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terça-feira, 19 de junho de 2012

Mova seu carro com gás de esgoto

Estação de Tratamento de Franca-SP
Na onda da Conferência RIO+20, o Entropia traz uma interessante tecnologia que está sendo instalada na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da cidade de Franca (SP). Trata-se de uma forma de aproveitar o biogás desperdiçado no processo de tratamento dos efluentes para gerar combustível para automóveis e energia elétrica.

A experiência é fruto da parceria da Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) com o Instituto Fraunhofer, da Alemanha. O investimento estimado é de R$ 6 milhões, sendo que R$ 5,1 milhões serão aplicados pelo governo alemão por meio da Iniciativa Internacional de Proteção Climática, do Ministério do Meio Ambiente. Um biodigestor vai captar e processar diariamente 2.700 m³ de biogás, o qual será convertido em 1.800 m³ de biometano ou gás natural veicular (GNV), que tem o mesmo poder calorífico da gasolina. O grande diferencial do projeto será o tratamento realizado no gás, o qual passará por purificações diversas vezes para não exalar mau cheiro ou danificar o motor dos veículos.
 
Como o projeto é experimental, inicialmente o combustível abastecerá 49 veículos da estatal paulista. Segundo estimativa da organização ambiental World Resources Institute cada litro de gasolina emite cerca de 2,28 kg de CO2, dessa forma o projeto levará a uma redução da emissão anual de 1,5 milhão de toneladas de dióxido de carbono e economia de 1800 litros de gasolina por dia.
 
Na Alemanha esta tecnologia tem sido aplicada para aumentar a participação de energia limpa na geração de eletricidade, e assim ajudar na substituição das usinas nucleares, que encerrarão as atividades até 2022, conforme anúncio feito pelo governo alemão.

A tecnologia é viável para qualquer cidade com mais de 20 mil habitantes, segundo Werner Sternad, pesquisador do Instituto Fraunhofer. Em São Paulo, por exemplo, existe a geração de aproximadamente 5 mil m³ de biogás por hora que poderiam ser convertidos em combustível ou eletricidade, em vez de realizar a simples queima do gás, como é feito atualmente.

Estação de cogeração de energia da ETE Arrudas - MG
O biogás sem o tratamento para atuar no motor de veículos também pode ser utilizado para a geração de energia elétrica. Recentemente a COPASA inaugurou uma estação de cogeração de energia na ETE de Arrudas (MG), que aproveitará o rejeito gasoso para gerar 90% da energia que a estação de tratamento requer e ainda aproveitar o calor gerado para melhorar a eficiência dos biodigestores.

Gerar combustível ou energia dos esgotos é realmente muito interessante, por integrar soluções e buscar a maior eficiência energética. Não é apenas o tratamento do esgoto que libera biogás, sendo outra importante fonte desse gás os aterros de lixo. O Aterro dos Bandeirantes, em São Paulo por exemplo, tem potência de 20 MW de energia elétrica, sendo um dos 4 projetos em aterros brasileiros que geram energia através do aproveitamento do biogás.

Soluções que integrem formas corretas de descarte de lixo, tratamento de esgotos e geração de energia são exemplos de tecnologias para obtenção de uma matriz energética mais diversificada e sustentável. Porém, estas iniciativas ainda representam um baixo incentivo para sua ampla utilização, sendo encontradas apenas em aterros e ETE's de referência. Um dos principais entraves é a falta de investimento na coleta e descarte correto dos resíduos, assim como do tratamento dos efluentes.

Referência: Revista National Geographic Brasil (2012, ed147-A)

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Petróleo: A última gota do ouro negro

No embalo da Conferência RIO+20, o Entropia traz um interessante infográfico sobre o petróleo. Ele mostra uma verdade que muitos tentam não ver: o petróleo está acabando. Embora alguns cientistas contestem a influência das queimas de combustíveis fósseis para o efeito estufa, o argumento de que os combustíveis fósseis  estão em declínio também nos leva ao desenvolvimento de tecnologias renováveis e busca por alternativas.

Alternativas devem surgir para suprir as nossas dependências do petróleo, tais como os plásticos presentes em quase tudo que consumimos, combustíveis que movem os carros e geradores e também a obtenção de químicos derivados do processamento do petróleo utilizados em diversos processos industriais. 

O declínio da exploração do petróleo foi predito em 1956, por  Marion King Hubbert, o qual propôs que a  exploração do petróleo seguiria uma curva e que teria um pico de máxima produção e após disto entraria em declínio terminal. Hubbert conseguiu em 1956 predizer com relativa exatidão um pico de produção nos EUA por volta dos anos 70 e a partir do qual iniciou uma queda de produção. 

Para a produção mundial existe muita divergência para predizer este pico e o declínio, mas a grande maioria coloca 2015-2020 como o período onde teríamos a maior taxa de exploração e após disto começaríamos a sofrer com a escassez deste recurso natural até que, enfim, ele se acabasse. Será que este processo ocasionará novas guerras ou um colapso econômico e social? A resposta a esta pergunta depende muito dos novos investimentos para viabilizar alternativas rápidas e sustentáveis para os usos do petróleo, assim como o compromisso da sociedade de rever seus hábitos. No entanto o consumo tem aumentando muito nos últimos anos, mostrando a urgência de revertermos este quadro.

