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domingo, 8 de julho de 2012

Chemcar - Que tal a ideia para sua Universidade?

Modelo de carro construído para a competição Chem-E Car
Você já ouviu falar na Fórmula SAEFórmula Baja ou na Competição Brasileira de Robótica? São competições nas quais alunos, em geral graduandos em engenharia mecânica e mecatrônica,  competem em equipes para projetar o melhor carro ou robô. Sempre me perguntei se existia algo do gênero para estudantes de engenharia química até encontrar o Chem-E Car.

Difundida nos EUA e em alguns países da Europa a Competição Chem-E Car desafia equipes de estudantes de engenharia química a projetarem um pequeno carro movido a reações químicas. O objetivo é usar a criatividade e aproveitar a energia das reações mais diversas para mover os carros. Os modelos são muito diferentes entre si e utilizam diversos conceitos diferentes para promover o movimento dos protótipos. A competição é promovida  nos EUA pela AIChE.

Que tal levar essa ideia para sua Universidade!? Para quem quiser saber mais sobre a competição, pode ver as regas aqui. Abaixo segue também um vídeo mostrando um pouco mais sobre a competição e os carros projetados.




Referências: AIChE

sexta-feira, 6 de julho de 2012

ACHEMA mostra tendências da Engenharia Química

Em junho, simultaneamente ao RIO+20, aconteceu a 30ª edição do ACHEMA. Trata-se de um evento mundial da indústria de processos que ocorre de três em três anos na Alemanha. O evento é um importante congresso e exposição que serve como plataforma de lançamento de tendências e tecnologias do setor, com cerca de 4.000 expositores e 170.000 visitantes. 

Infelizmente não pude ir até a Alemanha participar do evento, porém, seguem algumas das tendências observados na feira este ano, as quais foram listadas pelo site Process-WorldWide:

Mega Plantas
Em países emergentes como Índia e China, assim como na Península Arábica, estão surgindo mega plantas  químicas com objetivo de fornecimento em escala mundial. Esta tendência ocorre principalmente com fabricantes de commodities, como fertilizantes ou plásticos primários, os quais estão buscando se estabelecer em locais com abundância de matérias-primas. Um exemplo disto é a mega planta química que está sendo construída pela join-venture da DOW com a Saudi-Aramco na Arábia Saudita

Construção de plantas químicas modulares
Em contrapartida às mega plantas, fabricantes da indústria de química fina e de especialidades estão buscando projetos mais rápidos, mais baratos e flexíveis. Dessa forma, temos as mais renomadas e importantes empresas buscando formas mais compactas e eficientes para a implementação de processos químicos. Outro termo comum  de se ouvir neste tipo de projeto é a intensificação de processos, buscando maior eficiência em um espaço ocupado cada vez menor menor. 

Intensificação de processos
Esta é uma tendência ainda muito discutida. Trata-se de projetos de integração de processos, visando uma melhora nas transferências de massa e energia, assim como um melhor aproveitamento dos recursos e a compactação de equipamentos e processos. Além disso, nota-se o surgimento de equipamentos inteligentes que combinam as operações básicas, diminuindo a quantidade de equipamentos e buscando uma maior eficiência do processo.


Processos energeticamente eficientes
Eficiência energética é um tema importantíssimo, já que muitos processos consomem grandes quantidades de energia. Empresas maiores e de renome já aplicam técnicas para integração e reaproveitamento energético, afim de obter a máxima eficiência no consumo de recursos. Para obter processos ainda mais eficientes, tem-se procurado melhorar a gestão entre os processos e a cadeia produtiva, buscando uma maior sinergia entre as unidades de produção situadas no mesmo local. Por exemplo, parques de produtos químicos, com suas infra-estruturas centralizadas.

Plantas químicas digitais
Outra tendência é a construção de plantas químicas digitais para cada planta real. Esta ideia, baseia-se em softwares de simulação, desenho 2D e 3D auxiliando a reduzir o tempo de desenvolvimento de projetos pela metade, assim como facilitando projetos de otimização. 

Controle de emissão de CO2
A determinação de emissões poluentes na fase de projeto de uma indústria é uma tarefa complicada e imprecisa, porém isto tem se tornado cada vez mais importante. Tem-se observado cada vez mais a emissão de CO2, não apenas no processo em si, mas na cadeia produtiva e de transporte como um todo. A análise do impacto climático da produção de produtos deve crescer para os próximos anos. Metas de redução  da emissão de gases do efeito estufa e projetos para a utilização de créditos de carbono tem pressionado e incentivado a indústria a reduzir as emissões e buscar alternativas energéticas.

Mudança de matérias-primas:
Algumas matérias-primas são essenciais para a indústria, porém tem crescido a consciência de que estes recursos são finitos. Dessa forma, uma outra tendência é a implementação e estudo de diferentes fontes de matérias primas. Óleo mineral e carvão, os quais ocupam a base da produção, devem  perder lugar para o gás natural. A utilização de biomassa deve aumentar, assim como estudos para aperfeiçoamento de sua utilização. Um exemplo disso são os plásticos verdes e a geração de energia por biomassa, os quais buscam uma alternativa renovável para produção de produtos e energia.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Mova seu carro com gás de esgoto

Estação de Tratamento de Franca-SP
Na onda da Conferência RIO+20, o Entropia traz uma interessante tecnologia que está sendo instalada na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da cidade de Franca (SP). Trata-se de uma forma de aproveitar o biogás desperdiçado no processo de tratamento dos efluentes para gerar combustível para automóveis e energia elétrica.

A experiência é fruto da parceria da Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) com o Instituto Fraunhofer, da Alemanha. O investimento estimado é de R$ 6 milhões, sendo que R$ 5,1 milhões serão aplicados pelo governo alemão por meio da Iniciativa Internacional de Proteção Climática, do Ministério do Meio Ambiente. Um biodigestor vai captar e processar diariamente 2.700 m³ de biogás, o qual será convertido em 1.800 m³ de biometano ou gás natural veicular (GNV), que tem o mesmo poder calorífico da gasolina. O grande diferencial do projeto será o tratamento realizado no gás, o qual passará por purificações diversas vezes para não exalar mau cheiro ou danificar o motor dos veículos.
 
