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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Concursos Públicos para Engenharia em 2012

Esteja você já no mercado ou recém formado, pode estar na incansável busca através da melhor oportunidade profissional. Surgem neste contexto muitos processos seletivos de Program de Trainee, banco de vagas e indicações.No final de ano sempre é um momento de vagas abertas no mercado. As vezes, ofuscados pelas grandes companhias esquecemos das oportunidades nacionais no setor público. 

O Entropia Livre traz nesse final de ano, uma lista dos principais concursos públicos para o começo de 2012. Vale a pena conferir o Concurso da Petrobrás, cujas inscrições se encerram agora no final de dezembro e o da Polícia Forense do Estado do Ceará. 

Para os mais acadêmicos, uma série de Universidades estão a procura de profissionais. 

Espero que a lista ajude quem estiver procurando um emprego no setor público e seja mais uma opção para quem está na busca do primeiro emprego.



Petrobras Distribuidora S.A.
Inscrição até 31/12/2011
Informações: www.cesgranrio.org.br

Exército Brasileiro - 9ª Região Militar
Inscrição até 19/01/2012. 
Informações: www.9rm.eb.mil.br

UFAM - Universidade Federal do Amazonas
Inscrição até 13/01/2012.
PEFOCE - Perícia Forense do Estado do Ceará
Inscrição até 17/01/2012.
IFG - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia
Inscrição até 08/01/2012. 
Informações: www.ifg.edu.br/concursos

IFGoiano - Instituto Federal Goiano
Inscrição até 05/02/2012. 
UFG - Universidade Federal de Goiás
Inscrição até 24/02/2012.
Informações: www.ufg.br

UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais
Inscrição até 24/01/2012.
Informações: www.in.gov.br

UFU - Universidade Federal de Uberlândia
Inscrição até 07/02/2012.
 Informações: www.ufu.br

UFVJM - Univer. Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri
Inscrição até 12/01/2012.
Informações: www.ufvjm.edu.br

UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Inscrição até 17/01/2012.
UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Inscrição até 29/01/2012
Informações: www.utfpr.edu.br

IFRJ - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia 
Inscrição até 06/01/2012. 
Informações: www.ifrj.edu.br
IFRN - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia 
Inscrição até 01/01/2012. 
FATMA - Fundação do Meio Ambiente
Inscrição até 16/02/2012. 
Informações: fatma2011.fepese.org.br

UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina 
Inscrição até 07/03/2012.
Informações: www.cnpq.br 

SC - UFFS - Universidade Federal da Fronteira Sul
Inscrição até 15/01/2012. 
Informações: www.uffs.edu.br

FONTE: Concursos Públicos Online

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Redes sociais profissionais

Este post é inspirado nessa época tão difícil de final de ano, os que estão se formando vão me entender, já que é tempo de definições e de indefinições sobre o futuro profissional que iremos tomar. Neste contexto, enquanto a luta pela vaga ideal não termina, comecei a perceber como o modelo de captação de profissionais tem mudado.


Os desafios não são só para os novos profissionais, mas também para as empresas que buscam talentos para seus quadros de funcionários. A quantidade de oportunidades não é baixa, o difícil é casar o perfil do candidato com a vaga e reter o talento na companhia. 

Para os candidatos, o desafio começa no rastreamento das oportunidades, feito geralmente nos sites das principais empresas de recrutamento. Após a inscrição e o preenchimento de diversas perguntas só resta esperar para passar nos filtros computacionais de  análise de currículo e conseguir chegar até as fases finais dos processos de admissão para mostrar o que tem de melhor. 

Mas acreditem, não é apenas deste modo que as empresas estão buscando seus profissionais. O famoso QI (quem indica) também já não é suficiente, para isto o uso da internet para este fim tem se intensificado com as redes sociais. Em particular, pode-se citar para este fim, a bem sucedida rede de relacionamento Linked'in, lançada em 2003, a qual alcança hoje algo em torno de 6 milhões de usuários. 

Realmente não acreditava no poder dessa rede social profissional, mas através do exemplo de uma amiga, comecei a perceber sua importância e o reflexo na visibilidade profissional. Ela colocou um currículo bem montado no perfil e adicionou pessoas chaves ligadas a oportunidades profissionais de seu interesse, como resultado teve um desempenho de visitação surpreendente, contando com  visitas de empresas recrutadoras e empresas buscando profissionais para vagas.

Esse pequeno exemplo mostra que as áreas de recursos humanos de diversas empresas, publicam vagas e buscam profissionais na rede. A busca se dá principalmente em perfis completos, que permitam ao recrutador conhecer seu currículo. Um fator importante é a sua rede de contatos, que são a base para o ranking de busca, importando muito mais a qualidade e não a quantidade de contatos. 

O Linked'in não só ajuda os profissionais a se encontrarem disponibilizando espaço para oportunidades, ele vai além, oferecendo um excelente agregador de textos e excelentes conteúdos postados pelos usuários, instituições e empresas presentes na rede.

Outras redes de relacionamento profissional tem surgido como o Via6 e alguns aplicativos, como o BeKnown e o BranchOut presentes no Facebook 

O desafio agora está maior. Além de ter boas experiências e conhecimentos para expor aos entrevistadores, a presença nas redes sociais também é monitorada e avaliada. Hoje, exige-se profissionais que busquem aprimoramento pessoal, estudem e que saibam se relacionar pessoalmente e na internet.

Veja algumas dicas de como manter seu rede profissional aqui.


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Siemens sai do ramo de equipamentos nucleares

A empresa Siemens, declarou que abandonaria o ramo de equipamentos para geração de energia nuclear. Isto gerou grandes dúvidas em relação a usina de Angra 3, alternativa brasileira de energia nuclear que utilizará os equipamentos da multinacional alemã, que estão encaixotados a mais de 25 anos esperando sua implementação.