Referência: CleanTechnica e CarSort

terça-feira, 22 de maio de 2012

Rio+20: A prestação de contas após 20 anos

O Brasil em 2012 sediará uma importante reunião, o Rio+20. Trata-se de um encontro entre os principais chefes de Estado do planeta para discutir os rumos e as medidas que orientarão as estratégias de desenvolvimento dos países quanto às questões sócio-ambientais. A primeira vista, você deve pensar que será mais um evento onde discursos hipócritas e promessas que não serão cumpridas são feitas. Mas não se engane, o encontro é muito importante para o mundo e para o Brasil.

Ele marca os 20 anos da Conferência Rio+92, a qual culminou na criação de importantes documentos, como a Agenda 21, a Carta da Terra e as Convenções do Clima e da Diversidade Biológica. Foi uma série de compromissos que mostraram um olhar mais preocupado dos países para a exploração dos recursos naturais. De fato, muita coisa permaneceu igual de lá para cá, mas muita coisa mudou. A discussão sobre o meio ambiente se intensificou e muitos países e empresas vem investindo em tecnologias mais sustentáveis. O mundo está longe de estar a salvo, mas pelo menos, agora sabe-se que alternativas precisam surgir o quanto antes para garantir a prosperidade do planeta.

O evento irá trazer  novas discussões e deverá servir como um balanço dos progressos feitos nos últimos 20 anos. Acontecerá de 13 a 22 de junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro.Nos primeiros dias, de 13 a 15 de junho, está prevista a III Reunião do Comitê Preparatório, no qual se reunirão representantes governamentais para negociações dos documentos a serem adotados na Conferência. Em seguida, entre 16 e 19 de junho, estão programados eventos com a sociedade civil. De 20 a 22 de junho, ocorrerá o Segmento de Alto Nível da Conferência, para o qual é esperada a presença de diversos Chefes de Estado e de Governo dos países-membros das Nações Unidas.

O mundo já viu que os compromissos feitos pelas altos escalões dos governos não valem muito, por isso, para que a reunião surta efeitos reais e crie compromissos sérios entre os países é necessário participação popular, acompanhamento e cobrança de medidas sérias e efetivas. Devemos ficar atentos ao Rio+20, dar a devida importância e participar na medida do possível. 

A Universidade de São Paulo, USP, lançou um site com diversas contribuições ao evento, disponibilizando textos e pesquisas a respeito dos temas que serão tratados. Além disso, a organização da Conferência lançou um espaço de discussão on-line. No qual, qualquer pessoa pode se cadastrar para participar e acompanhar discussões que serão levadas à Conferência em Junho.

O site Planeta Sustentável lançou em seu portal o Blog Rio+20, que reuni diversas notícias relacionadas à Conferência da ONU, o qual é uma boa indicação para quem quiser acompanhar as notícias antes, durante e depois do evento.
Rio de Janeiro aguarda uma das Conferências mais importantes do ano: O Rio+20. Espera-se que os governates aproveitem está oportunidade  para que  a discussão  gere bons frutos após as reuniões.

Ref. Rio+20

sábado, 7 de abril de 2012

Ter ou não ter sacolas plásticas...


...Eis a questão!
Hábitos enraizados no nosso dia a dia são difíceis de mudar. Um grande exemplo foi dado na épica saga da retirada das sacolas plásticas dos supermercados de São Paulo.  Tudo começou com uma iniciativa da Associação Paulista de Supermercados (APAS) que lançou uma campanha em Janeiro de 2011 na qual os  associados deveriam acabar com a distribuição de sacolinhas. Não demorou para  perceber que a medida não foi bem aceita pela maioria dos consumidores. Desta forma, o Ministério Público suspendeu a medida e estabeleceu um acordo de regulamentação da distribuição das sacolinhas, no qual estabeleceu um período de adequação para os consumidores e supermercados. Chegamos ao mês de abril e esse período  acabou. Assim, ficou convencionado que não haverá mais sacolinhas plásticas nos mercados.

Não acredito que a saga tenha chegado ao fim. Afinal, hábitos são difíceis de mudar. A campanha lançada pela APAS possuí muitos pontos falhos, principalmente no que diz respeito a comunicação com os clientes e um modelo claro que os ajude na mudança de hábito e proponha alternativas viáveis aos usos da sacolinhas, que vão além de transportar produtos e cumprem um ciclo caseiro de armazenagem de lixo e descarte ao aterro.

Impactos decorrentes do excesso de sacolas plásticas no ambiente
Apesar dos problemas e falhas de implementação do projeto, a iniciativa é louvável no que tange a repensar os hábitos e propor a sociedade um modelo mais sustentável gerando um impacto menor. Embora haja muitas críticas a respeito da medida, na prática as pessoas irão conseguir realizar suas atividades normalmente com algumas pequenas adaptações, que com o passar do tempo se incorporarão aos hábitos de todos. Além de reduzir o volume de material polimérico no lixo, a principal contribuição é no repensar do consumo e no incentivo de novos comportamentos. Outras medidas precisam vir em conjunto para que haja uma efetividade na ação, como campanhas de coleta seletiva e apoio à cooperativas de reciclagem.

Muito se fala de quem ganha com o acordo dos supermercados. Realmente o varejista irá ganhar tirando a sacolinha. Mas o maior ganho é social, gerando uma situação que o consumidor se vê obrigado a repensar, reduzir e olhar o problema do lixo como seu, além da redução propriamente dita. Independente do jogo de interesses, deve prevalecer a busca por soluções melhores e mais sustentáveis.

O instituto Akatu, disponibilizou algumas dicas e soluções para o dia a dia sem sacolas plásticas, além de esclarecer alguns pontos controversos sobre a campanha. Para quem se interessar segue o link para conhecer mais.