Como o projeto é experimental, inicialmente o combustível abastecerá 49 veículos da estatal paulista. Segundo estimativa da organização ambiental World Resources Institute cada litro de gasolina emite cerca de 2,28 kg de CO2, dessa forma o projeto levará a uma redução da emissão anual de 1,5 milhão de toneladas de dióxido de carbono e economia de 1800 litros de gasolina por dia.
 
Na Alemanha esta tecnologia tem sido aplicada para aumentar a participação de energia limpa na geração de eletricidade, e assim ajudar na substituição das usinas nucleares, que encerrarão as atividades até 2022, conforme anúncio feito pelo governo alemão.

A tecnologia é viável para qualquer cidade com mais de 20 mil habitantes, segundo Werner Sternad, pesquisador do Instituto Fraunhofer. Em São Paulo, por exemplo, existe a geração de aproximadamente 5 mil m³ de biogás por hora que poderiam ser convertidos em combustível ou eletricidade, em vez de realizar a simples queima do gás, como é feito atualmente.

Estação de cogeração de energia da ETE Arrudas - MG
O biogás sem o tratamento para atuar no motor de veículos também pode ser utilizado para a geração de energia elétrica. Recentemente a COPASA inaugurou uma estação de cogeração de energia na ETE de Arrudas (MG), que aproveitará o rejeito gasoso para gerar 90% da energia que a estação de tratamento requer e ainda aproveitar o calor gerado para melhorar a eficiência dos biodigestores.

Gerar combustível ou energia dos esgotos é realmente muito interessante, por integrar soluções e buscar a maior eficiência energética. Não é apenas o tratamento do esgoto que libera biogás, sendo outra importante fonte desse gás os aterros de lixo. O Aterro dos Bandeirantes, em São Paulo por exemplo, tem potência de 20 MW de energia elétrica, sendo um dos 4 projetos em aterros brasileiros que geram energia através do aproveitamento do biogás.

Soluções que integrem formas corretas de descarte de lixo, tratamento de esgotos e geração de energia são exemplos de tecnologias para obtenção de uma matriz energética mais diversificada e sustentável. Porém, estas iniciativas ainda representam um baixo incentivo para sua ampla utilização, sendo encontradas apenas em aterros e ETE's de referência. Um dos principais entraves é a falta de investimento na coleta e descarte correto dos resíduos, assim como do tratamento dos efluentes.

Referência: Revista National Geographic Brasil (2012, ed147-A)

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Inovação Aberta

Ser inovador é essencial para uma empresa se manter no mercado. A dificuldade de se manter competitivo frente aos concorrentes e fidelizar clientes é cada vez maior, necessitando de um ambiente dinâmico, criativo e com foco no mercado. Em busca disso, uma série de especialistas traçam métodos de criar um ambiente que valorize a inovação. Neste contexto surge a Inovação Aberta, um conceito que tem aumentado muito nos últimos anos e que muda a forma das empresas gerenciarem suas tecnologias proprietárias e interagirem com os consumidores

Primeiro vamos definir o que é Inovação. Trata-se da criação de algo novo ou da aplicação de uma tecnologia existente para uma finalidade ou de uma forma completamente nova, mas sempre de forma que exista uma aplicabilidade comercial. Embora algumas empresas não tenham esta preocupação, observa-se que as empresas mais sólidas, duradouras e rentáveis buscam inovar sempre.

É comum vermos o modelo de inovação fechada, no qual toda pesquisa ocorre em laboratórios sigilosos e é lançada ao mercado sob rígidas patentes. Porém, fatores como alta rotatividade de profissionais qualificados, busca de novas fontes de ideias focadas no mercado consumidor e maior eficiência dos processos de inovação, levaram a formulação de uma maneira diferente de buscar novas ideias, a qual chamou-se de inovação aberta, ou do termo comum em inglês Open Innovation.

O termo trata de gerar inovação de uma forma diferente da habitual, incorporando e desenvolvendo conhecimentos e ideias de origem externa à empresa. A troca de informações da empresa com os consumidores, além de ser uma valiosa fonte de ideias, gera uma maior aproximação com o público e auxilia em processos de fidelização e fortalecimento da marca. Algumas vezes esta prática ocorre inclusive entre empresas concorrentes, fortalecendo-as no mercado com a troca de ideias. Por exemplo, pequenas e médias empresas que ao se ajudarem podem se tornar mais competitivas no mercado dominado por companhias maiores e com mais recursos.

As formas de realizar Open Innovation são muitas, assim como suas vantagens. A melhor forma de mostrar como o conceito é aplicado na prática é mostrando alguns casos de sucesso.

Natura
A empresa conta atualmente com 50% do portfólio de projetos proveniente de inovação aberta. O modelo busca uma estreitamento da empresa com a pesquisa acadêmica através do Programa Natura Campus de Inovação Tecnológica. O programa estabelece uma rede de inovação tecnológica com universidades e centros de pesquisa através de parcerias e financiamentos de projetos.


Battle Of Concepts
Trata-se de um site com o intuito de estimular a prática do conceito de Open Innovation, formando um elo entre empresas e jovens talentos. Uma empresa lança no site uma questão ou desafio, a qual é explicitada na forma de uma pergunta básica sobre o problema que esteja enfrentando. A partir disto, qualquer estudante universitário ou jovem profissional com formação universitária com idade de até 30 anos, pode enviar uma ideia conceito para o desafio. Já anunciaram desafios empresas conceituadas (Ex: Ambev, Natura, Philips, Whirlpool, Promon, entre outras) com premiações de até R$ 15000,00 às principais soluções. Visite o site do Battle of Concepts

Fiat Mio
Trata-se de um carro conceito desenvolvido pela Fiat, porém este carro foi desenvolvido através das ideias de internautas. Basta se cadastrar e site do projeto e enviar as ideias de como seria o carro do futuro. O projeto foi para frente e o carro foi desenvolvido e exposto no salão do automóvel. O mais interessante é que o projeto inteiro foi registrado como Creative Commons, ou seja, o projeto é aberto e pode ser redistribuído. Este tipo de projeto ajuda a empresa a entender as expectativas dos consumidores e traçar as tendências do mercado, além de ser ótimo para o marketing.