A Siemens tomou esta decisão após o acidente nuclear da usina de Fukushima e do projeto da primeira-ministra alemã Angela Merkel, que visa a desativação de todas as usinas nucleares alemãs até 2022. Segundo o Peter Loescher, diretor presidente da empresa alemã este é o "projeto do século". Dessa forma a companhia vê uma mudança no rumo dos negócios da energia nuclear, já que, naturalmente a Alemanha era um grande cliente, sendo que suas 17 usinas foram construídas com equipamentos  da empresa.

Já a Eletronuclear, estatal responsável por Angra 3, diz que saída da empresa alemã do ramo nuclear não impactará na nova usina brasileira e na manutenção de Angra 1 e 2, as quais também utilizam equipamentos Siemens.

De acordo com as informações da Eletronuclear, todos os equipamentos e serviços ainda necessários serão fornecidos pela estatal francesa Areva, empresa que tinha uma join-venture com a empresa alemã até 2009 para o setor nuclear.

Estas notícias preocupam a respeito das nossas usinas nucleares. Afinal, este tipo de energia é altamente perigoso se não houver uma busca de excelência processual, segurança e manutenção nas usinas. Espera-se que a Eletronuclear tenha a responsabilidade de manter as usinas em perfeito funcionamento e não ignore as mudanças em relação a Siemens, já que é a fornecedora principal do equipamento e tem o know-how de manutenção e suporte. 


sábado, 26 de novembro de 2011

Acidentes petrolíferos - Caso Chevron

Um vazamento de petróleo na Bacia de Campos foi identificado no dia 8 de Novembro. Após algumas semanas do acidente, a mancha de óleo começa a ser contida, porém a demora na contenção do problema pode ter causado um significativo impacto na vida marinha, embora ainda não tenha sido possível quantifica-lo.


O vazamento aconteceu, devido falhas de projeto da Chevron, empresa que prospectaria o recurso, e da Transocean, contratada para perfuração. A geologia da crosta terrestre naquela região não foi adequadamente estudada, sendo parte do poço mais fino do que se esperava.  Devido a isso, a rocha rompeu em trincas que liberaram o óleo.

O Ibama ainda não conseguiu dimensionar o tamanho do estrago, mas a multa aplicada na empresa foi de R$ 50 milhões, podendo ter sua licença de exploração no Brasil cancelada devido a irresponsabilidade da empresa na obtenção dos dados e planejamento das ações de recuperação e contenção.

A ANP, devido ao acidente irá rever as leis e as fiscalizações aplicadas às empresas que atuam na prospecção de petróleo no Brasil. Uma maior fiscalização e um plano de emergencial de remediação e contenção de acidentes deve ser estipulado para evitar que acidentes como este, ou até catástrofes piores, venham a acontecer. 

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Como funciona o Bafômetro




Algumas invenções surgem e acham uma utilidade, outras nascem de uma necessidade. No caso do Bafômetro, ou Etilômetro, surgiu através da necessidade da polícia de identificar de forma fácil e não invasiva a presença de álcool em suspeitos. Em 1954, o Dr. Robert Borkenstein, desenvolveu um dispositivo para a polícia de Indiana, EUA, através do qual era possível testar a presença de álcool.[2]

Primeiramente, observou-se que o etanol não se alterava quimicamente na corrente sanguínea, sendo parcialmente evaporado na passagem do sangue pelos alvéolos dos pulmões, dessa forma, o etanol fica presente no ar expirado pelo indivíduo suspeito de embriaguez. [1]

Os bafômetros desenvolvidos, geralmente se baseiam em reações químicas, nas quais utiliza-se o ar expelido da pessoa juntamente com outras substâncias presentes no aparelho.  Independentemente do tipo, cada dispositivo tem um bocal, um tubo por onde o suspeito assopra e uma câmera de amostra para onde vai o ar. O resto do dispositivo varia em cada tipo.[2]

Bafômetro com Dicromato de Potássio

Baseia-se na alteração da cor de uma mistura, na qual o íon cromato,de cor vermelho-alaranjada, é transformado em Cr III, de coloração verde ou Cr II, de coloração azulada.  



O grau de mudança de cor está diretamente relacionado com o nível de álcool no ar exalado. Através da comparação da cor com uma mistura que não sofreu reação é possível determinar a quantidade de álcool presente na amostra. Esta comparação pode ser feita visualmente ou através de um sistema de fotocélulas que produzem uma certa corrente elétrica, a qual movimenta-se um medidor. [2]

Bafômetro com Célula a Combustível

Este aparelho faz uso da promissora tecnologia de células a combustível, sendo capaz de gerar corrente elétrica através da oxidação do álcool em uma pilha eletro-química. O equipamento é constituído de 2 eletrodos, geralmente de platina, e de um eletrólito poroso entre os eletrodos. À medida que o ar exalado pelo suspeito flui de um lado para outro na célula, o etanol se oxida formando etanal, íons H+ e elétrons, estes por sua vez são conduzidos gerando corrente.



A corrente elétrica é processada e é avaliada a concentração de álcool exalada, assim como a concentração no sangue do indivíduo. A relação entre o álcool presente no ar e no sangue apresenta um um erro estimado de 2 a 5%, validando o resultado. [1]

Bafômetro de Taguchi ( utilizando semi-condutor)


Por último temos o modelo desenvolvido no japão, que faz uso de um sensor semicondutor. O material, constituído basicamente de óxido de estanho (SnO2), nas condições adequadas e na presença de etanol, oxida esta molécula orgânica alterando a resistência/condutância do sensor, esta alteração altera a corrente elétrica do aparelho, podendo-se relacionar com a quantidade de álcool da amostra.

Esperam que tenham gostado dessa curiosidade, e que sirva como insumo para novas soluções criativas de problemas. E o mais importante, não bebam se forem dirigir, os bafômetros realmente conseguem descobrir quanto você bebeu.

            [2] How Stuff Works?


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

E-books de Engenharia legalmente gratuitos

Uma grande dica do Blog Engenharia-Química, do Marcelo, trata-se da empresa bookboon. A editora disponibiliza E-books de diversas áreas  e assuntos, desde livros-texto dos principais assuntos de engenharia química até guias de viagem, o grande diferencial é que os livros disponíveis são realmente gratuitos,  não infringem nenhuma lei de autoria pela sua disponibilização. 