 Referência: Instituto Akatu


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Impacto Humano: Um oceano de lixo

Este será a primeira de uma série de postagens especiais sobre grandes impactos que o Homem causou no planeta. Lembro a importância do tema para os Engenheiros Químicos, já que uma imensa parte dos impactos advêm de produtos industriais. Para inaugurar está série, o objeto de estudo foram os grandes conglomerados de lixo existentes no oceano, nos quais os resíduos flutuam e se concentram em algumas áreas específicas do oceano.

O lixo, principalmente plástico, advindo do consumo em massa da população mundial viaja pelo planeta e chega aos mares. Estima-se que aproximadamente 10% de toda a produção anual de plásticos chega nos oceanos, a maior parte (80% a 90%) é carregada pelas chuvas e rios de fontes em terra, como aterros sanitários e descarte direto em mananciais e no litoral.

Figura 1 - Impacto causado pelo lixo no oceano

Nos oceanos esse material encontra correntes marítimas que levam grande parte do lixo para alguns pontos específicos do planeta, conhecidos como giros. Nestes pontos uma grande massa de lixo flutua e se concentra devido ao circuito circular das correntes marinhas, como pode-se ver na Figura 2 coincidindo nos pontos de maior acúmulo de material.
Figura 2- Concentração de plástico nos Oceanos
O problema da contaminação das águas marinhas, não está apenas nos objetos plásticos maiores. Alguns materiais expostos as intempéries, podem ser degradados em pedaços muito pequenos de polímero, porém sem degradar sua molécula básica. Isto forma uma verdadeira "sopa" plástica na camada superficial do oceano, local onde o plâncton (microrganismo responsável por 50% da fotossíntese da Terra) absorve parte do material na sua alimentação, e começa a contaminação na cadeia alimentar. Os resíduos ali presentes, podem conter aditivos de plásticos, muitas vezes tóxicos, que são acumulados nos níveis tróficos, chegando até ao prato de comida que nos servimos em casa.

O assunto é bem sério e infelizmente é negligenciado, embora algumas agências ambientais e ONG's tenham tentado minimizar os efeitos altamente nocivos nos ecossistemas afetados. Porém, o rico ecossistema marinho, repleto de vida, torna a simples retirada do material plástico algo ariscado e um imenso desafio devido a presença de vida até níveis microscópicos, como é o caso do plâncton.

Não se sabe ao certo o tamanho e a quantidade de lixo nos oceanos. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) estima que existam cerca de 600 milhões de toneladas de plásticos nos oceanos, sendo que este tipo de resíduo representa cerca de 70% de todos detritos encontrados no mar. Como dito no inicio desta postagem, boa parte do lixo advém da terra, sendo carregado por chuvas e rios. Isto mostra nossa parte da responsabilidade por este problema. O descarte correto de materiais plásticos, assim como a sua reutilização e reciclagem são essenciais para diminuirmos os impactos e as imensas quantidades de resíduos que dispomos no meio ambiente.

Cabe ainda aos engenheiros de materiais e químicos avanços tecnológicos para produção de plásticos biodegradáveis e novas alternativas mais sustentáveis. Outra solução a ser estudada é uma forma de remediar o problema e limpar os oceanos sem agrediar a vida marinha. Acredito que o século XX foi uma época de muito desenvolvimento, mas causou um imenso impacto na Terra. O desafio do século XXI será reparar estes danos e desenvolver tecnologias mais eficientes para preservar o meio ambiente.

Espero que tenham gostado do post, e gostaria de indicar a reportagem da Globo abaixo, falando sobre essas ilhas de lixo que estão presentes nos nossos oceanos.

Até Mais!




sábado, 26 de novembro de 2011

Acidentes petrolíferos - Caso Chevron

Um vazamento de petróleo na Bacia de Campos foi identificado no dia 8 de Novembro. Após algumas semanas do acidente, a mancha de óleo começa a ser contida, porém a demora na contenção do problema pode ter causado um significativo impacto na vida marinha, embora ainda não tenha sido possível quantifica-lo.


O vazamento aconteceu, devido falhas de projeto da Chevron, empresa que prospectaria o recurso, e da Transocean, contratada para perfuração. A geologia da crosta terrestre naquela região não foi adequadamente estudada, sendo parte do poço mais fino do que se esperava.  Devido a isso, a rocha rompeu em trincas que liberaram o óleo.

O Ibama ainda não conseguiu dimensionar o tamanho do estrago, mas a multa aplicada na empresa foi de R$ 50 milhões, podendo ter sua licença de exploração no Brasil cancelada devido a irresponsabilidade da empresa na obtenção dos dados e planejamento das ações de recuperação e contenção.

A ANP, devido ao acidente irá rever as leis e as fiscalizações aplicadas às empresas que atuam na prospecção de petróleo no Brasil. Uma maior fiscalização e um plano de emergencial de remediação e contenção de acidentes deve ser estipulado para evitar que acidentes como este, ou até catástrofes piores, venham a acontecer. 

domingo, 14 de agosto de 2011

Aprenda a Fazer - Células Fotovoltaicas

Nos últimos dias estava participando de um evento de Engenharia Química do qual tenho um grande carinho, a Semana de Engenharia Química da Unicamp (14ª SEQ). Em uma de suas palestras, cujo tema era células fotovoltaicas, aprendi uma forma de produzir uma célula deste tipo utilizando poucos recursos! 