Referências: UC Berkeley

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Siemens sai do ramo de equipamentos nucleares

A empresa Siemens, declarou que abandonaria o ramo de equipamentos para geração de energia nuclear. Isto gerou grandes dúvidas em relação a usina de Angra 3, alternativa brasileira de energia nuclear que utilizará os equipamentos da multinacional alemã, que estão encaixotados a mais de 25 anos esperando sua implementação.


A Siemens tomou esta decisão após o acidente nuclear da usina de Fukushima e do projeto da primeira-ministra alemã Angela Merkel, que visa a desativação de todas as usinas nucleares alemãs até 2022. Segundo o Peter Loescher, diretor presidente da empresa alemã este é o "projeto do século". Dessa forma a companhia vê uma mudança no rumo dos negócios da energia nuclear, já que, naturalmente a Alemanha era um grande cliente, sendo que suas 17 usinas foram construídas com equipamentos  da empresa.

Já a Eletronuclear, estatal responsável por Angra 3, diz que saída da empresa alemã do ramo nuclear não impactará na nova usina brasileira e na manutenção de Angra 1 e 2, as quais também utilizam equipamentos Siemens.

De acordo com as informações da Eletronuclear, todos os equipamentos e serviços ainda necessários serão fornecidos pela estatal francesa Areva, empresa que tinha uma join-venture com a empresa alemã até 2009 para o setor nuclear.

Estas notícias preocupam a respeito das nossas usinas nucleares. Afinal, este tipo de energia é altamente perigoso se não houver uma busca de excelência processual, segurança e manutenção nas usinas. Espera-se que a Eletronuclear tenha a responsabilidade de manter as usinas em perfeito funcionamento e não ignore as mudanças em relação a Siemens, já que é a fornecedora principal do equipamento e tem o know-how de manutenção e suporte. 


domingo, 14 de agosto de 2011

Aprenda a Fazer - Células Fotovoltaicas

Nos últimos dias estava participando de um evento de Engenharia Química do qual tenho um grande carinho, a Semana de Engenharia Química da Unicamp (14ª SEQ). Em uma de suas palestras, cujo tema era células fotovoltaicas, aprendi uma forma de produzir uma célula deste tipo utilizando poucos recursos! 

Isso mesmo! Podemos reproduzir o efeito fotoelétrico. Claro que isso é só uma amostra pequena do potencial da tecnologia de obtenção de energia elétrica através da luz solar. A geração através da radiação solar está cheia de prós e contras. Porém já existem casos  de sucesso, comprovando que este modelo de geração é uma opção extremamente válida como fonte energética apesar de ter algumas limitações. Mas isso fica para outro post, por hoje vamos aprender a fazer uma Célula de Grätzel.

Para começar vamos entender do que estamos falando. Células fotovoltaicas são peças componentes de painéis capazes de captar a energia solar e transforma-la em energia elétrica através do efeito fotoelétrico. Este efeito é observado em alguns materiais quando estes são submetidos a uma determinada frequência de luz, que  carrega energia quantizada na forma de fótons. Estes fótons colidem com o material e fornecem energia para os elétrons da camada de valência, que quando suficientemente excitados são "liberados" formando uma corrente elétrica.

¹As células geralmente são feitas de materiais semicondutores, como o silício. Porém estes materiais não apresentam um custo atrativo. Pesquisas tem sido feitas para encontrar materiais alternativos mais baratos, como, por exemplo, as células solares orgânicas, também conhecidas pela sigla DSC (Dye-Sensitized Solar Cells - células solares sensibilizadas por corantes). A célula de Grätzel é um exemplo disso.


Mãos a obra
Indo ao que interessa e objetivo do post, a construção da nossa célula !
² ³Materiais necessários para confecção da Célula:
  • 2 Laminas pequenas de vidro (mais ou menos 2cm x 4cm)
  • TiO2 (Dioxido de Titânio) (possível comprar em farmácias de manipulação, lojas de corantes)
  • Grafite (Pode ser de um lápis)
  • Corante ("Dye") - pode ser uma xícara de chá forte também
  • Eletrólito (Solução de Iodo)
Podemos dividir o procedimento em 4 etapas:

1) Preparação do Eletrodo Negativo (-)
      a) Limpar as laminas de vidro com água e uma escova e depois secar com um pano ou secador;
      b) As duas laminas, preferencialmente devem ter um lado coberto por uma camada condutora de SnO
2 (como alguns vidros utilizados em visores de geladeira, veja artigo). Você pode verificar o lado condutor com um multímetro, medindo a resistência elétrica do mesmo;
      c) Coloque a lamina com
a superfície condutora para cima e fixe-a com uma fita adesiva;
    d) Coloque a solução/pasta de TiO2 na superfície descoberta das laminas e espalhe na superficie de modo a obter um filme fino e homogenio;
     e) Seque com um secador a solução de TiO2 até que a umidade restante tenha evaporado. 

     f) Retire a fita adesiva da lamina com cuidado e sem tocar na parte em que foi colocado o TiO2;
     g) Coloque a lamina num forno a alta temperatura, para "cozer" o filme de TiO2.


2) Preparação do Eletrodo Positivo (+) 
     a) Limpar a outra lamina de vidro com a camada condutora e transparente com água e uma escova. Após a limpeza seque com um pano ou um secador;
      b) Determine o lado condutor da lamina com o multímetro (medir a resistência);
      c) Coloque na superfície condutora da lamina de vidro uma camada de grafite com o lápis. A superfície do vidro deverá ficar escurecida.

