Páginas

Mostrando postagens com marcador Indústria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Indústria. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de junho de 2012

O Homem como Indústria

Man as a Industrial Palace, Fritz Kahn
A ilustração acima foi feita pelo médico Fritz Kahn e recebe o nome de Der Mensch Als Industriepalast, que significa "O Homem como um palácio industrial". Ela pertence a sua obra Das Leben des Menschen, que significa "A Vida dos Homens", que foi publicada na década de 20. A visualização moderna de Kahn mostra o sistema digestivo e respiratório humano como uma planta de processo químico industrial. A inspiração teve origem na Indústria Química alemã, a qual era na época uma das mais avançadas do mundo e muito importante para o país.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Impacto Humano: Um oceano de lixo

Este será a primeira de uma série de postagens especiais sobre grandes impactos que o Homem causou no planeta. Lembro a importância do tema para os Engenheiros Químicos, já que uma imensa parte dos impactos advêm de produtos industriais. Para inaugurar está série, o objeto de estudo foram os grandes conglomerados de lixo existentes no oceano, nos quais os resíduos flutuam e se concentram em algumas áreas específicas do oceano.

O lixo, principalmente plástico, advindo do consumo em massa da população mundial viaja pelo planeta e chega aos mares. Estima-se que aproximadamente 10% de toda a produção anual de plásticos chega nos oceanos, a maior parte (80% a 90%) é carregada pelas chuvas e rios de fontes em terra, como aterros sanitários e descarte direto em mananciais e no litoral.

Figura 1 - Impacto causado pelo lixo no oceano

Nos oceanos esse material encontra correntes marítimas que levam grande parte do lixo para alguns pontos específicos do planeta, conhecidos como giros. Nestes pontos uma grande massa de lixo flutua e se concentra devido ao circuito circular das correntes marinhas, como pode-se ver na Figura 2 coincidindo nos pontos de maior acúmulo de material.
Figura 2- Concentração de plástico nos Oceanos
O problema da contaminação das águas marinhas, não está apenas nos objetos plásticos maiores. Alguns materiais expostos as intempéries, podem ser degradados em pedaços muito pequenos de polímero, porém sem degradar sua molécula básica. Isto forma uma verdadeira "sopa" plástica na camada superficial do oceano, local onde o plâncton (microrganismo responsável por 50% da fotossíntese da Terra) absorve parte do material na sua alimentação, e começa a contaminação na cadeia alimentar. Os resíduos ali presentes, podem conter aditivos de plásticos, muitas vezes tóxicos, que são acumulados nos níveis tróficos, chegando até ao prato de comida que nos servimos em casa.

O assunto é bem sério e infelizmente é negligenciado, embora algumas agências ambientais e ONG's tenham tentado minimizar os efeitos altamente nocivos nos ecossistemas afetados. Porém, o rico ecossistema marinho, repleto de vida, torna a simples retirada do material plástico algo ariscado e um imenso desafio devido a presença de vida até níveis microscópicos, como é o caso do plâncton.

Não se sabe ao certo o tamanho e a quantidade de lixo nos oceanos. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) estima que existam cerca de 600 milhões de toneladas de plásticos nos oceanos, sendo que este tipo de resíduo representa cerca de 70% de todos detritos encontrados no mar. Como dito no inicio desta postagem, boa parte do lixo advém da terra, sendo carregado por chuvas e rios. Isto mostra nossa parte da responsabilidade por este problema. O descarte correto de materiais plásticos, assim como a sua reutilização e reciclagem são essenciais para diminuirmos os impactos e as imensas quantidades de resíduos que dispomos no meio ambiente.

Cabe ainda aos engenheiros de materiais e químicos avanços tecnológicos para produção de plásticos biodegradáveis e novas alternativas mais sustentáveis. Outra solução a ser estudada é uma forma de remediar o problema e limpar os oceanos sem agrediar a vida marinha. Acredito que o século XX foi uma época de muito desenvolvimento, mas causou um imenso impacto na Terra. O desafio do século XXI será reparar estes danos e desenvolver tecnologias mais eficientes para preservar o meio ambiente.

Espero que tenham gostado do post, e gostaria de indicar a reportagem da Globo abaixo, falando sobre essas ilhas de lixo que estão presentes nos nossos oceanos.