Os livros disponíveis são escritos por professores de grandes Universidades. A empresa inovou no seguimento de E-books com um este novo modelo de negócio, no qual democratiza a informação através da disponibilização gratuita,além de ser rentável através de publicidade inserida nas páginas do E-book. 

Realmente vale a pena conferir! Deixo com vocês dois exemplos para Engenharia Química! 


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Aprendendo Excel - Texto para colunas (dividir conteúdo de célula)

Atendendo a pedidos, trago uma ferramenta muito útil do Excel, chamada de "texto para colunas",  consiste em dividir o conteúdo de uma célula, ou do conjunto de células de uma coluna, em pedaços menores distribuídos nas colunas adjacentes. 

A ferramenta " texto para colunas " é utilizada quando, por exemplo, necessitamos trabalhar com banco de dados, ou precisamos segmentar informações contidas em uma célula. Um caso típico ocorre em alguns bancos de dados que exportam as informações em um arquivo CSV (Comma-Separated Values ou Valores separados por vírgula). Este tipo de arquivo é comum de se trabalhar e abre facilmente no Excel, porém quando aberto todas informações estão contidas em uma única célula separadas por vírgulas. 

Separar manualmente as informações pode ser uma tarefa árdua, para isso, o Excel conta com a ferramenta " Texto para colunas ", disponível na aba "Dados".




Ao abrir a ferramenta, aparecerá a tela abaixo, na qual deverá ser informado o tipo de segmentação que se deseja. Selecionando-se "largura fixa", após você avançar, você definirá uma segmentação baseada na quantidade de caracteres. Porém, se a seleção foi "delimitado" você deverá informar ao programa uma regra de segmentação, por exemplo, segmentar quando encontrar uma vírgula.





Avançando está tela, surgirá outra, na qual você deve definir a formatação da célula e a célula de destino que os dados segmentados irão ocupar, basta definir a primeira célula a ser ocupada. Neste ponto, note que se você não definir outra célula de destino, a divisão irá iniciar na célula que está sendo dividida, sobrescrevendo o que tiver contido nela e nas células seguintes.



Esse é o resultado final, no qual separamos as informações contidas em uma única célula em diversas células. Isto facilita muito o trabalho na planilha e permite uma maior flexibilidade para suas análises. Afinal, estruturar os dados e segmenta-los costuma ser uma boa ideia para ganhar tempo. Espero que tenham gostado, e convido a ver outros posts sobre as ferramentas do Excel.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Poupar energia? Para que?

Papos ambientalistas para todos os lados dizem para pouparmos energia. Mas vemos ainda que muitas pessoas e indústrias não perceberam que isso é mais do que uma questão de prejudicar menos o planeta, podendo também ser um fator competitivo crucial para indústria e a economia.

Em uma visita ao Blog de Engenharia Química do Marcelo Melo me deparei com um trecho do livro "O Capitalismo Natural", dos norte-americanos  Paul Hawken, Amory Lovins e L. Hunter Lovins. Os autores defendem uma nova revolução industrial que estaria acontecendo, na qual busca-se nas novas e já existentes tecnologias a capacidade de produzir mais e poluir menos. Segundo eles os negócios e os interesses ambientais se complementam, satisfazendo melhor às necessidades dos clientes, aumentando lucros e, ao mesmo tempo, ajudando a resolver os próprios problemas ambientais.

Segue um trecho do livro, publicado no Blog do Marcelo,  que mostra a força dessa mentalidade ambiental nos lucros e como poupar energia pode ser um grande negócio a longo prazo.

A eficiência energética e a Dow Chemical

“A suposição comum, segundo a qual os retornos diminuem – mais eficiente é sinónimo de mais custoso, as poupanças baratas se exaurirão rapidamente, a eficiência é um recurso em retracção, não em expansão – paralisa a ação. Mas a experiência concreta é um forte antídoto.


Em 1981, a divisão de Luisiana da Dow Chemical, com 2400 empregados, começou a pesquisar novas economias. O engenheiro Ken Nelson organizou um concurso interno de propostas para poupar energia que suscitassem pelo menos 50% de retorno de investimento (RDI) por ano. Os 27 projectos do primeiro ano chegaram a uma média de RDI de 173%. Nelson ficou admirado e imaginou que o resultado positivo tivesse sido acidental. No ano seguinte, porém, 32 projectos atingiram, em média, 340% de RDI. Doze anos e quase 900 projectos depois, os empregados alcançaram (em 575 projectos submetidos avaliação) um RDI de 204%. Nos últimos anos, tanto o retorno quanto a poupança estavam crescendo – nos 3 finais, o prazo médio de retorno caiu de 6 para apenas 4 meses – pois os engenheiros aprendiam mais depressa do que exauriam as oportunidades menos custosas. Em 1993, todo o conjunto de projectos, somados, pagava aos accionistas da Dow 110 milhões de dólares por ano.”


FONTE: O Capitalismo Natural
               Blog do Marcelo Melo

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Arte e Ciência: dois lados da mesma moeda

As vezes, uma série de acontecimentos nos levam a pensar sobre o mundo como ele realmente é, esta semana por exemplo, terminei a leitura de uma biografia do Steve Jobs, e dentre muitas outras passagens, uma em particular me fez refletir sobre a interseção da arte e da ciência. Não bastando este tópico do livro, encontrei uma reportagem do G1 mostrando as fotografias de um concurso promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que visava premiar as melhores fotos ciêntificas do Brasil, o que retomou a questão de arte e ciência. 

Mas do que afinal estou falando? Arte e Ciência podem parecer assuntos distantes e desconexos, porém se analisarmos historicamente, no início do pensamento cientifico não existia divisão clara entre ciência, arte e religião. Nos primórdios havia apenas a dúvida do Homem frente aos fenômenos da natureza, permitindo que se explorasse diversas formas de entender e retratar o mundo. Grandes personagens históricos da ciência tinham fortes características científicas e artísticas, como por exemplo Leonardo da Vinci, que entregou a humanidade importantes estudos científicos e íncriveis obras de artes.