3) Colocação da solução colorida no eletrodo negativo(-)
     a) Depois de o eletrodo negativo estar frio, é necessário "pintá-lo" com a solução colorida (chá) anteriormente preparada;
        b) Coloque o eletrodo na solução colorida de forma a cobrir completamente o eletrodo;
    c) Depois de 5 minutos retire o eletrodo da solução. O eletrodo deverá ficar com uma cor vermelho/violeta;
       d) Limpe com muito cuidado o eletrodo da solução colorida que se encontra nas bordas da lamina;
      e) Seque com o secador o eletrodo.
 4) Montagem da Célula fotovoltaica
       a) Junte os dois eletrodos, utilizando um clipes. A camada de TiO2 ativada com o corante tem que estar em contato com a camada de grafite. Para mais tarde ligar os cabos elétricos à célula fotovoltaica, é necessário montar os eletrodos desfasados;
        b) Para "ativar" a célula fotovoltaica, coloque uma gota de eletrólito na célula fotovoltaica (Solução de Iodo);

       c) Para observar o funcionamento da célula, ligue a célula ao multímetro e meça a corrente elétrica. Vai observar que a tensão vai aumentar lentamente.

Abaixo segue um esquema do funcionamento geral da célula.
 Para entender melhor como funciona a célula de Grätzel, assim como a reação por traz da geração de energia elétrica, veja o artigo publicado pela Revista Brasileira de Ensino de Física.
                  ² Ciência Viva
                  ³ Engenharia na prática

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Widget - Tabela Periódica

A internet tem crescido de forma exponencial, e seguindo esta onda surgiram uma infinidade de aplicativos e complementos que incrementam a web com uma gama de funcionalidades e interatividades com os usuários. 

Estava pesquisando material para o blog e encontrei um widget que segue essa linha e tem tudo a ver com o Entropia Livre. Uma tabela periódica interativa, basta passar o mouse em cima do elemento! Achei legal  compartilhar este achado... clicando em "get widget" você pode copiar o código e utiliza-lo onde quiser.

até mais!



                                                                                                 Dica de: Blog Bruno's Chemistry

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Carros Elétricos: A quantas anda esta ideia?

 O futuro chegou! Parecia que a era dos Jetsons nunca chegaria, mas pelo menos no que trata-se de carros movidos a eletricidade podemos dizer que agora é a hora! Pode ser difícil acreditar que as grandes montadoras e principalmente as empresas produtoras de petróleo permitam o desenvolvimento desta tecnologia. Porém o paradigma está mudando e diversos protótipos tem saído do papel, disputando uma vaguinha no competitivo mercado automotivo.  Por mais que essa seja uma tarefa árdua, através do incentivo de alguns países, já existem modelos de veículos elétricos que conseguiram espaço e força através da forte causa ambiental.


De fato, falar sobre carros elétricos hoje é uma tarefa extremamente difícil, já que uma infinidade de materiais tem surgido junto com uma variedade de projetos e concepções. Mas, procurarei dar uma visão geral sobre os principais projetos e modelos já prontos no mundo hoje, mostrando que os carros elétricos vieram e querem ficar!

Inicialmente vamos dividir os modelos em 3 tipos principais de plataformas tecnológicas: híbridos, células a combustível  e puramente com baterias. Essas plataformas se referem a forma como a corrente elétrica é gerada e armazenada para atuação no motor elétrico que faz o veículo andar.

Híbridos
Nesta classe de veículos, ainda há participação do motor a combustão, porém este exerce uma função interna, sendo responsável pela partida e recarga das baterias através de um gerador acoplado. No entanto o movimento do veículo é principalmente através de um motor elétrico. Alguns modelos utilizam os dois motores (elétrico e combustão) para uma melhor eficiência do veículo. O sistema chega a prover uma redução de 50% das emissões de CO2 e uma economia de combustível realmente significante.

Puramente com baterias 
Nesta plataforma o veículo é alimentado através de um conjunto de baterias que podem ser recarregadas através da rede elétrica ou outra fonte externa, além de recuperarem parte da energia através de um sistema de frenagem diferenciado, que aproveita a energia cinética do veículo para conversão em energia elétrica.

Células a combustível
Nesta tipo de tecnologia a energia elétrica é gerada através de células eletro-químicas que convertem a energia de ligação de algumas substâncias em eletricidade através de processos eletro-químicos. Geralmente para este tipo de processo se utiliza gás hidrogênio como combustível para reação. A transformação é limpa e pode se tornar uma importante forma de geração de energia elétrica no futuro.

Os modelos que mais tem se mostrado economicamente viáveis são os os híbridos, sendo já realidade em alguns países, como é o caso por exemplo do Toyota Prius, comercializado desde 1997 no Japão e ganhando uma série de outros países ao longo dos anos, além desse modelo os híbridos Ford Fusion Hybrid (previsão de lançamento em novembro no Brasil), Honda Insight e Chevrolet Volt também estão presentes no mercado mundial de carros elétricos. 



Atualmente modelos utilizando a plataforma puramente baseada em baterias (100% elétrico) tem lutado contra barreiras tributárias para se tornar economicamente viáveis e serem aceitos no mercado. Como é o caso do Nissan Leaf, que deve chegar ao mercado brasileiro com um preço nada competitivo, já que infelizmente o governo não tem tomado medidas de incentivo a estas tecnologias verdes. Nessa mesma linha temos também o Renault Fluence Z.E e o Novo Ford Focus Eletric. 




Já as iniciativas baseadas em células a combustíveis mostram excelentes resultados, porém são freados devido a barreira tenológica para produção do gás hidrogênio, inviabilizando economicamente a tecnologia por enquanto. Porém alguns protótipos tem ajudado a desenvolver e dominar a tecnologia de forma segura e eficiente, havendo testes em escala piloto. Como por exemplo a substituição de uma pequena frota de ônibus a combustão por ônibus a hidrogênio em algumas cidades como São Paulo e Porto (Portugal).