Isso mesmo! Podemos reproduzir o efeito fotoelétrico. Claro que isso é só uma amostra pequena do potencial da tecnologia de obtenção de energia elétrica através da luz solar. A geração através da radiação solar está cheia de prós e contras. Porém já existem casos  de sucesso, comprovando que este modelo de geração é uma opção extremamente válida como fonte energética apesar de ter algumas limitações. Mas isso fica para outro post, por hoje vamos aprender a fazer uma Célula de Grätzel.

Para começar vamos entender do que estamos falando. Células fotovoltaicas são peças componentes de painéis capazes de captar a energia solar e transforma-la em energia elétrica através do efeito fotoelétrico. Este efeito é observado em alguns materiais quando estes são submetidos a uma determinada frequência de luz, que  carrega energia quantizada na forma de fótons. Estes fótons colidem com o material e fornecem energia para os elétrons da camada de valência, que quando suficientemente excitados são "liberados" formando uma corrente elétrica.

¹As células geralmente são feitas de materiais semicondutores, como o silício. Porém estes materiais não apresentam um custo atrativo. Pesquisas tem sido feitas para encontrar materiais alternativos mais baratos, como, por exemplo, as células solares orgânicas, também conhecidas pela sigla DSC (Dye-Sensitized Solar Cells - células solares sensibilizadas por corantes). A célula de Grätzel é um exemplo disso.


Mãos a obra
Indo ao que interessa e objetivo do post, a construção da nossa célula !
² ³Materiais necessários para confecção da Célula:
  • 2 Laminas pequenas de vidro (mais ou menos 2cm x 4cm)
  • TiO2 (Dioxido de Titânio) (possível comprar em farmácias de manipulação, lojas de corantes)
  • Grafite (Pode ser de um lápis)
  • Corante ("Dye") - pode ser uma xícara de chá forte também
  • Eletrólito (Solução de Iodo)
Podemos dividir o procedimento em 4 etapas:

1) Preparação do Eletrodo Negativo (-)
      a) Limpar as laminas de vidro com água e uma escova e depois secar com um pano ou secador;
      b) As duas laminas, preferencialmente devem ter um lado coberto por uma camada condutora de SnO
2 (como alguns vidros utilizados em visores de geladeira, veja artigo). Você pode verificar o lado condutor com um multímetro, medindo a resistência elétrica do mesmo;
      c) Coloque a lamina com
a superfície condutora para cima e fixe-a com uma fita adesiva;
    d) Coloque a solução/pasta de TiO2 na superfície descoberta das laminas e espalhe na superficie de modo a obter um filme fino e homogenio;
     e) Seque com um secador a solução de TiO2 até que a umidade restante tenha evaporado. 

     f) Retire a fita adesiva da lamina com cuidado e sem tocar na parte em que foi colocado o TiO2;
     g) Coloque a lamina num forno a alta temperatura, para "cozer" o filme de TiO2.


2) Preparação do Eletrodo Positivo (+) 
     a) Limpar a outra lamina de vidro com a camada condutora e transparente com água e uma escova. Após a limpeza seque com um pano ou um secador;
      b) Determine o lado condutor da lamina com o multímetro (medir a resistência);
      c) Coloque na superfície condutora da lamina de vidro uma camada de grafite com o lápis. A superfície do vidro deverá ficar escurecida.

3) Colocação da solução colorida no eletrodo negativo(-)
     a) Depois de o eletrodo negativo estar frio, é necessário "pintá-lo" com a solução colorida (chá) anteriormente preparada;
        b) Coloque o eletrodo na solução colorida de forma a cobrir completamente o eletrodo;
    c) Depois de 5 minutos retire o eletrodo da solução. O eletrodo deverá ficar com uma cor vermelho/violeta;
       d) Limpe com muito cuidado o eletrodo da solução colorida que se encontra nas bordas da lamina;
      e) Seque com o secador o eletrodo.
 4) Montagem da Célula fotovoltaica
       a) Junte os dois eletrodos, utilizando um clipes. A camada de TiO2 ativada com o corante tem que estar em contato com a camada de grafite. Para mais tarde ligar os cabos elétricos à célula fotovoltaica, é necessário montar os eletrodos desfasados;
        b) Para "ativar" a célula fotovoltaica, coloque uma gota de eletrólito na célula fotovoltaica (Solução de Iodo);

       c) Para observar o funcionamento da célula, ligue a célula ao multímetro e meça a corrente elétrica. Vai observar que a tensão vai aumentar lentamente.

Abaixo segue um esquema do funcionamento geral da célula.
 Para entender melhor como funciona a célula de Grätzel, assim como a reação por traz da geração de energia elétrica, veja o artigo publicado pela Revista Brasileira de Ensino de Física.
                  ² Ciência Viva
                  ³ Engenharia na prática

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Carros Elétricos: A quantas anda esta ideia?

 O futuro chegou! Parecia que a era dos Jetsons nunca chegaria, mas pelo menos no que trata-se de carros movidos a eletricidade podemos dizer que agora é a hora! Pode ser difícil acreditar que as grandes montadoras e principalmente as empresas produtoras de petróleo permitam o desenvolvimento desta tecnologia. Porém o paradigma está mudando e diversos protótipos tem saído do papel, disputando uma vaguinha no competitivo mercado automotivo.  Por mais que essa seja uma tarefa árdua, através do incentivo de alguns países, já existem modelos de veículos elétricos que conseguiram espaço e força através da forte causa ambiental.


De fato, falar sobre carros elétricos hoje é uma tarefa extremamente difícil, já que uma infinidade de materiais tem surgido junto com uma variedade de projetos e concepções. Mas, procurarei dar uma visão geral sobre os principais projetos e modelos já prontos no mundo hoje, mostrando que os carros elétricos vieram e querem ficar!