O Homem, porém, resolveu segmentar o conhecimento e engessar o pensamento criativo, moldando nosso pensamento de forma particionada em áreas de conhecimento e criando os esteriótipos de pesquisador e de artista, como água e óleo. No entanto, ambas profissões provém da necessidade humana de conhecer a verdadeira realidade do universo e de nossa existência. O que fazia de Leonardo da Vinci um grande cientista, engenheiro e artista era sua capacidade de observar o mundo e conectar informações e experiências de forma criativa,  produzindo grandes ideias e importantes obras de arte.


Conectando e juntando as coisas, buscando a arte na ciência e a ciência na arte, pessoas extremamente criativas conseguiram propor as mais simples e geniais ideias para os grandes problemas. A interdisciplinaridade dos conhecimentos é clara quando analisamos diversos casos de sucesso na ciência e na tecnologia. No caso do Steve Jobs, ele conseguiu juntar design artístico, tecnologia e a necessidade da sociedade de se comunicar, produzir e transmitir conhecimento.Usou a ciência e a tecnologia de forma prática, utilitária e criativa.

Escrevendo este post lembrei de uma palestra que assisti na Unicamp, oferecida pelo famoso químico Peter Atkins. Nessa ocasião, quando um dos ouvintes pediu um conselho para os novos pesquisadores, o químico aconselhou a sempre procurar olhar, sentir e ouvir o mundo admirando-o, se perguntando o porque do mundo ser como é. Observar o mundo não apenas pela ótica de uma determinda área de ciência, mas sim de modo generalista, pensando em conexão de todas as ciências, incluindo inclusive a arte. Nos dias atuais, as vezes nos esquecemos de olhar para o mundo com este olhar generalista, e esquecemos de admirar como o Universo é uma grande obra de arte que junta e unifica tudo.

Um post bem filosófico que espero que tenham gostado! Gostaria de deixar um video muito legal que mostra de forma criativa a conectividade que gera grandes ideias. Até a próxima!


Por Bruno Firmino

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Aprendendo Excel - Solver

Um dos assuntos mais procurados no blog são os tutoriais de Excel. Afinal não é por acaso que este programa é tão usado, ele tem uma série de ferramentas úteis para qualquer profissional, como por exemplo a função ProcV ( VLookUp) e as Tabelas Dinâmicas. Nesta postagem vou falar sobre uma  importante ferramenta do Excel, utilizada para realizar cálculos iterativos, trata-se do Solver.

O Solver não passa de uma ferramenta que realiza um método de cálculo iterativo, afim de resolver alguns problemas matemáticos de difícil resolução analítica. Através de um "chute" inicial o método numérico programado pelo Excel realiza inúmeras iterações té chegar a uma condição que satisfaça o problema com uma certa precisão.

Para começar deve-se habilitar a ferramenta. Na versão 2007 do Excel vá ao botão principal do Office. Após clicar no botão, será expandido um menu. Na parte inferior, clique em Opções do Excel. Abrirá uma caixa de diálogo na qual deve-se selecionar no menu esquerdo a opção de suplementos, conforme a figura. Nas opções de suplementos deve-se clicar em "ir..." na parte inferir. Será aberta outra caixa, na qual deve-se selecionar a ferramenta Solver e clicar em OK.

Imagem do botão
 


Adicionada a ferramenta esta deverá ser acessada através da aba Dados, na qual  um novo ícone escrito Solver deverá aparecer no canto direito.




Basta clicar em cima deste novo ícone e aparecerá a caixa de diálogo, a qual pode ser visualizada abaixo:

Nesta caixa de diálogo encontramos os principais parâmetros que devemos informar ao programa. Deve-se informar primeiro a célula de destino, contendo a equação matemática que deverá ser satisfeita (escrita na forma de fórmula do excel). Selecionando o botão de seleção desejado em "Igual a:", defini-se para que valor a função deve convergir, no caso podemos maximizar ou minimizar a função, ou ainda definir um valor específico para a função. Após informa-se as células que o programa deverá variar, estas devem conter números inicialmente "chutados" e devem estar referênciadas na fórmula contida na célula de destino.

Pode-se ainda entrar com restrições, como por exemplo, definir uma faixa de valores para o programa variar as células variáveis, ou só permitindo valores que satisfação uma certa condição. Para trabalhar com restrições deve-se utilizar os botões "Adicionar", "Alterar" e "Excluir".

No botão opções pode-se definir alguns parâmetros do método empregado, como o tempo máximo e a quantidade de iterações que o programa irá fazer, assim como a precisão e tolerância.

Clicando-se em "Resolver" a ferramenta "chuta diversos valores através de um método numérico de  aproximação até chegar o mais próximo possível do valor desejado para a função. Exibi-se então uma janela que pergunta se o usuário deseja manter a solução do solver ou não. O programa faz isso já que nem sempre as condições passadas são suficientes para o problema convergir com o determinado chute inicial. Se o sistema não convergir deve-se utilizar outro "chute" inicial e repetir o processo.


Neste exemplo podemos ver como o solver pode ser aplicado. As células amarelas devem ser peenchidas inicialmente com uma estimativa inicial e quando postas a variar com o solver convergem a célula vermelha, que contém a fórmula para o valor estipulado, no caso, como zero.

Esta é mais uma útil ferramenta do Excel. Muitas vezes devemos ser inventivos e utilizar alguns recursos como este para auxiliar em nossos trabalhos. Espero que seja útil para vocês! E até outro dia!

domingo, 14 de agosto de 2011

Aprenda a Fazer - Células Fotovoltaicas

Nos últimos dias estava participando de um evento de Engenharia Química do qual tenho um grande carinho, a Semana de Engenharia Química da Unicamp (14ª SEQ). Em uma de suas palestras, cujo tema era células fotovoltaicas, aprendi uma forma de produzir uma célula deste tipo utilizando poucos recursos! 

Isso mesmo! Podemos reproduzir o efeito fotoelétrico. Claro que isso é só uma amostra pequena do potencial da tecnologia de obtenção de energia elétrica através da luz solar. A geração através da radiação solar está cheia de prós e contras. Porém já existem casos  de sucesso, comprovando que este modelo de geração é uma opção extremamente válida como fonte energética apesar de ter algumas limitações. Mas isso fica para outro post, por hoje vamos aprender a fazer uma Célula de Grätzel.