Acredito que nos próximos anos veremos muitos modelos de novos carros elétricos e a inserção de pequenas frotas empresariais destes veículos para um fortalecimento da imagem de responsabilidade ambiental. Porém é necessário que os governos comecem a pensar, se interessar e agir buscando incentivos ao veículo elétrico. Mudanças na legislação, tributos e infra-estrutura são necessárias para suprir a nova demanda decorrente da implementação em larga escala dessa tecnologia. Essa indisposição dos governantes mostra claramente a influência das petroquímicas e da estratégia do etanol brasileiro. No entanto é necessário uma visão mais ampla e futurística, para que o Brasil não fique mais uma vez atrás, seguindo a contramão do desenvolvimento tecnológico mundial e consiga se consolidar como um país que pensa na preservação ambiental.

FONTES : ¹ABVE - Associação brasileira de veículos elétricos ;   ² Eco4planet   


quarta-feira, 11 de maio de 2011

Quer carregar seu celular com água?

Estou devendo um post que explique o que são e o potencial que tem as pilhas a combustível. Enquanto um post mais geral não vem, partilharei com vocês uma das inovações que surgiram com o uso desta tecnologia fantástica: o carregador de aparelhos elétricos a base de água!

Sim! É isso mesmo! A Sueca My FC criou um dispositivo que utiliza água para produzir corrente elétrica para realizar recargas em aparelhos eletrônicos como celulares, camêras fotográficas, filmadoras, lanternas, GPS, dentre outros aparelhos que possuam bateria e  um cabo USB para conectar com o novo dispositivo.

O dispositivo tem um design moderno e tamanho reduzido. Funciona através de células a combustível, nas quais o combustível é a água, ou melhor dizendo, o Hidrogênio que compõe a molécula da água. A célula que compõe o carregador utiliza como eletrólito uma membrana polímérica (PEMFC). 

O PowerTrekk, como foi batizado o carregador, irá custar cerca de 148 euros, segundo notíciou o jornal britânico The Independent. Mas por enquanto ele ainda não está nas prateleiras das lojas. A empresa pretende atingir principalmente pessoas que pratiquem esportes radicais ou que viajem para lugares distantes, nos quais muitas vezes não há energia elétrica. 

Em breve postarei sobre como é o funcionamento básico das células combustíveis e alguns casos de sucesso do uso da tecnologia. Se quiserem descobrir mais sobre o uso de células a combustíveis acessem o site  do carregador PowerTrekk e confiram o video do corregador em funcionamento.

Vejam também outros tipos de células a combustível, como o caso do celular movido a açucares

Até mais!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Até onde o Google irá?

Como é possível uma empresa que começou do trabalho de 2 alunos de doutorado em um garagem se tornar uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. Além de conquistar em pouquíssimo tempo o inconsciente das pessoas, sendo sinônimo de busca de informação e uma marca extremamente poderosa.

Chega a assustar a influência que o Google adquiriu no cotidiano das pessoas. Inicialmente começou com um poderoso motor de busca que botou os concorrentes em segundo plano, passando a ser a principal fonte de informação, já que toda busca por informação começa em um buscador quando não se sabe aonde a informação está. Depois surgiu o serviço de email Gmail, os aplicativos, o google maps, o tradutor e toda uma cadeia de serviços de internet que fazem parte do dia a dia das pessoas. 

A empresa seguiu a tendência de realizar diversas aquisições. Na internet se tornou dona da rede social Orkut, a rede de blogs do Blogger, o famoso site de vídeos Youtube, dentre outros. Mas o Google não ficou só na internet, entrando de cabeça no mercado de telefones portáteis, softwares, mapeamento via satélite e terrestre e etc.

Mas até onde o Google irá em sua saga pelo domínio da tecnologia e presença em toda cadeia de informação e comunicação? 

Soube recentemente que a empresa está ampliando ainda mais seus ramos de atuação. Em outubro de 2010 começou a desenvolver uma tecnologia que permite veículos terem autonomia, de forma que consigam dirigir por si sós, sem a interferência do condutor.

“Nossos carros automatizados usam câmeras de vídeo, sensores por radar e um telêmetro por laser para ‘ver’ o tráfego, assim como mapas detalhados para navegar pelas estradas”, escreveu o engenheiro de software Sebastian Thrun.

Claro que a tecnologia é nova e ainda precisa de ajustes. Mas nos leva a questão da onde o Google quer chegar..Será que eles querem dominar o mundo e se tornarem o Big Brother que vê tudo? Só o futuro dirá!

Segue um video da vista interna do carro em operação!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Comissão do Futuro

Miguel Nicolelis - Foto: Arquivo MCT
 O Ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Aloizio Mercadante, começou seu mandato com a criação da chamada Comissão do Futuro. Trata-se de uma comissão de estudos com o objetivo de traçar os rumos da ciência e inovação no país a longo prazo.


A Comissão, será formada por cientistas, educadores, filósofos e nomes de relevância mundial nos campos da ciência e do pensamento.


São 21 membros (veja lista abaixo), entre cientistas brasileiros e internacionais, presididos pelo neurocientista Miguel Nicolelis.

Nicolelis é um dos cientistas brasileiros de maior prestígio internacional e criticou duramente a indicação de Mercadante para o MCT em recente entrevista. Desde que tomou posse, aparentemente o Ministro tem feito todos os esforços para tentar se situar em uma área científica - sua agenda tem sido lotada com visitas a inúmeros centros de pesquisa ao redor do país.


"Faremos um relatório que será apresentado ao governo. Mas o objetivo da comissão será pensar e propor caminhos, metas e diretrizes de longo prazo para a ciência. Será algo inédito na história científica do Brasil", disse Nicolelis, por telefone. O neurocientista é professor da Universidade Duke, na Carolina do Norte (EUA).