Inicialmente vamos dividir os modelos em 3 tipos principais de plataformas tecnológicas: híbridos, células a combustível  e puramente com baterias. Essas plataformas se referem a forma como a corrente elétrica é gerada e armazenada para atuação no motor elétrico que faz o veículo andar.

Híbridos
Nesta classe de veículos, ainda há participação do motor a combustão, porém este exerce uma função interna, sendo responsável pela partida e recarga das baterias através de um gerador acoplado. No entanto o movimento do veículo é principalmente através de um motor elétrico. Alguns modelos utilizam os dois motores (elétrico e combustão) para uma melhor eficiência do veículo. O sistema chega a prover uma redução de 50% das emissões de CO2 e uma economia de combustível realmente significante.

Puramente com baterias 
Nesta plataforma o veículo é alimentado através de um conjunto de baterias que podem ser recarregadas através da rede elétrica ou outra fonte externa, além de recuperarem parte da energia através de um sistema de frenagem diferenciado, que aproveita a energia cinética do veículo para conversão em energia elétrica.

Células a combustível
Nesta tipo de tecnologia a energia elétrica é gerada através de células eletro-químicas que convertem a energia de ligação de algumas substâncias em eletricidade através de processos eletro-químicos. Geralmente para este tipo de processo se utiliza gás hidrogênio como combustível para reação. A transformação é limpa e pode se tornar uma importante forma de geração de energia elétrica no futuro.

Os modelos que mais tem se mostrado economicamente viáveis são os os híbridos, sendo já realidade em alguns países, como é o caso por exemplo do Toyota Prius, comercializado desde 1997 no Japão e ganhando uma série de outros países ao longo dos anos, além desse modelo os híbridos Ford Fusion Hybrid (previsão de lançamento em novembro no Brasil), Honda Insight e Chevrolet Volt também estão presentes no mercado mundial de carros elétricos. 



Atualmente modelos utilizando a plataforma puramente baseada em baterias (100% elétrico) tem lutado contra barreiras tributárias para se tornar economicamente viáveis e serem aceitos no mercado. Como é o caso do Nissan Leaf, que deve chegar ao mercado brasileiro com um preço nada competitivo, já que infelizmente o governo não tem tomado medidas de incentivo a estas tecnologias verdes. Nessa mesma linha temos também o Renault Fluence Z.E e o Novo Ford Focus Eletric. 




Já as iniciativas baseadas em células a combustíveis mostram excelentes resultados, porém são freados devido a barreira tenológica para produção do gás hidrogênio, inviabilizando economicamente a tecnologia por enquanto. Porém alguns protótipos tem ajudado a desenvolver e dominar a tecnologia de forma segura e eficiente, havendo testes em escala piloto. Como por exemplo a substituição de uma pequena frota de ônibus a combustão por ônibus a hidrogênio em algumas cidades como São Paulo e Porto (Portugal).

Acredito que nos próximos anos veremos muitos modelos de novos carros elétricos e a inserção de pequenas frotas empresariais destes veículos para um fortalecimento da imagem de responsabilidade ambiental. Porém é necessário que os governos comecem a pensar, se interessar e agir buscando incentivos ao veículo elétrico. Mudanças na legislação, tributos e infra-estrutura são necessárias para suprir a nova demanda decorrente da implementação em larga escala dessa tecnologia. Essa indisposição dos governantes mostra claramente a influência das petroquímicas e da estratégia do etanol brasileiro. No entanto é necessário uma visão mais ampla e futurística, para que o Brasil não fique mais uma vez atrás, seguindo a contramão do desenvolvimento tecnológico mundial e consiga se consolidar como um país que pensa na preservação ambiental.

FONTES : ¹ABVE - Associação brasileira de veículos elétricos ;   ² Eco4planet   


quarta-feira, 11 de maio de 2011

Quer carregar seu celular com água?

Estou devendo um post que explique o que são e o potencial que tem as pilhas a combustível. Enquanto um post mais geral não vem, partilharei com vocês uma das inovações que surgiram com o uso desta tecnologia fantástica: o carregador de aparelhos elétricos a base de água!

Sim! É isso mesmo! A Sueca My FC criou um dispositivo que utiliza água para produzir corrente elétrica para realizar recargas em aparelhos eletrônicos como celulares, camêras fotográficas, filmadoras, lanternas, GPS, dentre outros aparelhos que possuam bateria e  um cabo USB para conectar com o novo dispositivo.

O dispositivo tem um design moderno e tamanho reduzido. Funciona através de células a combustível, nas quais o combustível é a água, ou melhor dizendo, o Hidrogênio que compõe a molécula da água. A célula que compõe o carregador utiliza como eletrólito uma membrana polímérica (PEMFC). 

O PowerTrekk, como foi batizado o carregador, irá custar cerca de 148 euros, segundo notíciou o jornal britânico The Independent. Mas por enquanto ele ainda não está nas prateleiras das lojas. A empresa pretende atingir principalmente pessoas que pratiquem esportes radicais ou que viajem para lugares distantes, nos quais muitas vezes não há energia elétrica. 

Em breve postarei sobre como é o funcionamento básico das células combustíveis e alguns casos de sucesso do uso da tecnologia. Se quiserem descobrir mais sobre o uso de células a combustíveis acessem o site  do carregador PowerTrekk e confiram o video do corregador em funcionamento.

