federal o CONFEA (Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) e a nível regional o CREA. 

Porém no caso dos Engenheiros Químicos, existe também a opção de filiação ao CRQ (Conselho Regional de Química), entidade que também é responsável pela fiscalização de algumas indústrias de escopo químico e pode regulamentar o profissional de Engenharia Química. 

A filiação a um desses conselhos é importante para os profissionais que exercerem atividades de validação de laudos técnicos e de projetos, não sendo requerida em todas as atividades que o Engenheiro pode vir a trabalhar. É importante saber qual o conselho que fiscaliza a empresa que se trabalha e que atribuições legais o profissional deve responder, para realizar sua filiação. 

Além dos conselhos de Engenharia, outras entidades existem para dar suporte aos engenheiros químicos, como por exemplo a ABEQ ( Associação Brasileira de Engenharia Química) e a ABIQUIM ( Associação Brasileira da Industria Química), ambas associações não ligadas ao governo e que buscam fornecer suporte e dispor de serviços para os profissionais de Engenharia Química, como por exemplo, informações de mercado, cursos e eventos em as empresas associadas podem trocar experiências e capacitar profissionais. 

Além dessas principais organizações, existem uma infinidade de outras associações focadas em segmentos específicos da industria. 

Não poderia deixar de citar a AIChE (American Institute of Chemical Engineers), importante associação que disponibiliza recomendações, normas e uma série de materiais para as boas práticas industriais, sendo referência internacional como associação de Engenharia Química.

Para conhecer um pouco mais sobre as associações e sobre o curso de Engenharia Química, vale a pena acessar e pesquisar os sites destas associações!

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