Para começar vamos entender do que estamos falando. Células fotovoltaicas são peças componentes de painéis capazes de captar a energia solar e transforma-la em energia elétrica através do efeito fotoelétrico. Este efeito é observado em alguns materiais quando estes são submetidos a uma determinada frequência de luz, que  carrega energia quantizada na forma de fótons. Estes fótons colidem com o material e fornecem energia para os elétrons da camada de valência, que quando suficientemente excitados são "liberados" formando uma corrente elétrica.

¹As células geralmente são feitas de materiais semicondutores, como o silício. Porém estes materiais não apresentam um custo atrativo. Pesquisas tem sido feitas para encontrar materiais alternativos mais baratos, como, por exemplo, as células solares orgânicas, também conhecidas pela sigla DSC (Dye-Sensitized Solar Cells - células solares sensibilizadas por corantes). A célula de Grätzel é um exemplo disso.


Mãos a obra
Indo ao que interessa e objetivo do post, a construção da nossa célula !
² ³Materiais necessários para confecção da Célula:
  • 2 Laminas pequenas de vidro (mais ou menos 2cm x 4cm)
  • TiO2 (Dioxido de Titânio) (possível comprar em farmácias de manipulação, lojas de corantes)
  • Grafite (Pode ser de um lápis)
  • Corante ("Dye") - pode ser uma xícara de chá forte também
  • Eletrólito (Solução de Iodo)
Podemos dividir o procedimento em 4 etapas:

1) Preparação do Eletrodo Negativo (-)
      a) Limpar as laminas de vidro com água e uma escova e depois secar com um pano ou secador;
      b) As duas laminas, preferencialmente devem ter um lado coberto por uma camada condutora de SnO
2 (como alguns vidros utilizados em visores de geladeira, veja artigo). Você pode verificar o lado condutor com um multímetro, medindo a resistência elétrica do mesmo;
      c) Coloque a lamina com
a superfície condutora para cima e fixe-a com uma fita adesiva;
    d) Coloque a solução/pasta de TiO2 na superfície descoberta das laminas e espalhe na superficie de modo a obter um filme fino e homogenio;
     e) Seque com um secador a solução de TiO2 até que a umidade restante tenha evaporado. 

     f) Retire a fita adesiva da lamina com cuidado e sem tocar na parte em que foi colocado o TiO2;
     g) Coloque a lamina num forno a alta temperatura, para "cozer" o filme de TiO2.


2) Preparação do Eletrodo Positivo (+) 
     a) Limpar a outra lamina de vidro com a camada condutora e transparente com água e uma escova. Após a limpeza seque com um pano ou um secador;
      b) Determine o lado condutor da lamina com o multímetro (medir a resistência);
      c) Coloque na superfície condutora da lamina de vidro uma camada de grafite com o lápis. A superfície do vidro deverá ficar escurecida.

3) Colocação da solução colorida no eletrodo negativo(-)
     a) Depois de o eletrodo negativo estar frio, é necessário "pintá-lo" com a solução colorida (chá) anteriormente preparada;
        b) Coloque o eletrodo na solução colorida de forma a cobrir completamente o eletrodo;
    c) Depois de 5 minutos retire o eletrodo da solução. O eletrodo deverá ficar com uma cor vermelho/violeta;
       d) Limpe com muito cuidado o eletrodo da solução colorida que se encontra nas bordas da lamina;
      e) Seque com o secador o eletrodo.
 4) Montagem da Célula fotovoltaica
       a) Junte os dois eletrodos, utilizando um clipes. A camada de TiO2 ativada com o corante tem que estar em contato com a camada de grafite. Para mais tarde ligar os cabos elétricos à célula fotovoltaica, é necessário montar os eletrodos desfasados;
        b) Para "ativar" a célula fotovoltaica, coloque uma gota de eletrólito na célula fotovoltaica (Solução de Iodo);

       c) Para observar o funcionamento da célula, ligue a célula ao multímetro e meça a corrente elétrica. Vai observar que a tensão vai aumentar lentamente.

Abaixo segue um esquema do funcionamento geral da célula.
 Para entender melhor como funciona a célula de Grätzel, assim como a reação por traz da geração de energia elétrica, veja o artigo publicado pela Revista Brasileira de Ensino de Física.
                  ² Ciência Viva
                  ³ Engenharia na prática

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Widget - Tabela Periódica

A internet tem crescido de forma exponencial, e seguindo esta onda surgiram uma infinidade de aplicativos e complementos que incrementam a web com uma gama de funcionalidades e interatividades com os usuários. 

Estava pesquisando material para o blog e encontrei um widget que segue essa linha e tem tudo a ver com o Entropia Livre. Uma tabela periódica interativa, basta passar o mouse em cima do elemento! Achei legal  compartilhar este achado... clicando em "get widget" você pode copiar o código e utiliza-lo onde quiser.

até mais!



                                                                                                 Dica de: Blog Bruno's Chemistry

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Revolução Francesa - A Face Científica

França, 1789. Os ares do país estavam saturados de idéias revolucionárias de ordem política, moral e humanística que resultariam, após um período tempestuoso, na modificação da ordem social do país e cristalização de um pensamento global de “igualdade, fraternidade e liberdade”, que até hoje vigora em todo o mundo na forma da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Essa revolução, entretanto, ocorreu também no âmbito científico e, no que tange a química, foi protagonizada por Antoine-Laurent Lavoisier, e outros estudiosos da época. Dentre seus principais trabalhos, destaca-se a padronização de nomenclaturas, antes utilizadas sem critério por alquimistas, e reunião de teorias e leis postuladas até então, que o permitiu escrever o “Tratado Elementar da Química”. Apesar do grandioso trabalho realizado, que facilitou posteriores estudos na área da química, foram publicadas hipóteses e explicações para fenômenos científicos que, apesar de sua lógica convincente, atualmente tem-se conhecimento que são falaciosos.