Vejam também outros tipos de células a combustível, como o caso do celular movido a açucares

Até mais!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Conheça cinco países que mais investem em energia renovável no mundo

Reportagem retirada do blog EcoDesenvolvimento.org
O ser humano não vive mais sem energia, porém, isso não significa que para utilizá-la ou fabricá-la seja necessário poluir. Energias limpas são alternativas sustentáveis que podem suprir e movimentar a economia.

De acordo com o Instituto para Diversificação da Energia (IDEA), em 2020, cerca de 42,3% do total da geração de eletricidade virá de fontes renováveis. Leia, abaixo, a lista dos cinco países que mais investem em energias alternativas do mundo:

energia solar
As placas fotovoltáicas são uma alternativa limpa de gerar energia / Foto: jssz

Espanha
O país se tornou o maior produtor mundial de energia solar térmica em meados de 2010, com 432 MW instalados. Ele é o segundo na Europa com maior capacidade de geração energética com placas fotovoltaicas, podendo produzir mais de 3.400 MW.

Atualmente, existem mais de 16 projetos de energia solar em construção e outros 20 em processo de análise.

A Espanha também dá largos passos na produção de energia eólica. Atualmente, possui projetos que produzem 727 MW e a capacidade instalada de geração eólica ultrapassa os 19.000 MW.
 
Portugal
energia da onda do mar
Portugal desenvolveu um sistema capaz de gerar energia através das ondas do mar / Foto:Divulgação

A capacidade instalada de geração de energia limpa no país cresceu mais de três vezes de 2004 a 2009 com o Pelamis Wave Power, primeiro parque de geração energética a partir das ondas do mar – de 1,220 MW para 4,307MW.

As fontes renováveis são responsáveis por 17% de toda a energia produzida em Portugal. Desse percentual, 56,6% provém das hidroelétricas, 33% das eólicas, 7,5% da biomassa e o restante da a produção fotovoltaica, biogás e resíduos sólidos urbanos.

Portugal pretende chegar a 2020 com 45% de toda sua produção energética bruta vinda de fontes renováveis.

China
A China possui a maior quantidade de turbinas eólicas em operação do mundo (50%) e o responsável por isso foram os altos investimentos para projetos internos. No primeiro semestre de 2010, Pequim chegou a investir 10 bilhões de dólares no setor; a metade do que o resto do mundo junto investiu (20,5 bilhões de dólares).

A previsão é que o país chegue a produzir mais 375 GW em 2020, com o investimento acumulado de 620 bilhões de dólares.
energia e�ica
A energia dos moinhos de vento são bastante utilizadas hoje em dia / Foto: ras263

Índia
O governo indiano lançou no início de 2010 um plano de 19 bilhões de dólares para gerar 20.000 MW de energia solar até 2022. Para que a chamada Missão Solar Nacional funcionasse, a Índia criou um sistema que obriga às empresas distribuidoras de energia a comprar uma quantidade determinada de energias renováveis, o Renewable Purchase Obligation (POR).

Alemanha

A energia renovável na Alemanha representa 16% da produção total. O governo alemão pretende que esse percentual chegue a 80% em 2050, e os incentivos fiscais para alcançar essa meta não são poucos.

Nos próximos anos o país deve receber um investimento de cerca de 6,62 bilhões de dólares, que deverão servir para projetos de parques eólicos off-shore (fora da costa). Além disso, outros 1 bilhão de dólares devem sair do bolso da Vattenfal, produtora de aerogeradores, para construir uma fazenda com capacidade instalada de 288 MW, em 2012.

A energia limpa no país traz outros benefícios, como a geração de novos empregos para a população, com 300 mil vagas já criadas na última década. 

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Combustíveis fósseis serão os mais consumidos até 2030, diz Ipea

Três formas de energias: Solar, eólica e Biomassa
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) diz que o Brasil precisa estabelecer uma meta para consolidar uma matriz de energia limpa usando os avanços em biocombustíveis e outras fontes alternativas. Mas sabe que isso precisa de mais financiamentos.

Isso está no relatório “Energia e Meio Ambiente no Brasil” que reconhece o potencial do nosso país, mas destaca a necessidade de mais investimentos em pesquisas e projetos que ainda são vistos como “sacrifício para a economia”, quando deveriam ser tidos como uma política de “responsabilidade social e ambiental”.

O estudo até sugere estímulos como subsídios e isenções fiscais para os biocombustíveis competirem com derivados de petróleo. Segundo o documento, o Brasil consome 25 bilhões de litros de etanol por ano (segundo dados de 2009) e que essa demanda deve chegar aos 60 bilhões em 2017. Mas ainda se espera que os combustíveis fósseis sejam mais consumidos até 2030 (com a ajuda do pré-sal, talvez).

As projeções, felizmente, apontam que a energia eólica e a gerada por resíduos sólidos também devem crescer. Esperamos que os estudos com algas e os leilões do governo possam dar resultados satisfatórios nessa procura da matriz “verde” perfeita.
 FONTE: Eco Planet

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A energia que move o Brasil


Itaipu

O Brasil consumiu em 2010 cerca de 419.016,0 GWh (gigawatt-hora) de energia elétrica. Energia que foi fator essencial para o crescimento econômico de cidades, indústrias, comércio e do país como um todo. Além disso, foram utilizados cerca de 118 bilhões de litros de derivados de petróleo que moveram motores e caldeiras, possibilitando maior desenvolvimento do nosso parque industrial e a locomoção de milhões de pessoas.