Até Mais!




segunda-feira, 25 de julho de 2011

Revolução Francesa - A Face Científica

França, 1789. Os ares do país estavam saturados de idéias revolucionárias de ordem política, moral e humanística que resultariam, após um período tempestuoso, na modificação da ordem social do país e cristalização de um pensamento global de “igualdade, fraternidade e liberdade”, que até hoje vigora em todo o mundo na forma da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Essa revolução, entretanto, ocorreu também no âmbito científico e, no que tange a química, foi protagonizada por Antoine-Laurent Lavoisier, e outros estudiosos da época. Dentre seus principais trabalhos, destaca-se a padronização de nomenclaturas, antes utilizadas sem critério por alquimistas, e reunião de teorias e leis postuladas até então, que o permitiu escrever o “Tratado Elementar da Química”. Apesar do grandioso trabalho realizado, que facilitou posteriores estudos na área da química, foram publicadas hipóteses e explicações para fenômenos científicos que, apesar de sua lógica convincente, atualmente tem-se conhecimento que são falaciosos.


Exemplificando, Lavoisier estudou a mudança do estado de agregação de substâncias. Em seus experimentos, constatou que quanto menor era a temperatura que um sólido era submetido, maior era a proximidade entre suas moléculas e, inversamente, quando aquecidas, aumentava-se o espaço intermolecular. Este estudo o levou a concluir que quanto maior a temperatura, maior era a força de repulsão e que, caso fosse atingida a menor temperatura possível (ainda se desconhecia o Zero Absoluto) não haveria mais forças de repulsão. Consequentemente, as moléculas se tocariam.
Desta forma, segundo Lavoisier, as moléculas possuem uma força natural de atração e, conforme se aumenta a temperatura, surge uma força de repulsão, que as afastam até que, a uma dada temperatura, as forças de repulsão superam as de atração, transformando o sólido em líquido ou gás. E essa força de repulsão pode ser hipotetisada pela existência de uma “substância real e material, de um fluido muito sutil que se insinua entre as moléculas de todos os corpos e que os separa” [1], chamado “calórico”, também responsável pela sensação de calor (acúmulo) ou frio (“des-acúmulo” deste).
Vale ressaltar que Lavoisier e os outros cientistas diziam que “ninguém era obrigado a adotar o calórico como uma substância real” e já propunham discussões entre a relação “calórico – Luz”, hoje sabidamente duas formas de energia. Sendo assim, a hipótese da existência de uma substância que governa as forças de interação molecular foi apresentada de maneira lógica e convincente, aceita por químicos de maneira geral, até que esta teoria fosse derrubada, com o desenvolvimento de tecnologia e fundamentos físicos suficientes para provar a existência de calor como forma de energia.
Esta limitação tecnológica e conceitual que nos leva a inconscientes raciocínios errôneos, no entanto, esteve presente na existência do ser humano desde as antigas civilizações. Os gregos acreditavam que todas as substâncias eram formadas pelos quatro elementos e o éter; os axiomas da igreja católica fizeram com que a crença do geocentrismo perdurasse por até 500 anos atrás; até mesmo a teoria da força vital que, ao ser derrubada, abriu o ramo de estudos da microbiologia; e mais inúmeras hipóteses e teorias que deixaram de ser verdades são exemplos e a prova de que as tais limitações técnico-teóricas não só estiveram como estão e sempre estarão presentes na vida filosófica e científica.

Este texto, no entanto, não é, sob nenhum aspecto, uma crítica a teorias que antes eram tomadas como verdades e hoje foram refutadas. Bem pelo contrário, graças à existência de trabalhos como o desenvolvido por Lavoisier em seu “Tratado Elementar da Química” – e a nossa possibilidade de provar suas incoerências – é que os avanços tecnológicos, teóricos e filosóficos acontecem. Este texto é apenas uma nota de que não devemos nos ater, crer e, sobretudo, reproduzir o que nos é passado em nossos centros de estudos (Universidades, Indústrias, Centros de Pesquisa, etc.) sem antes contestar e olhar criticamente as informações que nos são passadas.

Pensar e analisar, desde conceitos simples à grandes teorias, como o evolucionismo ou as teorias que prevêem o destino da terra diante do aquecimento global (Teoria de Gaia, Teoria da Variação Solar), teorias sociológicas, procedimentos médicos, etc., podem e certamente nos levarão à uma sociedade melhor, sobre vários aspectos. Temos de ser cautelosos e analíticos para poder firmar bases sólidas para um progresso humano. E tomar cuidado, pois, “quem sabe, as universidades de hoje não são as igrejas de ontem”.

