Páginas

Mostrando postagens com marcador Simulação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Simulação. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de março de 2012

Maratona Chemtech de Engenharia

O Entropia traz uma excelente dica para quem quer se ir para o ramo de projetos, simulação e petróleo. A Chemtech, importante empresa do ramo de projetos e soluções de TI para indústrias lançou a 11ª edição de uma competição entre os estudantes de engenharia, a Maratona Nacional Chemtech de Engenharia. A competição inclui um módulo de treinamentos online sobre o software OGM (Oil and Gas Manager).“Serão cerca de três meses de treinamento online, ministrados por chemtecheanos, abordando o simulador OGM, desenvolvido pela Siemens, que é referência em grandes projetos de unidades onshore e offshore”, explica Renata Machado, líder de projetos e membro da equipe da Maratona.

O resultado da etapa de treinamento online levará dois maratonistas de cada uma das oito melhores universidades para a segunda etapa da competição, que será realizada no Rio de Janeiro, durante a Rio Oil&Gas, importante feira internacional do setor de O&G. Os primeiros colocados ganham Ipads, Netbooks e Ipods Touch, além de serem convidados a estagiar na empresa.

Para quem se interessou, as inscrições devem ser feitas até o dia 8 de abril no site da maratona

FONTE: Chemtech

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Leito Fluidizado

Voltando a vida após difíceis semanas de trabalhos, provas e pouquíssimo tempo, trago ao Entropia Livre uma dica de site muito interessante para quem está interessado em aprender mais sobre Leitos Fluidizados. Basta acessar o endereço  http://www.fluidizacao.com.br/.

O site faz parte de um projeto coordenado pela Professora Dra. Kátia Tannous e realizado por diversos alunos de Iniciação Científica da Faculdade de Engenharia Química da Unicamp desde 2002.

Para quem ainda não está familiarizado com o termo "fluidização", trata-se de uma operação unitária na qual particulas sólidas são suspensas através de uma corrente de fluido (gás ou líquido). Dessa forma, na vazão de fluido correta consegue-se um efeito sobre as partículas que é muito interessante para alguns processos, podendo melhorar a eficiência de mistura e proporcionando também um maior contato superficial entre sólido e fluido, favorecendo a transferência de massa e calor. Este tipo de leito é comumente utilizado para realizar reações envolvendo partículas sólidas, secagem, dentre outros.

Deve-se escolher a vazão de fluído adequada dependendo do que se deseja. Se a vazão for muito baixa 
as partículas podem chegar a não ficar em suspensão, apenas sendo percoladas pelo fluído como em um leito fixo. Atingindo-se o que se chama de velocidade de mínima fluidização o leito começa a trabalhar fluidizando os sólidos, ou seja, suspendendo as partículas sólidas, porém se a vazão for muito acima da ideal pode haver arraste de partículas para fora do leito.
Fases da Fluidização
No gráfico ao lado podemos identificar os diversos comportamentos do leito em função da vazão de fluído:

Região I : Leito fixo ou estático
Região II : Leito em expansão.
Região III :  Leito em "Ebulição" ou fluidização em batelada. Perda de carga constante.
Região IV :Fluidização contínua ou em fase diluída.  Ocorre o arraste das partículas.                    
                   


No ponto C, temos o ponto de mínima fluidização, ou seja, se a velocidade do fluído aumentar mais um pouco os sólidos começam a fluidizar, diminuindo consideravelmente o contato entre as partículas. Nesse ponto ocorre o equilíbiro de forças entre o peso aparente e o empuxo. A partir do ponto D pode-se considerar o leito como fluidizado, tendo como característica a perda de carga constante nesse regime. Aumentando-se ainda mais a vazão começa ocorrer o arraste das partículas sólidas. 