Consumo final por fonte no Brasil 2009 - BEN2010
Nós, brasileiros, consumimos muita energia no ano passado. Ainda assim, o país se destacou por possuir uma matriz de energia elétrica predominantemente renovável. Em contrapartida nossa frota de veículos tem crescido muito nos últimos anos, aumentando o consumo de combustíveis fósseis.
A matriz energética do Brasil com relação à eletricidade tem tomado um rumo controverso ao aumentar a oferta de energia não-renovável por meio das termoelétricas. Devemos ficar atentos às políticas de infra-estrutura nacional tomadas pelo governo, já que ações atuais irão impactar o país a longo prazo. Em relação ao rumo que o país está seguindo, revisões dos planos energéticos para as próximas décadas têm sido consideradas, retomando o estabelecimento de fontes renováveis de energia. Nesses planos existem a previsão da instauração de mais 4 usinas nucleares nos próximos 20 anos, além de usinas hidrelétricas em construção e planejadas.
Matriz de fontes de produtora de energia elétrica no Brasil 2009 - BEN2010

Quanto ao aumento da frota de veículos e do consumo de combustíveis fósseis, percebe-se que ao invés diminuir a frota ela só tem aumentado nos últimos anos, ainda faltam investimentos nos transportes públicos, uma política de tarifação abusiva e facilitações na compra de automóveis têm levado muitas pessoas a optarem pelo transporte individual.
Para as próximas décadas a matriz energética brasileira precisará mudar, aumentando a participação da energia nuclear e das energias renováveis. Para os combustíveis, alternativas como o biodiesel e o crescimento da utilização do álcool, assim como a possibilidade do carro elétrico e aumento das malhas ferroviárias e do sistema público de transporte.
No entanto, vê-se que apenas as vagarosas ações do governo não serão suficientes para deter o colapso energético e os impactos ambientais. Cabe uma reflexão a todos sobre o bom uso da energia e atitudes visando à redução de emissões de CO2, já que o desperdício chega a patamares assustadores. Cada um pode fazer a diferença.
Por Bruno Firmino

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Projeto dá 20 anos de isenção de impostos a empresa que não poluir

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 6729/10, do deputado Indio da Costa (DEM-RJ), que pretende incentivar o setor produtivo a adotar processos ambientalmente adequados. Para tanto, a proposta isenta dos tributos federais, de imediato, e por 20 anos, as empresas que os adotarem.

Pelo projeto, 20% dos tributos economizados pelas empresas serão utilizados, pela própria empresa, para conscientizar seus funcionários e familiares, comunidades do entorno, ou ainda alunos de escolas públicas, ensinando como produzir de forma sustentável para a economia verde, "sem comprometer o meio ambiente para gerações futuras". Após os 20 anos de isenção, a cobrança dos tributos será feita progressivamente.

Tarefa gigantesca

Segundo o deputado, fazer com que industriais, comerciantes e consumidores se conscientizem da urgência dessas ações é uma tarefa gigantesca. "Os legisladores devem estar à frente desta questão criando leis que imponham novas formas de produção", receita.

O projeto, destaca Indio da Costa, incentiva a indústria e o comércio a adotarem processos limpos em sua produção e descarte. "As mudanças climáticas e o aquecimento global são uma realidade que não pode aguardar longas discussões; vários estados brasileiros já sofrem os efeitos, como deslizamentos, chuvas violentas e inundações que afetam grandes centros populacionais", alerta. Segundo o deputado, a aprovação da proposta é, portanto, de indubitável urgência.

"O modelo industrial baseado no consumo de combustíveis fósseis, inicialmente carvão e posteriormente derivados de petróleo, se expandiu e se consolidou no mundo e no Brasil nos últimos cem anos", lembra o parlamentar. Ele sublinha que esse modelo resultou em bilhões de toneladas de resíduos e emissões, principalmente as de dióxido de carbono, que, acrescidas das emissões de metano e outro gases, acabaram por "colocar em cheque o próprio modelo, o planeta e a civilização".

Tramitação

Sujeito a análise em caráter conclusivo, o projeto foi  apensado ao PL 3470/08, do deputado Dr. Talmir (PV-SP), que institui o Programa Empresa Consciente, com dedução do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) de gastos com projetos ecológicos, e já foi aprovado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio. As propostas ainda serão analisadas pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O que é "Triple Bottom Line"

Muito se fala sobre sustentabilidade e responsabilidade socio-ambiental, mas muito do que ouvimos ou lemos nas mídias são definições imprecisas desses importantes conceitos que vem sendo empregados cada vez com maior importância nas estratégias das empresas.

Irei postar uma série de conceitos sobre estes assuntos, afim de mostrar que ser "ecochato" é uma necessidade atual das indústrias e de todos cidadãos .

Vamos começar com o importante conceito do "Triple Bottom Line". Conceito que resume o tripé da sustentabilidade, segundo o qual, para ser bem-sucedida no longo prazo, a empresa deve buscar o equilíbrio nos desempenhos econômico, social e ambiental. Este conceito orienta o planejamento e as decisões tomadas, mostrando a importância de se conhecer, estudar e acima de tudo pensar de forma sustentável.

O "Triple Bottom Line" tem como base a empresa ser Economicamente viável, socialmente justa e ambientalmente correto. Dessa forma, muitas empresas tem apresentado o balanço dos seus resultados anuais baseados nestes 3 pilares, mostrando que o mercado tem mudado. Pensar em sustentabilidade agora é obrigação para quem quer manter seus clientes, uma vez que estes estão cada vez mais exigêntes em relação as ações das empresas das quais compram.

É importante acrescentar que Sustentabilidade não é propaganda e principalmente, não é filantropia. É uma maneira de gestão de negócios.