Exemplificando, Lavoisier estudou a mudança do estado de agregação de substâncias. Em seus experimentos, constatou que quanto menor era a temperatura que um sólido era submetido, maior era a proximidade entre suas moléculas e, inversamente, quando aquecidas, aumentava-se o espaço intermolecular. Este estudo o levou a concluir que quanto maior a temperatura, maior era a força de repulsão e que, caso fosse atingida a menor temperatura possível (ainda se desconhecia o Zero Absoluto) não haveria mais forças de repulsão. Consequentemente, as moléculas se tocariam.
Desta forma, segundo Lavoisier, as moléculas possuem uma força natural de atração e, conforme se aumenta a temperatura, surge uma força de repulsão, que as afastam até que, a uma dada temperatura, as forças de repulsão superam as de atração, transformando o sólido em líquido ou gás. E essa força de repulsão pode ser hipotetisada pela existência de uma “substância real e material, de um fluido muito sutil que se insinua entre as moléculas de todos os corpos e que os separa” [1], chamado “calórico”, também responsável pela sensação de calor (acúmulo) ou frio (“des-acúmulo” deste).
Vale ressaltar que Lavoisier e os outros cientistas diziam que “ninguém era obrigado a adotar o calórico como uma substância real” e já propunham discussões entre a relação “calórico – Luz”, hoje sabidamente duas formas de energia. Sendo assim, a hipótese da existência de uma substância que governa as forças de interação molecular foi apresentada de maneira lógica e convincente, aceita por químicos de maneira geral, até que esta teoria fosse derrubada, com o desenvolvimento de tecnologia e fundamentos físicos suficientes para provar a existência de calor como forma de energia.
Esta limitação tecnológica e conceitual que nos leva a inconscientes raciocínios errôneos, no entanto, esteve presente na existência do ser humano desde as antigas civilizações. Os gregos acreditavam que todas as substâncias eram formadas pelos quatro elementos e o éter; os axiomas da igreja católica fizeram com que a crença do geocentrismo perdurasse por até 500 anos atrás; até mesmo a teoria da força vital que, ao ser derrubada, abriu o ramo de estudos da microbiologia; e mais inúmeras hipóteses e teorias que deixaram de ser verdades são exemplos e a prova de que as tais limitações técnico-teóricas não só estiveram como estão e sempre estarão presentes na vida filosófica e científica.

Este texto, no entanto, não é, sob nenhum aspecto, uma crítica a teorias que antes eram tomadas como verdades e hoje foram refutadas. Bem pelo contrário, graças à existência de trabalhos como o desenvolvido por Lavoisier em seu “Tratado Elementar da Química” – e a nossa possibilidade de provar suas incoerências – é que os avanços tecnológicos, teóricos e filosóficos acontecem. Este texto é apenas uma nota de que não devemos nos ater, crer e, sobretudo, reproduzir o que nos é passado em nossos centros de estudos (Universidades, Indústrias, Centros de Pesquisa, etc.) sem antes contestar e olhar criticamente as informações que nos são passadas.

Pensar e analisar, desde conceitos simples à grandes teorias, como o evolucionismo ou as teorias que prevêem o destino da terra diante do aquecimento global (Teoria de Gaia, Teoria da Variação Solar), teorias sociológicas, procedimentos médicos, etc., podem e certamente nos levarão à uma sociedade melhor, sobre vários aspectos. Temos de ser cautelosos e analíticos para poder firmar bases sólidas para um progresso humano. E tomar cuidado, pois, “quem sabe, as universidades de hoje não são as igrejas de ontem”.

[1]Lavoisier, A. “Tratado Elementar da Química”, Paris, França, 1789. Tradução: Editora Madras, São Paulo SP.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Carros Elétricos: A quantas anda esta ideia?

 O futuro chegou! Parecia que a era dos Jetsons nunca chegaria, mas pelo menos no que trata-se de carros movidos a eletricidade podemos dizer que agora é a hora! Pode ser difícil acreditar que as grandes montadoras e principalmente as empresas produtoras de petróleo permitam o desenvolvimento desta tecnologia. Porém o paradigma está mudando e diversos protótipos tem saído do papel, disputando uma vaguinha no competitivo mercado automotivo.  Por mais que essa seja uma tarefa árdua, através do incentivo de alguns países, já existem modelos de veículos elétricos que conseguiram espaço e força através da forte causa ambiental.


De fato, falar sobre carros elétricos hoje é uma tarefa extremamente difícil, já que uma infinidade de materiais tem surgido junto com uma variedade de projetos e concepções. Mas, procurarei dar uma visão geral sobre os principais projetos e modelos já prontos no mundo hoje, mostrando que os carros elétricos vieram e querem ficar!

Inicialmente vamos dividir os modelos em 3 tipos principais de plataformas tecnológicas: híbridos, células a combustível  e puramente com baterias. Essas plataformas se referem a forma como a corrente elétrica é gerada e armazenada para atuação no motor elétrico que faz o veículo andar.

Híbridos
Nesta classe de veículos, ainda há participação do motor a combustão, porém este exerce uma função interna, sendo responsável pela partida e recarga das baterias através de um gerador acoplado. No entanto o movimento do veículo é principalmente através de um motor elétrico. Alguns modelos utilizam os dois motores (elétrico e combustão) para uma melhor eficiência do veículo. O sistema chega a prover uma redução de 50% das emissões de CO2 e uma economia de combustível realmente significante.

Puramente com baterias 
Nesta plataforma o veículo é alimentado através de um conjunto de baterias que podem ser recarregadas através da rede elétrica ou outra fonte externa, além de recuperarem parte da energia através de um sistema de frenagem diferenciado, que aproveita a energia cinética do veículo para conversão em energia elétrica.

Células a combustível
Nesta tipo de tecnologia a energia elétrica é gerada através de células eletro-químicas que convertem a energia de ligação de algumas substâncias em eletricidade através de processos eletro-químicos. Geralmente para este tipo de processo se utiliza gás hidrogênio como combustível para reação. A transformação é limpa e pode se tornar uma importante forma de geração de energia elétrica no futuro.