Essa é uma breve descrição sobre essa importante operação unitária, em breve postarei mais sobre o projeto desse e de outros equipamentos utilizados em Engenharia Química. Para quem anseia por mais informações, fica a dia do site http://www.fluidizacao.com.br/.  e um video que mostra esta operação unitária.



quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Video - aula de Hysys 7.2 - Torre de Destilação

É incrível a quantidade de coisas que podemos encontrar no Youtube. Fazendo uma pesquisa de conteúdo para o Blog me deparei com este excelente tutorial de Aspen Hysys V7.2. Porém ele está em espanhol.

Trata-se de um tutorial para uma primeira lição de Hysys, gravado pelo "Ghost Hack", um mexicano que estuda da UNAM -Universidad Nacional Autónoma de México. No video ele ensina a simular uma Torre de Destilação Propano-Propileno.

É uma excelente ajuda para quem está começando a aprender este software de simulação.


Veja mais videos do Ghost Hack sobre Hysys.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Modelagem e Simulação - Projeto ALSOC

Uma importante classe de Softwares utilizados na Engenharia Química são os de modelagem e simulação de processos. Esses programas estão a cada dia adquirindo uma importância maior, sendo utilizados para redução de despesas (relação custo – tempo), estudos de processos complexos e dinâmicos (envolvendo diversos reciclos de massa e energia), construção de protótipos virtuais e principalmente para otimização de processos.

Na indústria Brasileira o uso desses simuladores ainda é limitado, embora tenha havido um grande crescimento nos últimos anos. Esse interesse decorre da intenção do setor químico de reduzir as emissões de poluentes, aumentar o controle de qualidade de seus produtos, estudar os riscos associados à operação da planta, dentre outros vantagens do uso dessa tecnologia. A resistência ao uso desses programas ocorre devido às caríssimas licenças anuais dos softwares comerciais, falta de treinamento e de profissionais qualificados e uma grande heterogeneidade entre os pacotes comerciais.
Esse tipo de software já é estudado a mais de 50 anos, tendo como principal representante o software ASPEN , resultado de um projeto iniciado nos anos 80 no MIT.


Podemos dividir em dois grandes tipos de simuladores: modulares e baseado em equações. Os modulares são os mais utilizados atualmente, os quais as vezes não possuem as rotinas de cálculo acessíveis, porém a uma tendência aos simuladores baseados em equações ganharem mercado, devido a maior flexibilidade de projeto e estudo, permitindo que se amplie o conjunto de modelos e equações que descrevem os fenômenos físico-químicos, além de possibilitar a resolução de sistemas complexos envolvendo uma grande quantidade de equações.


A parte de modelagem costuma ser realizada utilizando softwares matemáticos como MatLab, Octave, dentre outros. Tendo em vista um software que possibilitasse modelagem e simulação e fosse acessível economicamente, Rafael de Pelegrini Soares , da UFRGS iniciou em 2001 o projeto de um software de nome EMSO (Environment for Modeling Simulation and Optimization). O programa, escrito em C++, possui uma linguagem de modelagem baseada em equações muito intuitiva. Em 2005 começou o Projeto ALSOC, objetivando o aprimoramento do software através da contribuição de diversos usuários.

EMSO é um software muito interessante para estudos acadêmicos e possibilita a modelagem de processos juntamente com sua simulação. O grande diferencial é o programa ser de uso gratuito, sem a necessidade de compra de licença. Seu desenvolvimento é rápido e pode ser uma grande ferramenta em um futuro muito próximo, dependendo da ajuda e das opiniões dos usuários. Juntamente com o EMSO pode ser baixado o VTHERM, um aplicativo que permite a determinação de propriedades termodinâmicas e da matéria.
Vale a pena conferir este programa e realizar estudos acadêmicos de modelagem e predição de propriedades. Pode ser uma boa alternativa ao iniciante em ASPEN para conhecer o mundo dos simuladores e modeladores. O programa pode ser baixado no site do projeto ALSOC. . Basta informar o email e realizar o download.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...