Na onda das mudanças do mercado e do mundo, novos conceitos vem surgindo e em breve o Entropia Livre trará novas definições sobre o novo paradigma da Indústria.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Aprenda a fazer - ECOTINTAS

O que são tintas ecológicas ?  - São tintas formuladas com matérias-primas naturais, sem componentes sintéticos ou insumos derivados de petróleo. Existem normais internacionais para pinturas ecológicas que determinam, por exemplo, que a quantidade de compostos orgânicos voláteis (COVs), que são substâncias derivadas do petróleo, não exceda 0,1% do volume total.
         Qualquer tinta ecológica que se preze deve estar isenta de COVs, além de não contar com pigmentos à
base de metais pesados, fungicidas sintéticos e não conter derivados de petróleo.

Receita de tinta ecológica :
          Para preparar 18 litros de tinta, você vai precisar de: – 8 kg de terra; – 4 kg de cola branca;– 8 litros de água. Coloque 6 litros de água em uma lata e adicione a terra. Com auxílio de uma colher de madeira ou com as próprias mãos, misture os ingredientes até a completa dissolução da terra, atingindo a consistência de uma vitamina de frutas. Dilua a cola em um litro de água em um vasilhame à parte. Adicione a cola diluída à “vitamina” de terra e misture. Por fim, acrescente, aos poucos, aproximadamente um litro de água e misture até obter a consistência de tinta. A cola branca e os 8 litros de água podem ser substituídos por 10 litros de grude de amido. Quanto mais a tinta Cores da Terra for batida, melhor será sua consistência. Uma dica é substituir a colher de madeira por uma furadeira elétrica (com um misturador adaptado) ou por um agitador manual, o “vapt vupt”, como foi apelidado pela equipe do projeto. O equipamento é formado por um cabo de vassoura pregado ou parafusado em um pedaço de madeira do tamanho da boca da lata. Ele será movimentado para cima e para baixo, garantindo a completa mistura da tinta. A tinta Cores da Terra também pode ser usada para pinturas artísticas em telas, quadros e cerâmicas. Use a criatividade e mãos à obra!
                 Para obter uma cor no tom de terracota use tijolos moídos. Dá um pouco de trabalho mas o resultado vale a pena(usar preferencialmente tijolos velhos destes que ficam meio que enterrados, são mais macios para moer. Moer os tijolos: colocar os pedaços num saco, e usando a marreta ir moendo-os. Quanto mais fino o pó, mais cor ficará na tinta (o corante fino é que fica na tinta, as partículas maiores ficam no fundo). Misturar o pó de tijolo, um pouquinho de água e com um pouco de argila fina amarela, para dar mais consistência à calda. Separar a tinta da parte muito granulosa da mistura que se decanta na vasilha.
           As cores da tinta vão ser definidas à partir da cor da terra usada. Pode-se encontrar desde um tom bege claro até o marrom escuro. Os tons de verdes podem ser obtidos através do uso de infusão de ervas tipo carqueja fervida usada em substituição a água normal, mas ai tem que usar as terras mais claras.
           OBS:  Se a tinta feita de terra ficar saindo na mão ou nas roupas  quando encostar nas superfícies pintadas, pode-se adicionar um pouco (cerca de um quarto de copo) de óleo de cozinha à mistura.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O Futuro : Prédios Sustentáveis

         Este fim de semana estava "zapeando" na TV e vi na discovery um documentário que chamou minha atenção. Tratava-se de um arranha céu que está sendo construido em Dubai, e cujos andares giram independentemente um dos outros. O mais interessante é que entre os andares serão instalados pás para geração de energia eólica. Será o futuro chegando? 

Dynamic Tower

         O primeiro projeto de um arranha-céu em movimento no mundo será construído em Dubai (Emirados Árabes), em seguida, outro será erguido em Moscou (Rússia). O anúncio foi realizado pelo arquiteto italiano David Fisher, que deixou clara a intenção de levar o projeto para outros locais. 
         O empreendimento de Dubai foi batizado de Dynamic Tower. O movimento giratório de cada andar ocorre de forma independente e será controlado por voz. Ele terá 80 andares e 420 m de altura. Segundo a concepção inicial os primeiros 20 andares serão escritórios. Entre o 21° e 35° pavimentos haverá um hotel de luxo. Os demais andares serão destinados à residências com áreas médias de 124 m². Entretanto, os apartamentos dos dez últimos pavimentos, nomeados de Villas, terão 1.200 m² cada, com a vaga do estacionamento dentro da unidade.
       O Dynamic Tower será montado com peças pré-moldadas, que serão fabricadas na Itália e enviadas aos seus destinos. Essas peças chegarão ao canteiro com acabamento e também com sistemas elétricos e hidráulicos. Os segmentos dos pavimentos serão içados até a posição. O arquiteto italiano estima que a industrialização da construção do projeto provoque uma economia de 20%. "Cada andar do edifício pode ser concluído em apenas seis dias", afirma o arquiteto David Fisher.
        A sustentabilidade também é um diferencial no projeto, que embute turbinas eólicas para gerar energia entre cada andar giratório. "O edifício é ecológico e o primeiro projetado para gerar a sua própria eletricidade, bem como para outros edifícios nas mediações", explica Fisher. No caso de Dubai, serão 79 turbinas. O arquiteto italiano pretende executar uma terceira torre em Nova York.
        O Brasil também tem um edifício com andares que giram, independentemente, para a esquerda e para a direita. Entretanto, o Suíte Vollard, localizado em Curitiba, é menos complexo. Possui apenas 11 pavimentos.






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