Os modelos que mais tem se mostrado economicamente viáveis são os os híbridos, sendo já realidade em alguns países, como é o caso por exemplo do Toyota Prius, comercializado desde 1997 no Japão e ganhando uma série de outros países ao longo dos anos, além desse modelo os híbridos Ford Fusion Hybrid (previsão de lançamento em novembro no Brasil), Honda Insight e Chevrolet Volt também estão presentes no mercado mundial de carros elétricos. 



Atualmente modelos utilizando a plataforma puramente baseada em baterias (100% elétrico) tem lutado contra barreiras tributárias para se tornar economicamente viáveis e serem aceitos no mercado. Como é o caso do Nissan Leaf, que deve chegar ao mercado brasileiro com um preço nada competitivo, já que infelizmente o governo não tem tomado medidas de incentivo a estas tecnologias verdes. Nessa mesma linha temos também o Renault Fluence Z.E e o Novo Ford Focus Eletric. 




Já as iniciativas baseadas em células a combustíveis mostram excelentes resultados, porém são freados devido a barreira tenológica para produção do gás hidrogênio, inviabilizando economicamente a tecnologia por enquanto. Porém alguns protótipos tem ajudado a desenvolver e dominar a tecnologia de forma segura e eficiente, havendo testes em escala piloto. Como por exemplo a substituição de uma pequena frota de ônibus a combustão por ônibus a hidrogênio em algumas cidades como São Paulo e Porto (Portugal).

Acredito que nos próximos anos veremos muitos modelos de novos carros elétricos e a inserção de pequenas frotas empresariais destes veículos para um fortalecimento da imagem de responsabilidade ambiental. Porém é necessário que os governos comecem a pensar, se interessar e agir buscando incentivos ao veículo elétrico. Mudanças na legislação, tributos e infra-estrutura são necessárias para suprir a nova demanda decorrente da implementação em larga escala dessa tecnologia. Essa indisposição dos governantes mostra claramente a influência das petroquímicas e da estratégia do etanol brasileiro. No entanto é necessário uma visão mais ampla e futurística, para que o Brasil não fique mais uma vez atrás, seguindo a contramão do desenvolvimento tecnológico mundial e consiga se consolidar como um país que pensa na preservação ambiental.

FONTES : ¹ABVE - Associação brasileira de veículos elétricos ;   ² Eco4planet   


domingo, 26 de junho de 2011

Conselhos e Associações de Engenharia Química

Ao fim do curso de Engenharia, muitos estudantes se deparam com uma nova necessidade profissional para algumas funções que irão exercer, trata-se do Nº do CREA. Mas o que vem a ser CREA e pra que serve esta certificação? 

Primeiramente, vamos entender do que se trata esta necessidade. Este número de registro profissional, nada mais é que uma certificação que você está cadastrado e regulamentado segundo o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA). Está regulamentação é obrigatória para que o Engenheiro possa "assinar" projetos, da mesma forma que os médicos tem o N° do CRM que os regulamenta a receitar e diagnosticar um paciente. 

A fiscalização do profissional de Engenharia, assim como sua regulamentação se dá em uma hierarquia, existindo a nível federal o CONFEA (Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) e a nível regional o CREA. 

Porém no caso dos Engenheiros Químicos, existe também a opção de filiação ao CRQ (Conselho Regional de Química), entidade que também é responsável pela fiscalização de algumas indústrias de escopo químico e pode regulamentar o profissional de Engenharia Química. 

A filiação a um desses conselhos é importante para os profissionais que exercerem atividades de validação de laudos técnicos e de projetos, não sendo requerida em todas as atividades que o Engenheiro pode vir a trabalhar. É importante saber qual o conselho que fiscaliza a empresa que se trabalha e que atribuições legais o profissional deve responder, para realizar sua filiação. 

Além dos conselhos de Engenharia, outras entidades existem para dar suporte aos engenheiros químicos, como por exemplo a ABEQ ( Associação Brasileira de Engenharia Química) e a ABIQUIM ( Associação Brasileira da Industria Química), ambas associações não ligadas ao governo e que buscam fornecer suporte e dispor de serviços para os profissionais de Engenharia Química, como por exemplo, informações de mercado, cursos e eventos em as empresas associadas podem trocar experiências e capacitar profissionais. 

Além dessas principais organizações, existem uma infinidade de outras associações focadas em segmentos específicos da industria. 

Não poderia deixar de citar a AIChE (American Institute of Chemical Engineers), importante associação que disponibiliza recomendações, normas e uma série de materiais para as boas práticas industriais, sendo referência internacional como associação de Engenharia Química.

Para conhecer um pouco mais sobre as associações e sobre o curso de Engenharia Química, vale a pena acessar e pesquisar os sites destas associações!

domingo, 19 de junho de 2011

Blog de Marcelo Melo - Vídeo da CSB e Top Commodities

Em uma postagem anterior já havia comentado sobre o Blog do Engenheiro Químico Português Marcelo Melo, que disponibiliza materiais extremamente interessantes. Acredito que nossos blogs sejam uma iniciativa muito válida de promover a cooperação entre os países e acima de tudo disponibilizar de forma acessível e democrática notícias e informações.

Neste post indico as duas recentes postagens do blog Português. A primeira mostra um vídeo mostrando e analisando um acidente típico de segurança de processos, no qual um reator utilizado para uma reação exotérmica é mal controlado e utilizado acima das especificações de projeto, fazendo que a reação saia do controle dos operadores. O vídeo original  está postado no Youtube em inglês, mas esta versão legendada está disponível graças ao trabalho do Marcelo que realizou um excelente trabalho. Confiram a seguir:


A segunda postagem que gostaria de divulgar é sobre os principais produtos químicos produzidos nos EUA no ano de 2002, segundo Survey of Industrial Chemistry, dePhilip J. Chenier. Realmente, como engenheiros devemos conhecer os principais componetes produzidos no mundo. Segue uma palhinha dos ranking, para conhecer a lista completa acessem o Blog do Marcelo.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Alemanha anunciou fim de suas centrais nucleares até 2022

Após o acidente da usina de Fukushima no Japão em 11 de março de 2011, muita discussão surgiu a respeito da segurança e do custo benefício acerca da energia nuclear. Movimentos anti-nuclear surgiram com força no mundo inteiro pregando o fim das usinas e de sua exploração.