"Queremos discutir o futuro antes que o futuro nos discuta, antes que sejamos ultrapassados por ele", explicou Nicolelis. "A intenção é fazer as pessoas discutirem ciência neste país como discutem futebol," complementou.

Comissão do Futuro da Ciência Brasileira
  • Presidente: Miguel A. L. Nicolelis, Duke University e ELS-IINN
  • Alan Rudolph, Biólogo, International Neuroscience Foundation, EUA
  • Alexander Triebnigg, Médico, Presidente da Novartis, Brasil
  • Conceição Lemes, Jornalista, Brasil
  • Débora Calheiros, Pesquisadora, EMBRAPA, Brasil
  • Jon H. Kaas, Neurocientista, Vanderbilt University, US National Academy of Science, EUA
  • Luiz A. Baccalá, Engenheiro, Escola Politécnica, USP, Brasil
  • Luiz Belluzzo, Economista, Professor Emérito UNICAMP, Brasil
  • Mariano Sigman, Neurocientista, Universidade de Buenos Aires, Argentina
  • Marilena Chauí, Filósofa e Professora, USP, Brasil
  • Mariluce Moura, Jornalista, FAPESP, Brasil
  • Mauro Copelli, Físico, UPFE, Brasil
  • Patrick Aebischer, Neurocientista, Presidente da École Polytechnique Fédérale de Lausanne, Suíça
  • Ricardo Abramovay, Cientista Político, FEA-USP, Brasil
  • Robert Bishop, Cientista Computacional, ex-CEO da Silicon Graphics, EUA
  • Ronald Cicurel, Matemático e Filósofo, Suíça
  • Selma Jerônimo, Médica-Pesquisadora, UFRN, Brasil
  • Stevens Rehens, Biólogo, UFRJ, Brasil
  • Thereza Brino, Educadora em Tecnologia da Informação, Brasil
  • Victor Nussenzweig, Médico, New York University, Brasil/EUA
  • William Feiereisen, Cientista Computacional, Intel, EUA
FONTE: Estadão

sábado, 12 de março de 2011

Cientistas desenvolvem material forte como aço e moldável como plástico

 Cientistas da Universidade de Yale, nos EUA, desenvolveram um novo material com características desejadas por décadas por todo cientista de materiais: resistência de aço e facilidade de moldagem como um plástico. 

Trata-se de uma liga de metais, como zircônio, titânio, níquel e cobre, que formam materiais amorfos e  que não possuem uma estrutura cristalina como a de metais comuns. Com átomos dispostos aleatoriamente e baixa taxa crítica de resfriamento, a liga pode ser moldada pelo sopro assim como o plástico, substituindo o processo tradicional de modelagem de metal, que possui três fases (elaboração, fundição e acabamento). As ligas amorfas criadas pelos pesquisadores estão sendo denominadas como  bulk metallic glasses (BMGs).

 A vantagem  dos BMG's está no custo de processamento, muito inferior ao do aço e o tempo de moldagem muito reduzido. A descoberta do novo material pode implicar em uma evolução das aplicações de peças metálicas complexas. O pesquisador Jan Schroers e sua equipe fabricaram uma grande variedade de formas e dispositivos usando BMGs e a nova técnica de processamento, como garrafas, caixas, implantes biomédicos, sistemas microeletromecânicos (MEMS) e giroscópios, mas dizem que é apenas o começo

A descrição do novo material e da nova técnica e processamento pode ser vista no periódico online de desenvolvimento de novos materiais Materials Today.Veja também a reportagem na revista Exame.

Quer fazer um diagrama P&ID no Google docs?

Um interessante site sobre engenharia química, em inglês, disponibiliza diversas ferramentas on-line para os estudantes e profissionaisde engenharia química. Fiquei surpreso em encontrar entre os aplicativos de desenho, uma forma de construir diagramas de processo (PFD) e diagramas de instrumentação (P & ID) no Google Docs. 

Não bastava a ferramenta do google poder criar documentos de texto, planilhas e apresentações on-line, permitindo edição simultânea entre diversas pessoas que compartilham o documento . Agora o site The Engineering ToolBox forneceu uma ferramenta incorporada aos desenhos do Google Docs para você criar diagramas PFD e P&ID e poder editá-los on-line e simultanêamente.

Basta acessar sua conta do google e clicar no link do tipo de diagrama que se esta interessado no site do projeto, ou clicando aqui. Após isso, basta clicar na barra de ferramentas do google Docs em Arquivo >> Fazer uma cópia... e dar "OK". Após esse procedimento surgirá um outro diagrama editável para você reconstruir conforme sua necessidade
Diagrama P&ID no google docs feito pelo site The Engineering Toolbox

Visite o site The Engineering Toolbox e veja outras ferramentas úteis pra o trabalho de estudantes e profissionais de Engenharia Química.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Conheça cinco países que mais investem em energia renovável no mundo

Reportagem retirada do blog EcoDesenvolvimento.org
O ser humano não vive mais sem energia, porém, isso não significa que para utilizá-la ou fabricá-la seja necessário poluir. Energias limpas são alternativas sustentáveis que podem suprir e movimentar a economia.

De acordo com o Instituto para Diversificação da Energia (IDEA), em 2020, cerca de 42,3% do total da geração de eletricidade virá de fontes renováveis. Leia, abaixo, a lista dos cinco países que mais investem em energias alternativas do mundo:

energia solar
As placas fotovoltáicas são uma alternativa limpa de gerar energia / Foto: jssz

Espanha
O país se tornou o maior produtor mundial de energia solar térmica em meados de 2010, com 432 MW instalados. Ele é o segundo na Europa com maior capacidade de geração energética com placas fotovoltaicas, podendo produzir mais de 3.400 MW.

Atualmente, existem mais de 16 projetos de energia solar em construção e outros 20 em processo de análise.