[1]Lavoisier, A. “Tratado Elementar da Química”, Paris, França, 1789. Tradução: Editora Madras, São Paulo SP.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Alemanha anunciou fim de suas centrais nucleares até 2022

Após o acidente da usina de Fukushima no Japão em 11 de março de 2011, muita discussão surgiu a respeito da segurança e do custo benefício acerca da energia nuclear. Movimentos anti-nuclear surgiram com força no mundo inteiro pregando o fim das usinas e de sua exploração.

Porém sabe-se que hoje a energia nuclear representa uma importante parcela da matriz energética de alguns países, sendo a principal estratégia de alguns governos para suprir a demanda energética para a população e o desenvolvimento econômico. Podemos citar nesse quadro a França, com cerca de 76,80% de sua matriz originária de usinas nucleares, assim como o EUA com quase 20% de participação desta forma de geração. Embora deva-se lembrar que a produção dos Estados Unidos representam cerca de 32% do total de energia nuclear produzida no mundo.¹

Com o acidente japonês causado pelo Terremoto e agravado pelo Tsunami que seguiu a catástrofe, alguns governos estão repensando seus programas nucleares. Pressionados pelos movimentos ambientalistas e anti-nucleares a discussão foi aberta, porém não se sabe até que ponto os governos estarão dispostos a mudar a estratégia de ampliação de infra-estrutura e oferta de energia. 

No final do mês de Maio, o governo alemão anunciou que irá encerrar suas centrais nucleares até 2022². Anteriormente, os planos eram que dos 17 reatores do país o último seria desativado em 2036, agora esta data foi adiantada em função das preocupações geradas com o acidente de Fukushima. 
Milhares de pessoas participaram de protestos no dia 28 de maio, em 21 cidades da Alemanha exigindo que o governo acelerasse o processo de abandono da energia nuclear.Reuters

A Alemanha adotará realmente a postura de encerrar seu programa energético nuclear? Segundo o ministro do Meio Ambiente da Alemanha, Norbert Roettgen, a decisão é definitiva e não será revista no futuro próximo. O país tem uma participação significativa da energia nuclear em sua matriz, atingindo 25,90% de participação¹. Desta forma nunca se sabe as mudanças que de fato ocorrerão nesta década e as fontes que irão substituir a fonte nuclear de energia na Alemanha. 

A energia nuclear está agora nos olhos do mundo como vilã, mas um dia já foi consagrada como a salvação. Acredito que nos dias atuais o nível de compreensão da tecnologia nuclear amadureceu bastante e taxa-lo como ruim ou bom seria um grande equívoco. Será necessário avaliar caso a caso os prós e contras da energia nuclear, alinhando a disponibilidade de recursos energéticos dos países a uma diversificação da matriz energética. Só assim um julgamento adequado poderá ser feito para determinar o rumo das usinas nucleares.

No caso do Brasil, até agora não foi revisto o plano nuclear e ao que tudo indica as pressões populares não terão grandes sucessos em abrir amplamente esta discussão. Fica aberto o espaço de discussão sobre energia nuclear no Entropia Livre e até o próximo post!

¹ Fonte: Eletronuclear

             Por Bruno Firmino

quarta-feira, 2 de março de 2011

Concursos Públicos para Engenheiros Químicos

Último ano de faculdade e começa a surgir a dúvida: o que estarei fazendo ano que vem? Onde vou morar? Serei efetivado na empresa que estou estagiando?

Vejo que a maioria das pessoas pensa em prestar os programas Trainees das grandes empresas, ou então,  ser efetivado no estágio e fazer carreira em alguma multinacional. Mas outro caminho muito interessante para quem prefere uma maior estabilidade na profissão são os concursos públicos.

Neste domingo passado, foi realizada a prova do concurso público da Petrobrás, na qual  7814  pessoas concorreram para 17 vagas de Engenheiro de Petróleo Jr. e 3417 disputaram uma das 8 vagas de Engenheiro de Processamento Jr., vagas estas destinadas para Engenheiros Químicos e afins. A prova, realizada pela fundação Cesgranrio contava com 70 perguntas divididas em português, inglês e conhecimentos específicos. O nivel da prova estava muito bom, englobando diversos assuntos vistos ao longo da graduação. Veja aqui a prova.

