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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Petróleo: A última gota do ouro negro

No embalo da Conferência RIO+20, o Entropia traz um interessante infográfico sobre o petróleo. Ele mostra uma verdade que muitos tentam não ver: o petróleo está acabando. Embora alguns cientistas contestem a influência das queimas de combustíveis fósseis para o efeito estufa, o argumento de que os combustíveis fósseis  estão em declínio também nos leva ao desenvolvimento de tecnologias renováveis e busca por alternativas.

Alternativas devem surgir para suprir as nossas dependências do petróleo, tais como os plásticos presentes em quase tudo que consumimos, combustíveis que movem os carros e geradores e também a obtenção de químicos derivados do processamento do petróleo utilizados em diversos processos industriais. 

O declínio da exploração do petróleo foi predito em 1956, por  Marion King Hubbert, o qual propôs que a  exploração do petróleo seguiria uma curva e que teria um pico de máxima produção e após disto entraria em declínio terminal. Hubbert conseguiu em 1956 predizer com relativa exatidão um pico de produção nos EUA por volta dos anos 70 e a partir do qual iniciou uma queda de produção. 

Para a produção mundial existe muita divergência para predizer este pico e o declínio, mas a grande maioria coloca 2015-2020 como o período onde teríamos a maior taxa de exploração e após disto começaríamos a sofrer com a escassez deste recurso natural até que, enfim, ele se acabasse. Será que este processo ocasionará novas guerras ou um colapso econômico e social? A resposta a esta pergunta depende muito dos novos investimentos para viabilizar alternativas rápidas e sustentáveis para os usos do petróleo, assim como o compromisso da sociedade de rever seus hábitos. No entanto o consumo tem aumentando muito nos últimos anos, mostrando a urgência de revertermos este quadro.

Referência: CleanTechnica e CarSort

sexta-feira, 23 de março de 2012

Petrobrás abre concurso para Engenharia Química

A Petrobrás publicou o edital de concurso público para  1.521 vagas por meio da Fundação Cesgranrio, entidade organizadora do processo. Existem vagas para os níveis médio-técnico e superior, com diversas formações e locais de atuação. Para Engenharia Química, a empresa abriu nada menos que 70 vagas para Engenheiro de Processamento Júnior e  69 vagas para Engenheiro de Petróleo Júnior com salário de R$4.414,73  e garantia de remuneração mínima de R$6.883,05, além de todos os benefícios descritos no edital

As inscrições ocorrerão de 27/03 até 11/04 no próprio site da Fundação Cesgranrio, com a aplicação das provas objetivas para todos cargos prevista para o dia 06 de maio. O valor da inscrição para cursos superiores será de R$ 50,00. 

A abertura dessa quantidade de vagas indica que a empresa está realizando grandes investimentos para os próximos anos, ainda mais com a exploração do pré-sal que exigirá um efetivo de mão de obra e engenharia bastante significativos. 

Para os candidatos interessados, pode-se realizar o download de provas e gabaritos de edições anteriores do concurso no próprio site da Petrobrás. O que pode ser de grande ajuda para se preparar para a prova.

sábado, 26 de novembro de 2011

Acidentes petrolíferos - Caso Chevron

Um vazamento de petróleo na Bacia de Campos foi identificado no dia 8 de Novembro. Após algumas semanas do acidente, a mancha de óleo começa a ser contida, porém a demora na contenção do problema pode ter causado um significativo impacto na vida marinha, embora ainda não tenha sido possível quantifica-lo.


O vazamento aconteceu, devido falhas de projeto da Chevron, empresa que prospectaria o recurso, e da Transocean, contratada para perfuração. A geologia da crosta terrestre naquela região não foi adequadamente estudada, sendo parte do poço mais fino do que se esperava.  Devido a isso, a rocha rompeu em trincas que liberaram o óleo.

O Ibama ainda não conseguiu dimensionar o tamanho do estrago, mas a multa aplicada na empresa foi de R$ 50 milhões, podendo ter sua licença de exploração no Brasil cancelada devido a irresponsabilidade da empresa na obtenção dos dados e planejamento das ações de recuperação e contenção.

A ANP, devido ao acidente irá rever as leis e as fiscalizações aplicadas às empresas que atuam na prospecção de petróleo no Brasil. Uma maior fiscalização e um plano de emergencial de remediação e contenção de acidentes deve ser estipulado para evitar que acidentes como este, ou até catástrofes piores, venham a acontecer. 

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