A Espanha também dá largos passos na produção de energia eólica. Atualmente, possui projetos que produzem 727 MW e a capacidade instalada de geração eólica ultrapassa os 19.000 MW.
 
Portugal
energia da onda do mar
Portugal desenvolveu um sistema capaz de gerar energia através das ondas do mar / Foto:Divulgação

A capacidade instalada de geração de energia limpa no país cresceu mais de três vezes de 2004 a 2009 com o Pelamis Wave Power, primeiro parque de geração energética a partir das ondas do mar – de 1,220 MW para 4,307MW.

As fontes renováveis são responsáveis por 17% de toda a energia produzida em Portugal. Desse percentual, 56,6% provém das hidroelétricas, 33% das eólicas, 7,5% da biomassa e o restante da a produção fotovoltaica, biogás e resíduos sólidos urbanos.

Portugal pretende chegar a 2020 com 45% de toda sua produção energética bruta vinda de fontes renováveis.

China
A China possui a maior quantidade de turbinas eólicas em operação do mundo (50%) e o responsável por isso foram os altos investimentos para projetos internos. No primeiro semestre de 2010, Pequim chegou a investir 10 bilhões de dólares no setor; a metade do que o resto do mundo junto investiu (20,5 bilhões de dólares).

A previsão é que o país chegue a produzir mais 375 GW em 2020, com o investimento acumulado de 620 bilhões de dólares.
energia e�ica
A energia dos moinhos de vento são bastante utilizadas hoje em dia / Foto: ras263

Índia
O governo indiano lançou no início de 2010 um plano de 19 bilhões de dólares para gerar 20.000 MW de energia solar até 2022. Para que a chamada Missão Solar Nacional funcionasse, a Índia criou um sistema que obriga às empresas distribuidoras de energia a comprar uma quantidade determinada de energias renováveis, o Renewable Purchase Obligation (POR).

Alemanha

A energia renovável na Alemanha representa 16% da produção total. O governo alemão pretende que esse percentual chegue a 80% em 2050, e os incentivos fiscais para alcançar essa meta não são poucos.

Nos próximos anos o país deve receber um investimento de cerca de 6,62 bilhões de dólares, que deverão servir para projetos de parques eólicos off-shore (fora da costa). Além disso, outros 1 bilhão de dólares devem sair do bolso da Vattenfal, produtora de aerogeradores, para construir uma fazenda com capacidade instalada de 288 MW, em 2012.

A energia limpa no país traz outros benefícios, como a geração de novos empregos para a população, com 300 mil vagas já criadas na última década. 

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Combustíveis fósseis serão os mais consumidos até 2030, diz Ipea

Três formas de energias: Solar, eólica e Biomassa
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) diz que o Brasil precisa estabelecer uma meta para consolidar uma matriz de energia limpa usando os avanços em biocombustíveis e outras fontes alternativas. Mas sabe que isso precisa de mais financiamentos.

Isso está no relatório “Energia e Meio Ambiente no Brasil” que reconhece o potencial do nosso país, mas destaca a necessidade de mais investimentos em pesquisas e projetos que ainda são vistos como “sacrifício para a economia”, quando deveriam ser tidos como uma política de “responsabilidade social e ambiental”.

O estudo até sugere estímulos como subsídios e isenções fiscais para os biocombustíveis competirem com derivados de petróleo. Segundo o documento, o Brasil consome 25 bilhões de litros de etanol por ano (segundo dados de 2009) e que essa demanda deve chegar aos 60 bilhões em 2017. Mas ainda se espera que os combustíveis fósseis sejam mais consumidos até 2030 (com a ajuda do pré-sal, talvez).

As projeções, felizmente, apontam que a energia eólica e a gerada por resíduos sólidos também devem crescer. Esperamos que os estudos com algas e os leilões do governo possam dar resultados satisfatórios nessa procura da matriz “verde” perfeita.
 FONTE: Eco Planet

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Chinesa desenvolve bateria de celular movida a açúcar

Incrível a quantidade e a variedade de  pesquisas no mundo. Boas idéias, bem utilizadas para ser um passo para mudar o mundo e ganhar muito  dinheiro. Espero que esta nova bateria logo se torne uma realidade para o mercado, encontrei esta reportagem no portal da revista EXAME. 

São Paulo - A designer chinesa Daizi Zheng criou um telefone celular conceitual para a marca finlandesa Nokia, que pode ser alimentado por bebidas açucaradas. Como uma alternativa para a variedade de baterias de telefone celular, a bio bateria soa como uma solução plausível para diminuir a poluição causada pelas bateriais tradicionais dos aparelhos celulares ao fim de sua vida útil.

Zheng propõe que o telefone funcione com uma bateria que se alimenta de carboidratos (açúcar) e utiliza as enzimas como catalisador para gerar eletricidade. A bio bateria promete durar de três a quatro vezes mais em uma única carga, comparada às baterias de lítio convencionais, e pode ser totalmente biodegradável. Ao final da vida útil, a bateria  ecológica libera apenas água e oxigênio.

Fonte de energia para celular é baseado na decomposição de açucares por enzimas

 
A proposta é usar a bateria biológica para substituir a bateria tradicional e criar um ambiente livre de poluição. Para usar a bio bateria como fonte de energia do telefone, só é preciso ter uma bebida açucarada, como um refrigerante. Ao final de sua vida útil, a bateria ecológica libera apenas água e oxigênio.

Através de pesquisas em um projeto de desenvolver um telefone ecologicamente correto para a Nokia, Zheng descobriu que a bateria do telefone é uma fonte de energia cara e que consome recursos valiosos na fabricação, apresentando ainda problemas de descarte, já que sua decomposição é prejudicial ao meio ambiente.