Porém sabe-se que hoje a energia nuclear representa uma importante parcela da matriz energética de alguns países, sendo a principal estratégia de alguns governos para suprir a demanda energética para a população e o desenvolvimento econômico. Podemos citar nesse quadro a França, com cerca de 76,80% de sua matriz originária de usinas nucleares, assim como o EUA com quase 20% de participação desta forma de geração. Embora deva-se lembrar que a produção dos Estados Unidos representam cerca de 32% do total de energia nuclear produzida no mundo.¹

Com o acidente japonês causado pelo Terremoto e agravado pelo Tsunami que seguiu a catástrofe, alguns governos estão repensando seus programas nucleares. Pressionados pelos movimentos ambientalistas e anti-nucleares a discussão foi aberta, porém não se sabe até que ponto os governos estarão dispostos a mudar a estratégia de ampliação de infra-estrutura e oferta de energia. 

No final do mês de Maio, o governo alemão anunciou que irá encerrar suas centrais nucleares até 2022². Anteriormente, os planos eram que dos 17 reatores do país o último seria desativado em 2036, agora esta data foi adiantada em função das preocupações geradas com o acidente de Fukushima. 
Milhares de pessoas participaram de protestos no dia 28 de maio, em 21 cidades da Alemanha exigindo que o governo acelerasse o processo de abandono da energia nuclear.Reuters

A Alemanha adotará realmente a postura de encerrar seu programa energético nuclear? Segundo o ministro do Meio Ambiente da Alemanha, Norbert Roettgen, a decisão é definitiva e não será revista no futuro próximo. O país tem uma participação significativa da energia nuclear em sua matriz, atingindo 25,90% de participação¹. Desta forma nunca se sabe as mudanças que de fato ocorrerão nesta década e as fontes que irão substituir a fonte nuclear de energia na Alemanha. 

A energia nuclear está agora nos olhos do mundo como vilã, mas um dia já foi consagrada como a salvação. Acredito que nos dias atuais o nível de compreensão da tecnologia nuclear amadureceu bastante e taxa-lo como ruim ou bom seria um grande equívoco. Será necessário avaliar caso a caso os prós e contras da energia nuclear, alinhando a disponibilidade de recursos energéticos dos países a uma diversificação da matriz energética. Só assim um julgamento adequado poderá ser feito para determinar o rumo das usinas nucleares.

No caso do Brasil, até agora não foi revisto o plano nuclear e ao que tudo indica as pressões populares não terão grandes sucessos em abrir amplamente esta discussão. Fica aberto o espaço de discussão sobre energia nuclear no Entropia Livre e até o próximo post!

¹ Fonte: Eletronuclear

             Por Bruno Firmino

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Quer carregar seu celular com água?

Estou devendo um post que explique o que são e o potencial que tem as pilhas a combustível. Enquanto um post mais geral não vem, partilharei com vocês uma das inovações que surgiram com o uso desta tecnologia fantástica: o carregador de aparelhos elétricos a base de água!

Sim! É isso mesmo! A Sueca My FC criou um dispositivo que utiliza água para produzir corrente elétrica para realizar recargas em aparelhos eletrônicos como celulares, camêras fotográficas, filmadoras, lanternas, GPS, dentre outros aparelhos que possuam bateria e  um cabo USB para conectar com o novo dispositivo.

O dispositivo tem um design moderno e tamanho reduzido. Funciona através de células a combustível, nas quais o combustível é a água, ou melhor dizendo, o Hidrogênio que compõe a molécula da água. A célula que compõe o carregador utiliza como eletrólito uma membrana polímérica (PEMFC). 

O PowerTrekk, como foi batizado o carregador, irá custar cerca de 148 euros, segundo notíciou o jornal britânico The Independent. Mas por enquanto ele ainda não está nas prateleiras das lojas. A empresa pretende atingir principalmente pessoas que pratiquem esportes radicais ou que viajem para lugares distantes, nos quais muitas vezes não há energia elétrica. 

Em breve postarei sobre como é o funcionamento básico das células combustíveis e alguns casos de sucesso do uso da tecnologia. Se quiserem descobrir mais sobre o uso de células a combustíveis acessem o site  do carregador PowerTrekk e confiram o video do corregador em funcionamento.

Vejam também outros tipos de células a combustível, como o caso do celular movido a açucares

Até mais!

domingo, 8 de maio de 2011

Segurança em Plantas Químicas

Segurança de processos é um assunto que deveria ser obrigatório em todas Universidades de Engenharia. Porém na maioria das vezes este tema é negligenciado durante a formação do profissional. Esta deficiencia, pode levar a um Engenheiro que não pensa em segurança em primeiro lugar e inevitavelmente coloca a vida de pessoas em risco.

Acredito que o ensino de Engenharia deva mudar muito e a conscientização do estudante sobre a segurança do trabalho e do processo seja uma mudança crucial e necessária. A formação de profissionais que saibam o que fazer em caso de acidentes, estejam atentos para previni-los e projetem plantas e processos seguros, se torna crucial para o estabelecimento de um parque industrial sólido e que forneça boas condições de trabalho.

O estudo de acidentes de indústrias  fornece um ótimo insumo de informações sobre segurança, permitindo que se pense além do óbvio para evitar um número maior de ocorrências. Para este fim, foi criado um orgão nos EUA (CSB Chemical Safety Board) que visa a investigação de acidentes em indústrias químicas, fiscalização e realização de recomendações de segurança para as empresas evitarem desastres ambientais e o risco a vida de seus trabalhadores.

Este orgão fornece uma grande quantidade de material sobre segurança de processos em seu site e disponibiliza em seu canal do youtube videos relatando acidentes e mostrando animações sobre segurança de processos. Abaixo mostro um desses vídeos da CSB, mostrando um acidente em uma planta de propileno.Vale a pena conferir. 



FONTE: CSB
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