O Concurso da Petrobrás é realizado a nível nacional, sendo portanto um concurso federal. Porém, ao que tudo indica, não serão abertos mais concursos federais  este ano. Isto foi uma medida tomada pelo governo recentemente, na qual houveram cortes  nestes investimentos, ao contrário do prometido na campanha eleitoral em 2010. Espera-se pelo menos que  o concurso da Petrobrás mencionado seja validado. E vamos aguardar para conferir como ficará a questão política em relação aos avanços da Petrobrás no programa Pré-Sal, que necessitará de muita mão-de-obra nos próximos anos. Leia mais sobre os rumos dos concursos públicos no Brasil em 2011 no R7.

Mas para o Engenheiro Químico, não existe apenas a opção da Petrobrás para trabalhar no serviço público. Existem outros concursos focados para estes profissionais, vagas a nível estadual , como por exemplo em Universidades e Institutos de pesquisa.

Abaixo estão alguns dos concursos listados no site concursospublicosonline.com:

  • PR - UEM - Universidade Estadual de Maringá - inscrição até 25/04/2011, taxa: R$ 170,00. Provas dia 12 de julho de 2011. Informações: www.scs.uem.br
  • RN - UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte - inscrição até 02/03/2011, taxa: R$ 220,00. Informações: www.prh.ufrn.br
  • MG - Prefeitura de Aguanil - inscrição até 01/05/2011, taxa: R$ 52,00. Provas dia 05/06/2011. Informações: www.exameconsultores.com.br
  • PE - PETROQUÍMICASUAPE - Companhia Petroquímica de Pernambuco - inscrição até 20/02/2011, taxa: R$ 36,00. Informações: catalogonct.mec.gov.br/pdf/tabela_convergencia.pdf)
  • SP - IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas - inscrição até 18/02/2011, taxa: R$ 28,78. Informações: www.vunesp.com.br 

    sexta-feira, 23 de abril de 2010

    Balanço da Insdústria Química - Março/2010

    O site da ABIQUIM - Associação Brasileira da Indústria Química, fornece balanços mensais e anuais sobre o mercado de produtos Químicos e relacinados a EQ. para quem quer conhecer as Cifras que giram em torno dessa poderosa indústria, fica a dica.

    Em março, Brasil importou mais de US$ 3 bilhões em produtos químicos
     
    As importações brasileiras de produtos químicos atingiram o recorde de US$ 3 bilhões em março, o que representa crescimento de 44,5% em relação a fevereiro e de 67% ante o mesmo mês de 2009. As compras de vacinas contra a gripe H1N1 explicam boa parte desse aumento. As importações de medicamentos para uso humano em março deram um salto de 130,6%, chegando a US$ 827,5 milhões (as vacinas contra a gripe responderam por 44,5% desse valor). De janeiro a março, as compras externas de produtos químicos somaram cerca de US$ 7,3 bilhões, valor 37,5% superior ao do primeiro trimestre do ano passado.
     
    Em março, as exportações de produtos químicos, de US$ 1,1 bilhão, cresceram 24,7% ante fevereiro e 35,1% em relação ao mesmo mês de 2009. No acumulado de janeiro a março, as vendas externas alcançaram US$ 3 bilhões, com aumento de 43% na comparação com igual período do ano passado. O déficit na balança comercial de produtos químicos ficou próximo a US$ 4,3 bilhões no primeiro trimestre.
      
    Os produtos mais importados no trimestre foram os medicamentos para uso humano (US$ 1,5 bilhão), os intermediários para fertilizantes (US$ 783,9 milhões) e as resinas termoplásticas (US$ 691,5 milhões). As resinas termoplásticas, com vendas de US$ 409 milhões no trimestre, 15,4% mais do que em igual período do ano passado, mantiveram-se como o principal item da pauta de exportações químicas do País. As vendas externas de petroquímicos básicos somaram US$ 212,4 milhões, com crescimento de 217,7%, e as de aditivos de uso industrial alcançaram US$ 201,2 milhões, com aumento de 21,6%, na mesma comparação.
     
    FONTE:
    SP, 15/04/10
    Luiz Carlos de Medeiros (MTb 12.293)
    Comunicação Abiquim
    Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...