FONTE: EXAME

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Braskem inaugura sua primeira fábrica de eteno a partir de etanol

A Braskem inaugurou no dia 24 de setembro, em Triunfo (RS), sua primeira fábrica produtora de eteno feito a partir de etanol de cana-de-açúcar com tecnologia desenvolvida pela empresa; e já anunciou que estuda implantar empreendimentos semelhantes no exterior. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve na inauguração. A fábrica vai produzir 200 mil toneladas de eteno "verde" por ano. As obras se iniciaram em abril de 2009 e terminaram em agosto de 2010. A planta já está operando com capacidade plena e entregará o polietileno, feito a partir do eteno, a partir de outubro. Cerca de 75% da produção já está contratada, sendo que em torno de 85% desse volume será destinado às exportações. Em vez do petróleo usado no processo tradicional, a empresa desenvolveu tecnologia para usar o etanol produzido de cana-de-açúcar. O álcool é transformado em eteno, e este em polietileno, plástico usado em sacolas de supermercados, frascos de produtos de higiene e beleza, embalagens de alimentos, entre outros produtos. 


    Segundo Bernardo Gradin, presidente da Braskem, a companhia estuda a possibilidade de uma nova fábrica no Brasil e negocia projetos semelhantes em outros quatro países, na Europa, América e Ásia. O executivo explicou que as unidades poderão ser construídas no exterior mesmo que a matéria-prima de abastecimento, o etanol, seja fornecido pelo Brasil. A Braskem investiu R$ 500 milhões no projeto, com recursos próprios e empréstimos. Gradin disse ainda que a demanda pelo produto já supera três vezes a capacidade da planta. Entre os clientes do plástico verde citados pela fabricante estão empresas como a Tetra Pak, Shiseido, Natura, Acinplas, Johnson & Johnson e Procter & Gamble. Por enquanto, a unidade será abastecida por 462 milhões de litros de etanol por ano adquiridos em São Paulo, Minas Gerais e Paraná e transportados por navios, trens e caminhões ao Rio Grande do Sul. O estado gaúcho não planta cana-de-açúcar e foi alvo de polêmica na elaboração do zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar, feito pela Embrapa e concluído em 2009, pois os estudos inicialmente identificaram o Estado como inadequado, principalmente por causa do clima mais frio, não favorável ao cultivo.

    Na versão final, o RS acabou tendo áreas consideradas aptas pelo zoneamento. A decisão do zoneamento é importante porque os órgãos financiadores públicos não podem emprestar recursos e o governo não pode subsidiar produtores instalados em áreas consideradas não aptas ao cultivo. Pesquisadores estão desenvolvendo variedades adaptadas ao solo e clima gaúchos.


sábado, 18 de setembro de 2010

Tecido em Spray

Algumas invenções podem revolucionar o mundo e gerar novos hábitos. Pode ser o caso, no futuro, da nova tecnologia desenvolvida em Londres, pelo estilista e pesquisador Manuel Torres, juntamente com um professor do Imperial College de Londres, Paul Luckham. Trata-se de um aerosol que ao ser borrifado na pele seca instantaneamente, formando uma espécie de tecido, possibilitando a criação de uma roupa sem costuras que pode ser lavada e vestida novamente.

Aplicação de tecido em Spray em modelo

O novo material é uma junção de pequenas fibras de tecido (lã, linho ou acrílico) com polímeros e um solvente que permite que ele seja aplicado na forma líquida. Após a aplicação, que pode ser feita com lata de aerossol ou um spray de alta pressão, o solvente se evapora. A textura pode ser alterada de acordo com o tipo de fibra usada e dependendo da forma de aplicação.

As aplicações para esta nova tecnologia não estão só no mundo da moda. Com este tipo de material e método seria possível se vestir através de um spray em 5 min, sem a necessidade de carregar malas quando fosse viajar. Pode-se ainda aplicar a tecnologia na produção de curativos em aerosol, muito útil principalmente para tratamentos de queimaduras, aplicação de remédios, estofados, dentre muitas outras aplicações que se possa pensar.

Veja a reportagem e um vídeo sobre o spray desenvolvido no site da BBC Brasil para maiores informações acerca da nova tecnologia.


domingo, 23 de maio de 2010

Funcionamento de uma Plataforma de Petróleo

Para aqueles que pretendem trabalhar com petróleo ou querem conhecer mais sobre a exploração desse importante recurso energético, vale a pena ver esses dois videos que fazem parte de um documentário sobre o funcionamento de plataformas de petróleo de Petrobrás.

Parte 1


Parte 2

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Nova tecnologia para produção de lentes

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas , desenvolveram uma forma de fabricar lentes mais baratas pra óculos e em dez minutos.

Dona Ozilda tem problemas de visão e sofre com isso desde criança. “Tontura, dor de cabeça, vertigem e muito mal-estar”, contou. Ela precisa trocar as lentes dos óculos, mas está preocupada porque o preço está acima do orçamento da família.

“Ficou muito caro, em R$ 600, para mim não dá. Não tem condições”, disse.

Um dos itens que compõem o preço das lentes é a tecnologia para a fabricação delas que vem de outros países. Agora a Universidade de Campinas desenvolveu um produto nacional, elaborado com material de baixo custo e, segundo os pesquisadores, tão bom quanto as lentes comerciais.

Foram dez anos de estudo para o desenvolvimento da resina. No laboratório da Faculdade de Engenharia Química da Unicamp, os pesquisadores injetam o líquido em um molde de vidro, depois o transferem para um reator. A irradiação de luzes ultravioleta transforma o material líquido em sólido e em menos de 10 minutos a lente está pronta. O sistema de fabricação é considerado tão simples que pode ser transportado com muita facilidade.

“Pode ser levado para cidades distantes, comunidades carentes, pode ser levada de barco à Amazônia”, explicou professor da Faculdade de Engenharia Química da Unicamp, Edson Bittencourt.

Os cientistas agora buscam apoio para desenvolver a resina em larga escala e torná-la acessível às comunidades de baixa renda.

“Vai ajudar a gente que precisa. Agora eu vou trocar meu óculos”, disse Ozilda.

FONTE: Jornal nacional
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